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Carros | Usado do mês
Hyundai Tucson
Janeiro 2011

Hyundai Tucson

Sucesso pelo bom custo-benefício, o SUV fez a fama dos coreanos no Brasil, mas sofre com revisão cara e peças difíceis de achar

Por Felipe Bitu
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Um dos responsáveis pela boa imagem dos coreanos no Brasil, o Hyundai Tucson faz desde 2005 a alegria dos que procuram um veículo robusto e confiável, mas com dirigibilidade de veículo de passeio. Seu custo-benefício é tão atraente que se tornou sucesso de vendas, justificando até sua produção no Brasil, a partir deste ano. Além disso, foi apontado na pesquisa Os Eleitos 2009 como o modelo que mais agrada ao proprietário na categoria peruas e utilitários esportivos leve.

Boa parte do seu sucesso se deve ao generoso pacote de equipamentos desde a versão mais simples (GL), que traz ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, rodas de liga leve e airbag duplo, além de um competente motor de 2.0 de 142 cv. O câmbio automático é opcional nesta versão, mas passa a ser de série na GLS, que tem ainda ABS e ar-condicionado digital. Em ambas, a tração é apenas dianteira.

Há também a GLS com motor V6 2.7 de 180 cv, que vem sempre com tração 4x4. Pode ter ainda um pacote de opcionais com teto solar, airbags laterais e de cortina, bancos de couro e controle de tração.

A versão básica GL pode ser encontrada por pouco mais de 40 000 reais, mais barato que um CrossFox novo (que sai por 48 400 reais, sem ar-condicionado), com a vantagem do melhor acabamento, do motor mais potente e do pacote de itens de série superior.

Apesar do preço atraente, vale a pena investir um pouco mais na GLS, que beira os 50 000 reais, mas é a vedete do mercado devido ao ABS, equipamento tão procurado por esse público. As versões V6 são menos procuradas e podem ser encontradas por menos de 50 000 reais, sendo uma ótima opção para quem quer mais desempenho ou faz questão da tração 4x4 para enfrentar um terra a caminho do sítio.

O lado negativo do Tucson fica por conta da disponibilidade das peças. Até mesmo itens de troca frequente, como filtros de ar e óleo, às vezes não são encontradas para pronta entrega nas autorizadas. O alto valor das revisões é outro alvo de reclamações. Atenção com a garantia de fábrica: a partir da linha 2008, ela passou a ser de cinco anos, contra quatro das versões anteriores.



FUJA DA ROUBADA

Fique atento aos carimbos das revisões: uma simples troca de óleo fora do prazo faz com que se perca a garantia de até cinco anos. E perdê-la significa também perder valor de revenda.



NÓS DISSEMOS
Maio de 2008



“O Tucson tem um desenho mais limpo, com a cabine parecendo projetada a partir do posto de direção, como em um típico esportivo. O console é voltado para o motorista e a alavanca do câmbio fica próxima ao volante. Quem viaja nos outros assentos também desfruta de espaço e conforto. (...) Ao volante (...), o Tucson é um utilitário mais pronto e sem filtros em suas reações. Sua direção é mais direta, e a suspensão, firme. O câmbio automático permite maior interação com o carro, graças à opção das trocas manuais.”



PREÇO DOS USADOS (EM MÉDIA)

2.0 16V
2005:
42 651
2006: 45 293
2007: 48 478
2008: 52 010
2009: 56 489

2.0 16V aut.
2005:
42 449
2006: 46 730
2007: 51 542
2008: 55 636
2009: 59 996

2.7 24V aut.
2005:
47 159
2006: 51 020
2007: 55 574
2008: 61 308
2009: 67 496



PREÇO DAS PEÇAS

Para-choque dianteiro
Original:
661
Paralelo:

Farol completo (cada um)
Original:
680
Paralelo:

Retrovisor (cada um)
Original:
598
Paralelo:

Disco de freio diant./tras. (cada um)
Original:
173/304
Paralelo: 78/98

Pastilhas de freio diant./tras. (par)
Original:
256/239
Paralelo:

Amortecedor diant./tras. (cada um)
Original:
364/368
Paralelo:



PENSE TAMBÉM EM UM...
Kia Sportage



Comparado com o Tucson, o Sportage é praticamente um irmão separado no nascimento. Apresenta os mesmos defeitos e virtudes, já que ambos compartilham não apenas os mesmos motores como também plataforma, direção, suspensão e dispositivos eletrônicos. O Kia tem uma pequena vantagem no tamanho do porta-malas (551 litros contra 528) e ainda é o preferido de alguns por ser mais exclusivo, menos “popular”, que o Tucson. Por outro lado, o Tucson oferece seguro um pouco mais barato e maior liquidez, já ele que sempre foi mais bem aceito pelo mercado de usados.



ONDE O BICHO PEGA



Acabamento interno:
Apesar de ter acabamento melhor que o do EcoSport, não significa que a qualidade dos plásticos do Tucson seja das melhores. Fique atento a trincas em peças, como descanso de braço, botões e difusores de ar. Essas peças são difíceis de achar e caras.

Direção: Alguns modelos apresentam folga na caixa de direção, problema que só é resolvido com a troca do reparo (que sai por 2500 reais). Direção imprecisa e barulhos são um claro indício de que o sistema precisará de algum tipo de manutenção.

Discos de freio: Costumam empenar, principalmente nas versões automáticas em que os proprietários fazem pouco uso do freio-motor. É um defeito fácil de ser verificado, já que provoca uma trepidação no pedal ao frear.

Trambulador: Problema exclusivo da versão com câmbio manual, muitas vezes ele perde a regulagem, dificultando os engates e deixando que outras marchas escapem. Apesar de incômodo, é de fácil solução.

Borrachas de vedação: Ocorrência relativamente comum no Tucson, permitindo a entrada de água e poeira pelas portas traseiras e tampa do porta-malas. Só é sanado com a troca das borrachas (306 reais nas portas), que são difíceis de serem encontradas.



A VOZ DO DONO



“É um carro muito espaçoso e confortável, capaz de encarar buracos, valetas e lombadas sem problemas. O Tucson V6 é bem ágil, o motor apresenta ótimo desempenho na cidade e na estrada, com acelerações vigorosas e consumo aceitável para seu peso. Não gosto da estabilidade e freios: acho que ele transmite certa insegurança nas curvas e frenagens.”
Alessandra Pereira de Souza Felix, São Paulo (SP)

O QUE ADORO

“É espaçoso, alto e imponente no trânsito, muito confortável e estável. O desempenho é bom, tanto na cidade quanto na estrada.”
Renata Bomjardim, Diadema (SP)

O QUE EU ODEIO

“Na versão V6, acho o consumo exagerado. Além disso, as revisões são muito caras: gasta-se uma boa quantia durante os cinco anos de garantia.”
Leonardo Murta, Niterói (RJ)






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