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Carros | Usado do mês
Kia Picanto
Abril 2009

Kia Picanto

Com cara de popular e equipamentos de sedã médio, ele exige cuidado com a fragilidade e preço de peças e seguro

Por Fernando Garcia
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

O trânsito caótico das grandes cidades pede um carro compacto, econômico, fácil de manobrar, com desempenho razoável e todos os confortos de um modelo completo de fábrica. Mas não seria nada mau se tivesse a opção do câmbio automático... Assim, o pequeno Kia Picanto é um dos poucos que se encaixam nesse perfil.

Por menos de 28 000 reais (cotação em março de 2009), é possível comprar um modelo 2006 com ar-condicionado, trio elétrico (inclusive nos comandos dos vidros traseiros), direção hidráulica, CD player com MP3, farol de neblina, rodas de liga leve e até airbag para o motorista. Por esse preço, você ainda pode desfrutar da garantia de fábrica de mais dois dos cinco anos oferecidos (sem limite de quilometragem) para um modelo zero – artigo mais que necessário para quem não quer arcar com o alto custo de peças que possam quebrar. Caro também é o seguro: considerando o perfil masculino, 30 anos, morador em São Paulo, o valor de seu prêmio sai por 3 800 reais, o dobro dos principais rivais nacionais.

Destinado a um público jovem, o hatch foi importado da Coreia do Sul em agosto de 2006, inicialmente na versão EX 1.1 12V com 64 cv, nas opções com câmbio manual de cinco marchas ou automático com quatro. Em 2007, acabou recebendo sua primeira mudança estética, basicamente na grade frontal.

A versão EX 1.0 12V de 61 cv só chegaria em fevereiro de 2008 repleta de novidades, entre elas a direção que ganhou assistência elétrica, regulagem de altura do volante, airbag duplo e manopla da alavanca de câmbio e volante de direção revestidos de couro. Porém a oferta da travamento elétrico das portas era restrita apenas à versão EX 1.1, que continuava em linha até maio do mesmo ano. Além disso, o Picanto ganhava pisca-pisca nos retrovisores, entrada auxiliar para iPod e USB. Na parte estética, sofreu reestilização em faróis, lanternas, para-choques, farol de neblina e rodas de alumínio com novo desenho, porém com as mesmas medidas da anterior.


FUJA DA ROUBADA

O Picanto oferece cores chamativas, como laranja, amarelo e verde, que agradam alguns donos, mas apresentam um problema: o preço de revenda desses carros é mais baixo e sua liquidez é menor.


NÓS DISSEMOS
MAIO DE 2007

“O Picanto lembra o Fit, o teto é alto, mas o motorista não fica tão longe do chão. Há espaço farto para quatro adultos (oficialmente, cabem cinco), num carro 18 cm menor que o Ford Ka. (...) A carroceria leve dá ao Kia relação peso/ potência de 14,2 kg/cv, melhor que a do Idea 1.4. Na cidade, o motor 1.1 desliza sem sofrimento. Não há trancos, vibrações exageradas ou ruído. É um carro simples, mas não rude. E agradável. Os materiais de acabamento são baratos, mas há capricho na combinação de texturas e gentilezas, como o bolso costurado na lateral do banco do carona.”


PREÇOS DOS USADOS (EM MÉDIA)*

2006
1.0/1.1: R$ 27 551
1.0/1.1 aut.: R$ 31 186

2007
1.0/1.1: R$ 28848
1.0/1.1 aut.: R$ 32 975

2008
1.0/1.1:
R$ 30 698
1.0/1.1 aut.: R$ 34 523

* FONTE: FIPE, cotações obtidas em março de 2009


PREÇOS DAS PEÇAS*

Para-choque dianteiro
Original: R$ 598
Paralelo: R$ 800

Farol completo (cada um)
Original: R$ 735
Paralelo: R$ 250

Disco de freio (par)
Original: R$ 324
Paralelo: R$ 450

Pastilha de freio dianteira (jogo)
Original: R$ 315
Paralelo: R$ 300

Retrovisor (cada um)
Original: R$ 360
Paralelo: R$ 300

Lanterna traseira (cada uma)
Original: R$ 500
Paralelo: R$ 600

Amortecedor diant./tras. (cada um)
Original: R$ 472/308
Paralelo: R$ 400/300

*Para o modelo EX 1.1 manual 2006, cotações obtidas em março de 2009


PENSE TAMBÉM EM UM...

Citroën C3

Antes de sair por aí dizendo que o C3 é bem mais caro que o Picanto, é melhor fazer as contas. Você vai ver que o preço dos usados é bem próximo. O C3 seduz por um custo de peças menor, rede autorizada um pouco maior (118 contra 97 da Kia), mais oferta de carros no mercado e motor 1.4 flex (80 cv/82 cv). Entre os itens mais comuns, trio elétrico, direção elétrica e ar-condicionado. Além disso, ele também oferece itens que não são oferecidos nem mesmo como opcionais em outros modelos da categoria, como mostrador digital e volante e banco do motorista reguláveis.


ONDE O BICHO PEGA

Direção - Muitos donos reclamam da rigidez ao esterçar o volante e de ruídos metálicos. Na maioria dos casos, a origem são os rolamentos do conjunto pinhão e cremalheira da caixa de direção, que não suportam os rigores do piso brasileiro.

Ruído interno - A fragilidade dos materiais de acabamento faz com que o interior se torne uma fonte de ruídos, que vêm dos bancos, forro de portas e cintos de segurança. A dica é levar em lojas especializadas, os tira-grilos, a fim de eliminar possíveis folgas, ao custo médio de 300 reais.

Para-brisa - Em algumas unidades, o vidro trinca sozinho, como ocorre com alguns Mégane. Se estiver na garantia, a troca é gratuita. Sem a garantia, a opção é apelar para o serviço de troca de vidros que o seguro oferece ou pagar 2 000 reais por um para-brisa novo.

Guarnições de porta e janela - Não é raro carros apresentarem infiltrações de água por conta da baixa qualidade das borrachas de vedação. Faça um teste no lavarápido se puder. Cheque as portas para ver se não há barulho de água acumulada dentro delas.

Bomba de gasolina - Há casos de queima prematura, às vezes até com 2000 km. A justificativa dos chefes de oficina é o uso de gasolina de qualidade inferior.

Pneus - Os modelos originais 165/60 R14 costumam ser mais sensíveis a rasgos, furos e formação de bolhas, além de serem caros e difíceis de ser encontrados. A recomendação de algumas autorizadas é trocá-los por pneus 175/65 R14.


A VOZ DO DONO

“O que mais me atraiu no meu Picanto 2008 é o fato de ser um carro lindo, completo e, apesar de pequeno, muito espaçoso. É econômico, bom na aceleração e fácil para estacionar nas pequenas vagas. Apesar do porta-malas reduzido, a possibilidade de rebater os bancos traseiros acaba me compensando. Onde eu vou achar tudo isso por menos de 40 000 reais?”
Danielle de Paula Silva, 29 anos, professora, São Paulo (SP)

O QUE EU ADORO
“O que mais me surpreende é o ótimo nível de acabamento e equipamentos, melhor que todos os outros da categoria. Também gosto da garantia de cinco anos.”
Christian Rios, 28 anos, comerciante, Vitória (ES)

O QUE EU ODEIO
“O porta-malas bem que poderia ser maior. Outra coisa que me incomoda é a a suspensão frágil, sem contar a caixa de direção, que apresenta ruídos mesmo nova.”
Diogo Magalhães, 22 anos, estudante, São Luís (MA)






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