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Carros | Usado do mês
Mitsubishi Pajero Sport
Fevereiro 2011

Mitsubishi Pajero Sport

Robusto e com bom preço, o utilitário peca quando o assunto são as peças caras

Por Fernando Garcia
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Os utilitários esportivos estão em alta, ainda mais após a chegada do Hyundai ix35 e do novo Kia Sportage. Você queria surfar nessa onda, mas o preço da prancha está muito alto? Por 35 000 reais já é possível acompanhar a marola: é o valor de um Mitsubishi Pajero Sport 2001, que tem construção robusta e tração 4x4, encara trilha com facilidade e vem com motor V6, câmbio automático, airbag duplo e bancos de couro. É o mesmo preço que você pagaria numa Blazer 2.4 flex 2006.

Não se impressione com o tempo de uso. Se bem cuidado, o Pajero Sport costuma ter boa durabilidade, sobretudo as versões com motor a diesel. O susto mesmo fica por conta do preço do seguro e das peças. Para ter uma ideia, um farol dianteiro novo custa 2543 reais na autorizada. Por isso, faça sempre uma boa checagem nos faróis, lanternas e peças de acabamento, que podem pesar no bolso depois da compra.

Lançado aqui em 1998 (já como modelo 1999), o SUV era importado do Japão com um V6 3.0 de 150 cv, câmbio automático de quatro marchas e tração 4x2 – no mesmo ano, viria o 4x4. O pacote de equipamentos era farto: ar-condicionado, duplo airbag, freios ABS, CD player e rodas de liga leve, com bancos de couro como opcional. Em 2000, houve reestilização em grade, faróis e para-choque, junto da chegada de uma versão 2.8 a diesel, com apenas 125 cv – o câmbio automático era opcional. Quatro anos depois viria a versão HPE, com motor diesel de 145 cv, acompanhado de outra reestilização, estendida à carroceria.

O modelo nacionalizado estrearia em 2007, com maior mudança estética, indo dos faróis duplos redondos à tampa traseira com desenho mais ovalado. Apesar de parecer menor, o Pajero Sport cresceu 7,2 cm no comprimento (ficou com 4,69 metros) e 14 cm na largura. Os pneus eram maiores (265/70 R16) e a direção hidráulica passava a ser progressiva. Por dentro, recebeu som com disqueteira e Bluetooth, sensor de ré e ABS com EBD. O motor V6 3.5 saltava para 200 cv e o 2.5 diesel evoluía com uma bomba eletrônica de injeção combustível e turbo de geometria variável, atingindo 141 cv.

Ao comprar um usado, dê preferência às versões a diesel, mais econômicas e potentes em baixas rotações, além de terem melhor procura. Nas versões com tração integral, nunca se esqueça de testar o funcionamento do sistema. Cheque se há ruídos nos diferenciais e na transmissão, o que pode gerar uma tremenda dor de cabeça, dependendo do problema. Acione o 4x4 e a reduzida, verificando se o engate é fácil e se não há barulhos. Por fim, procure por vazamentos em câmbio, diferencial e caixas de transferência.

 



FUJA DA ROUBADA

Evite veículos com o assoalho raspado ou amassado. Eixos, tanque de combustível e protetor de cárter arranhados podem denunciar que o carro fazia muita trilha ou até mesmo provas de rali.

 

 



PREÇO DOS USADOS (EM MÉDIA)

3.0 4x2 V6.
2001:
31 596
2002: 33 270
2003: 35 417
2004:
2005:

3.0 4x4 V6
2001:
32 408
2002: 37 021
2003: 38 759
2004: 45 559
2005: 47 933

2.8 4x4 diesel mec.
2001:
40 584
2002: 42 476
2003: 45 463
2004:
2005:

2.8 4x4 diesel aut.
2001:
40 793
2002: 45 350
2003: 47 862
2004: 51 946
2005: 56 691

 

 



