Seu comparativo
TOP 10 QR
Os carros mais procurados da semana no site Quatro Rodas
  • Novo Sandero
  • Vezel
  • Novo Fox
  • Duster
  • HB 20
  • Golf
  • Novo Ka
  • Corolla
  • Civic
  • Saveiro cab dupla
  • | A-Z |
Newsletter
Assine a Newsletter QUATRO RODAS
PUBLICIDADE
Carros | Usado do mês
Hyundai Azera
Dezembro 2009

Hyundai Azera

Espaçoso, potente, equipado e com preço camarada. O problema são as peças importadas

Por Fernando Garcia
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Quem não quer colocar na garagem um sedã com status de importado, repleto de equipamentos, espaçoso e com potência digna de esportivo? Mas o problema é o preço, não? E se dissermos que pode ter tudo isso por um preço de carro nacional? Sim, esse carro existe: conheça o Hyundai Azera. Esse coreano leva ainda vantagem no design igual ao do zero-quilômetro e a garantia de cinco anos. Por 68 000 reais, 3 000 a mais que um Honda Civic EXS 2009, é possível comprar um Azera 2008 completo. A grande vantagem é que em um modelo desse ano você ainda terá pela frente mais de três anos de garantia de fábrica.

Outra boa notícia é o seguro, que custa em média em torno de 2 000 reais*, para uma franquia de 1 800 reais*. Porém sempre há a má notícia: suas peças são caras e não existem no mercado paralelo. Um conjunto de faróis completo com xenônio sai na autorizada por mais de 5 000 reais. Por isso, fica a dica: procure fazer um seguro que inclua cobertura de faróis.

O Azera foi lançado no Brasil em outubro de 2007, apenas na versão GLS, com motor V6 3.3 de 245 cv. Os itens de série são dignos de um sedã de luxo: ar-condicionado digital de duas zonas, apliques de madeira legítima, dez airbags, câmbio automático de cinco marchas, bancos de couro com ajustes elétricos e som Infinity com dez alto-falantes. Há apenas um pacote único de opcionais, com cortina traseira elétrica, teto solar, faróis de xenônio, disqueteira no painel para seis CDs e memórias para bancos, retrovisores e volante. Graças a esse excelente custo-benefício, o Azera conseguiu o primeiro lugar na edição 2009 do Melhor Compra e, no acumulado entre janeiro e outubro deste ano, comercializou um total de 6 900 unidades, mais que VW Parati (6 767 unidades) e Nissan Sentra (5 117 carros).

Em setembro de 2008, o Azera recebeu sua única alteração: rodas com novo desenho e entrada para iPod. Apesar de pouco tempo no mercado, é possível encontrar o Azera em quantidade no mercado de usados. “Mas sempre é bom correr, pois vende muito rápido”, afirma Laércio Rocha, vendedor da loja multimarca Doricar.


FUJA DA ROUBADA

Não compre um Azera cuja blindagem não tenha sido feita pela Hi-Tech, blindadora oficial da Caoa Hyundai. Só assim você mantém a garantia original de fábrica.



NÓS DISSEMOS
Março de 2008



“O Azera tem motor de alumínio 3.3 V6 de 24 válvulas, com comando de válvulas e coletores de admissão variáveis, e gera 245 cv de potência e 31 mkgf de torque (...). Ele realmente é mais potente que o Mercedes C 280, que vem equipado com um V6 3.0 com 231 cv e 30,6 mkgf. (...) O Azera acelerou como gente grande. Fez de 0 a 100 km/h em 8,7 segundos e alcançou 225,1 km/h de velocidade máxima. Nas frenagens, parou de forma exemplar. E, no consumo, se não manteve uma dieta frugal, também não exagerou na alimentação. Ficou com as médias de 7 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada.”



PREÇO DOS USADOS EM MÉDIA*

Azera
2007: 64 771
2008: 67 789
2009: 72 901

FONTE: FIPE

 

 



PREÇO DAS PEÇAS*

Para-choque dianteiro
Original: 1057
Paralelo:

Farol completo (cada um com xenônio)
Original: 5169
Paralelo:

Disco de freio (cada um)
Original: 535
Paralelo:

Pastilha de freio dianteira (jogo)
Original: 517
Paralelo:

Retrovisor dir./esq.
Original: 1203/1392
Paralelo:

Amortecedor diant./tras. (cada um)
Original: 420/539
Paralelo:

 

 



PENSE TAMBÉM EM UM...
Ford Fusion

 



Sua grande vantagem é o preço. Por 50 000 reais dá para comprar o sedã de dimensões parecidas com as do Azera. A diferença é o motor mais manso: 2.3 16V de 162 cv, derivado do 2.0 usado no Focus e no EcoSport. Por isso ele anda menos (cravou 12,5 segundos em nosso teste de 0 a 100 km/h), é mais econômico na cidade (fez 8,7 km/l) e bebe quase o mesmo na estrada (10,2 km/l). Pesa também a favor a maior rede autorizada, 502 revendas contra 145, que se traduz em facilidade de reposição de peças. Se por um lado sua oferta no mercado é maior, é no nível de acabamento e de itens de série que o Fusion perde feio para o Azera.

 



ONDE O BICHO PEGA

 



Cortina do vidro traseiro: Com o tempo pode ocorrer o emperramento de uma das hastes que levantam a cortina, prejudicando o bom funcionamento. Além disso, também foram diagnosticados ruídos nesse equipamento. Para resolver isso, só reapertando e lubrificando todos os componentes móveis.

Tampa do porta-copos: Teste sempre a tampa que recobre os dois porta-copos no console central, pois ela tem uma trava que quebra com certa facilidade. Uma peça nova sai por 453 reais e é preciso esperar quase uma semana para ela chegar.

Suporte do extintor: Alguns donos reclamam de ruídos vindos da peça, que é presa por dois parafusos a uma tampa lateral plástica. A dica é simples: reaperte e se possível coloque arruelas de borracha para evitar o atrito entre as partes de metal.

Teto solar: Um problema crônico dos Azera que são equipados com esse opcional é o forro interno que se abre a qualquer movimento do vidro. A solução é levar a alguma oficina especializada para fixá-lo melhor.

 

 



A VOZ DO DONO

 



“O Hyundai Azera tem um custo-benefício excelente. Fiz um test-drive e resolvi comprá-lo na hora. Ele é um sedã espaçoso, silencioso, anda muito bem e acima de tudo é econômico, apesar de ser um V6. O meu carro faz uma média de 10 km/l na estrada. E o que dizer da segurança, então? São dez airbags.”
Eduardo Nakanishi, 41 anos, cirurgião-dentista, São Paulo (SP)

O QUE EU ADORO

“É um carro que oferece muito pelo que se paga. É superconfortável e silencioso e conta com uma lista vasta de equipamentos por um preço que não tem concorrente no Brasil.”
Mario Penna, 50 anos, economista, Rio de Janeiro (RJ)

O QUE EU ODEIO

“Por ser importado, nem sempre é fácil encontrar as peças. Outro problema é o porta-malas, que deixa a água acumulada na tampa cair na bagagem ao abrir.”
André Manzolli, 43 anos, engenheiro mecânico, Curitiba (PR) 

* Preços apurados no fechamento da reportagem, em novembro de 2009






Publicidade