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Carros | Usado do mês
Renault Symbol
Julho 2012

Renault Symbol

Espaçoso e bem equipado, o sedã faz a alegria de quem procura custo-benefício

Por Felipe Bitu | Fotos: Christian Castanho
Lista de matÉrias por data:

TAMANHO DA LETRA  

Sedãs compactos costumam ser o segundo degrau para quem iniciou a vida com um hatch 1.0. Entre eles, destaca-se o Renault Symbol, conhecido pelo grande número de itens de série e o enorme porta-malas. Feito sobre a base do Clio Sedan e compartilhando peças com o Sandero, tinha a missão de suprir a lacuna entre o espartano Logan e o sofisticado Mégane. Seu estilo não chega a ser unanimidade, mas ele cativa pelo bom espaço para quatro adultos e pelo porta-malas de 506 litros, que tem até iluminação interna.

Mais generosa que o porta-malas, só a lista de itens de série: a versão básica Expression traz direção hidráulica, ar-condicionado, banco do motorista e volante com regulagens de altura, travas e vidros dianteiros elétricos e até airbags frontais. Quem busca requinte deve optar pela Privilège, que acrescenta ar digital, faróis de neblina, rodas de liga aro 15, retrovisores e vidros traseiros elétricos e CD player com MP3 e comandos no volante. O freio ABS era opcional em ambas as versões.

O motor era o competente 1.6 16V Hi-Flex, lançado em abril de 2009, com 110/115 cv e 15,2/16 mkgf. Mas em maio veio também o 1.6 8V Hi-Torque, de 95/92 cv e 14,1/13,7 mkgf, que melhorou consumo e resposta em baixo giro. Outro ponto elogiado pelos donos é a suspensão, considerada confortável e alta o suficiente para encarar sem problemas as lombadas e valetas das nossas ruas. As poucas críticas ficam para isolamento acústico e acabamento, com peças pintadas que descascam facilmente.

Mesmo sendo eleito o campeão do Melhor Compra 2009 da QUATRO RODAS, o Symbol nunca vendeu bem - a Renault não investiu forte em sua divulgação, dando prioridade a Logan e Sandero. Com isso, sua desvalorização pouco acima da media faz com que ele seja encontrado por 25 000 reais.

Com seguro barato e três anos de garantia, ele se caracteriza pela confiabilidade mecânica. O maior problema está na disponibilidade de peças na rede, que nem sempre consegue atender a pedidos de pronta entrega. É um dos poucos dissabores que o dono de um Symbol tem de enfrentar.



FUJA DA ROUBADA


Procure pelo Symbol equipado com ABS. Não são raras as unidades que têm esse opcional e quase nunca ele deixa o veículo mais caro.



NÓS DISSEMOS
Junho de 2009




>> Confira na edição


"O 16V foi melhor nas provas de desempenho e o 8V nas de consumo. No entanto, um nunca descolou significativamente do outro. Na aceleração de 0 a 100 km/h, por exemplo, o 16V (11,2 s) foi apenas 0,9 s mais rápido que o 8V (12,1 s), mesma diferença que os separou na retomada de 80 a 120 km/h, realizada em quinta marcha - 15,6 e 16,5 s. Nas medicos de ruído interno, o 8V mostrou-se menos escandaloso nas rotações médias. Nas baixas e altas, houve equilíbrio. No consumo, a disputa também foi acirrada. Na cidade, o 8V consegue rodar 7,4 km por litro de combustível, contra a média de 7 km/l do 16V."



PREÇO DOS USADOS (EM MÉDIA)

Privilège 1.6 16V


2009: 28 970
2010: 31 327
2011: 35 484

Expression 1.6 8V

2009: 28 055
2010: 29 085
2011: 30 100



PREÇO DAS PEÇAS


Amortecedor dianteiro (cada um)
Original: 214
Paralelo: 280

Pastilhas dianteiras (jogo)
Original: 131
Paralelo: 280

Farol dianteiro comum (cada um)
Original: 363
Paralelo: 400

Para-choque dianteiro
Original: 726
Paralelo: 560

Kit de embreagem
Original: 599
Paralelo: 308



PENSE TAMBÉM EM UM…

VW Polo Sedan




É outro seminovo que não deslanchou no mercado e que também se destaca pelo bom custo-benefício. Todas as versões são equipadas com direção assistida e ar-condicionado, mas, diferentemente do Symbol, os airbags só vinham de série nas versões com motor 2.0, mais caras - o freio ABS era opcional em todas as motorizações. Ele leva vantagem na qualidade de construção e no acabamento, mas perde no espaço do porta-malas, de apenas 432 litros. Conhecido pela excelente dirigibilidade, o motor 1.6 se mostra adequado na maioria das situações de uso, sendo o 2.0 indicado apenas a quem faz questão de desempenho.



ONDE O BICHO PEGA



Revestimento do painel central


Costuma descascar com o tempo, sobretudo quando muito exposto ao sol. Vale a pena pedir a troca dentro do período de garantia, pois uma nova peça
não sai por menos de 455 reais.

Chave codificada


Verifique se as duas chaves (principal e reserva) estão operantes para abrir as portas
e dar a partida no motor. Uma nova recodificada custa cerca de 500 reais e leva uns 50 dias para chegar, pois é importada da França.

Sonda lambda

O suporte de fixação do catalisador costuma quebrar, levando os cabos das duas sondas a entrar em curto- circuito, o que pode imobilizar o carro por pane na ignição. Por isso cheque periodicamente o estado do suporte e as travas das sondas.

Palhetas do limpador

As palhetas sofrem ressecamento precoce (menos de 10 000 km)
e, em casos extremos, se soltam da armação, riscando o vidro. Um para-brisa novo não sai por menos de 540 reais.

Coxim central do motor


Velho problema da linha Clio:
a estrutura do coxim central
cede com o tempo e o interior
é tomado pelas vibrações do conjunto motor/câmbio. A solução é a troca do coxim, por 170 reais, já com a mão de obra.



A VOZ DO DONO




"Ele é imbatível na relação custo-benefício: tem bom acabamento e vários itens de série, com um motor que alia potência e bom consumo. Merecem destaque a estabilidade, os freios e o porta-malas gigante, mas o espaço
do banco traseiro é meio limitado e o valor de revenda do carro está muito abaixo do esperado."

Alex Souza, 34 anos, administrador, Diadema (SP)

O QUE EU ADORO


"Muito confortável e adequado a viagens, pois há espaço de sobra para cinco e porta- malas para bastante bagagem. O desempenho está acima da média do segmento."

Vagner Vedelago, 50 anos, professor, São Paulo (SP)



O QUE EU ODEIO


"O consumo é alto e o som já sofreu duas panes. Mas o problema está no limpador de para-brisa: as palhetas não duram 10 000 km e o temporizador faz muito barulho."

Carlos Eduardo Daniel, 31 anos, químico, Monte Mor (SP)





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