PREÇO DAS PEÇAS

Para-choque dianteiro
Original:
3227
Paralelo: 600

Farol completo (cada um)
Original:
2543
Paralelo: 727

Retrovisor (cada um) LD/LE
Original:
1464/1835
Paralelo: 380/380

Disco de freio diant. (cada um)
Original:
220
Paralelo: 194

Pastilhas de freio diant. (par)
Original:
126
Paralelo: 61

Amortecedor diant./tras. (cada um)
Original:
190/197
Paralelo: 120/135

 

 



PENSE TAMBÉM EM UMA...
Toyota Hilux SW4

 



Se sua intenção é um utilitário esportivo que tenha a desenvoltura de um jipe para enfrentar trilhas, não tenha dúvidas: prefira a Toyota Hilux SW4. O desempenho e a confiabilidade mecânica deste SUV em trechos mais acidentados é o assunto mais comentado numa roda de encontro de jipeiros, sobretudo quando se fala das versões equipadas com motor a diesel. Os modelos mais rodados costumam passar dos 200 000 km sem apresentar nenhum problema. Num teste realizado na edição agosto de 1998 da QUATRO RODAS, ela mostrou valentia e ainda agradou com sua suspensão bem acertada e de longo curso e seu câmbio com bom escalonamento de marchas. O preço do seguro também ajuda. Comparada ao Pajero Sport de mesmo ano (2001) e motorização a diesel, a Hilux SW4 leva vantagem. Para o motorista de perfil masculino, 45 anos e morador em São Paulo, as cotações são de 4 440 reais da SW4, contra 7 007 reais do Pajero. Em contrapartida, o Pajero dá o troco quando se compara o nível de equipamentos de série.

 



ONDE O BICHO PEGA

 



Direção: A caixa de direção costuma apresentar folgas, mesmo em carros pouco rodados. Pode ser problema nos acoplamentos deslizantes da coluna de direção, na fixação dos rolamentos ou no terminal que liga a coluna à caixa. Algumas concessionárias cobram até 700 reais pelo serviço.

Faróis: Podem apresentar manchas ou infiltração, principalmente após uma ducha de água. Para descobrir o defeito, faça um teste em um posto ou lava-rápido. Lembre-se de que cada farol completo não sai por menos de 2543 reais.

Painel e bancos: Verifique se há ruídos vindos do painel ou do forro das portas, causados pelas peças de plásticos e parafusos aparentes. Um reaperto pode resolver, mas em outros casos é preciso aplicar blocos de espuma dentro dos forros.

Porta-malas: As guarnições da tampa do porta-malas podem acumular água e, assim, provocar ferrugem. Para evitá-la, seque bem depois de lavagens e aplique uma camada de silicone.

Recall: Nas unidades fabricadas em 2007, foi constatada a ausência do parafuso da arruela-trava do cubo da roda, que poderia provocar folga no cubo dianteiro, ruído metálico e até a soltura da roda.

 



A VOZ DO DONO

 



“O que mais me atraiu nele foi uma combinação entre conforto – também devido a seu bom espaço interno – e segurança ao dirigir. Além disso, é bem completo, pois traz itens de série que outros não têm nem como opcional. O consumo é bom em se tratando de um motor 3.0 V6: faço uma média de 6,5 km/l na cidade e 8,5 km/l na estrada.”
Ricardo Lima, 38 anos, professor, São Paulo, (SP)

O QUE EU ADORO

“Acho que ainda tem um visual moderno, apesar de o meu Pajero ter dez anos de uso. Mas, acima de tudo, é confortável e seu motor diesel é suave e não é barulhento.”
Wilson Biasi, 43 anos, engenheiro, Joinville, (SC)

O QUE EU ODEIO

“Suas peças são muito caras, sem falar do seguro. Este ano, o do meu Sport 4x4 diesel 2001 saiu por quase 7000 reais. Outro problema são os ruídos de portas e bancos.”
Sérgio Abreu, 55 anos, comerciante, Goiânia, (GO)






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