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Carros | Usado do mês
Mitsubishi Pajero TR4
Março 2010

Mitsubishi Pajero TR4

Versátil e robusto, o jipinho urbano enfrenta qualquer terreno, mas seu consumo é alto

Por Fernando Garcia
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Seu sonho é ter um jipe que reúna as características de um bom off-road, como durabilidade, resistência e desempenho na terra, só com o objetivo de curtir uma trilha no fim de semana. No entanto, você não pode se dar ao luxo de ter um veículo para brincar na lama e outro mais confortável e equipado para o dia a dia da cidade. Nesse caso, o Pajero TR4 merece conhecer sua garagem. Compacto e com a comodidade das quatro portas, ele traz a praticidade para o uso urbano, porém oferece limitações, como a falta de espaço interno (ainda mais no banco traseiro) e o alto consumo: no teste da QUATRO RODAS de setembro de 2002, a versão a gasolina registrou 6,8 km/l na cidade e 9,5 km/l na estrada.

A boa notícia é que ele dá pouca manutenção e suas peças não são tão caras quanto a média de um 4x4, graças ao fato de ser fabricado no Brasil. Além disso, seu preço é convidativo: por menos de 35 000 reais, custo de um EcoSport 2007 básico, você adquire um TR4 2003 com ar, trio, ABS e tração 4x4. Mas atenção: faça antes uma cotação, pois o seguro pode pesar dependendo do perfil. Para um 2007, a apólice sai por 10 400 reais, para um homem de até 35 anos, morador em São Paulo (7 772 reais para a mulher).

Produzido em Catalão (GO), o TR4 foi lançado em 2002, substituindo o irmão gêmeo Pajero iO, importado do Japão e dono de um fraco 1.8 16V de 117 cv. O nacional receberia um 2.0 16V de 131 cv, com câmbio manual ou automático, todos 4x4 com quatro opções de uso (leia na pág. ao lado). Era bem equipado: ar-condicionado, trio elétrico, ABS e airbag duplo – os dois últimos não disponíveis na versão manual.

Em 2005, veio a versão blindada de fábrica e, no mesmo ano, a Long Range, com tanque de gasolina de 91 litros, contra 53 litros do TR4 de linha. A primeira mudança ocorreu em meados de 2006, com retoques nos para-choques, grade, faróis e lanternas. Além disso, ganhou engate removível, protetor de cárter, regulagem de altura para banco e volante, alarme e CD player com MP3. O freio com EBD era exclusivo do automático. O flex veio em 2007, com o 2.0 16V ajustado para 133/131 cv, o que explica o aumento do tanque para 72 litros.

 



FUJA DA ROUBADA

Atenção nas versões que já sofreram raspões ou amassados na parte inferior do veículo. É um sinal de que o carro já foi submetido a trilhas. Se o chassi estiver torto, pode indicar que ele capotou nessas incursões fora do asfalto.

 

 



NÓS DISSEMOS
Setembro de 2002

 



“Na opção 4x2, ele roda como um veículo comum, com tração nas rodas traseiras. Na posição 4x4 on-road, o diferencial central (de acoplamento viscoso) compensa a diferença de rotação entre os eixos, garantindo maior estabilidade ao veículo. É a opção ideal para pisos de pouca aderência (...). No asfalto molhado, confirmamos o quanto é bom ter tração integral. O sistema nos transmitiu bastante segurança nas curvas e frenagens. O uso em 4x4 off-road, com diferencial central bloqueado, é indicado para condições como areia, terra ou lama. E a 4x4 reduzida serve para as situações mais severas, como subidas íngremes ou lama profunda.”

 

 



PREÇO DOS USADOS

TR4 mec.

2003: 33 026
2004: 34 614
2005: 37 036
2006: 39 894
2007: 46 339
2008: 52 325

TR4 aut.
2003: 33 687
2004: 35 602
2005: 38 281
2006: 42 405
2007: 48 538
2008: 54 389

FONTE: FIPE

 

 



PREÇO DAS PEÇAS

Para-choque dianteiro
Original: 452
Paralelo:

Farol completo (cada um)
Original: 1079
Paralelo: 539

Disco de freio dianteiro (par)
Original: 103
Paralelo: 290

Pastilha de freio dianteira (jogo)
Original:
158
Paralelo: 70

Retrovisor (cada um)
Original: 1188
Paralelo:

Amortecedor diant./tras. (cada um)
Original: 373/304
Paralelo: 450/350

 

 



PENSE TAMBÉM EM UM...
Chevrolet Tracker

 



Igualmente robusto e ágil nas trilhas, o jipinho da Chevrolet agrada mais no espaço interno, que é superior ao do TR4. O Tracker conta ainda com conforto digno de automóvel, devido à direção leve e à suspensão mais macia, que não quica tanto no asfalto irregular das ruas brasileiras, como no caso do Pajerinho. O Tracker oferece ainda duas opções de motor, uma diesel (importada da Argentina entre 2001 e 2004) e outra a gasolina (2006 a 2009). Seu maior defeito são os altos valores cobrados por suas peças e o seguro – 12127 (masculino) e 9 040 reais (feminino), considerando idade até 35 anos e morador em São Paulo.

 

 



ONDE O BICHO PEGA

 



Tampa traseira: Fique atento para amassados leves na tampa traseira, provocados por pequenas colisões no estepe, já que ele fica saliente em relação ao para-choque. Se a batida for muito feia, faça as contas antes, pois uma tampa nova custa 3 522 reais na autorizada.

Escapamento: Não é difícil ele apresentar oxidação, mesmo quando o carro ainda é novo, podendo até estar furado. Fora da garantia, a troca por um novo sai por 452 reais.

Vedação: Verifique vestígios de lama em áreas de difícil acesso de portas e porta-malas. Muitos carros têm problema de vedação nas guarnições de borracha, e a solução é trocá-las – sai entre 410 reais (porta dianteira) e 866 reais (porta-malas).

Barra estabilizadora: Possíveis ruídos indicam desgaste ou folga nas buchas da barra estabilizadora. Se a bucha estiver trincada, você vai gastar 23,40 reais numa nova.

Eixo/suspensão: Verifique durante o test-drive em ruas de paralelepípedo ou piso irregular se há estalos, que podem ser de batentes dos amortecedores trincados (84 reais cada). Se o ruído for na roda dianteira, pode vir de folgas no rolamento (300 reais) ou na manga de eixo (1 570 reais).

 

 



A VOZ DO DONO

 



“Já rodei mais de 60 000 km com meu Pajero TR4 2003/2004 e ele nunca me deu problema. O jipinho é versátil e você pode utilizá-lo em qualquer terreno sem medo. Outra vantagem dele é que há a possibilidade de engatar a tração nas quatro rodas rodando a até 60 km/h, melhorando sua estabilidade.”
Marcos Fabricio Franceschi, 32 anos, engenheiro mecânico, São Paulo (SP)

O QUE EU ADORO

“Ele é bem resistente e não apresenta problemas mecânicos, já que participo de provas de rali com ele. Você pode explorar qualquer tipo de terreno sem nenhuma dificuldade.”
Sérgio Mendes, 53 anos, desenhista industrial, Petrópolis (RJ)

O QUE EU ODEIO

“O consumo é alto, mesmo para um motor 2.0 de quatro cilindros. Ele faz em torno de 6 a 6,5 km/l na cidade. E acho o acabamento muito simples para esse tipo de carro.”
Daniel Furlan, 30 anos, engenheiro, Belo Horizonte (MG) 






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