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Carros | Usado do mês
Chevrolet Meriva
Maio 2008

Chevrolet Meriva

No trânsito urbano ela se comporta como um compacto, mas dá para viajar com a família numa boa

Por Alexandre Ule Ramos
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Você prefere dirigir carros pequenos e ágeis na cidade, mas sempre sonhou com o espaço de um minivan para conseguir levar sem aperto a família inteira e sua bagagem? Como é 30 centímetros menor que uma Zafira, a Meriva virou uma boa opção para o público que busca aliar tamanho compacto a interior espaçoso. Lançada em agosto de 2002, já modelo 2003, ela foi desenvolvida sobre a plataforma do Corsa. E alguns sinais desse parentesco estão presentes no interior, como mostradores, sistema de som e volante. Outro indício dessa ligação era o motor 1.8 8V de 102 cv. No início havia ainda um 1.8 16V com coletor variável, de 122 cv.

Com 4,04 metros de comprimento, a Meriva oferecia uma solução de aproveitamento interno chamada FlexSpace - o banco traseiro vira duas poltronas mais confortáveis, com apoios de braço. O problema era o preço. Como o item vinha agregado a vários outros opcionais, custava 7 400 reais. Por isso no mercado de usados é difícil achar uma com o FlexSpace.

No início, a versão de entrada era meio pobre mesmo. De série, só direção hidráulica, imobilizador eletrônico, conta-giros e limpador e lavador traseiros. Itens procurados em minivans, como mesinhas rebatíveis para o banco de trás e porta-copos, eram opcionais, assim como ar-condicionado e vidros elétricos.

Em 2003 veio a versão flex com potência de 105/ 109 cv. Em 2004 mudaram os nomes: a básica virou a Joy, a intermediária, Maxx, e a topo-de-linha, Premium. Em 2005 a potência subiu para 112/114 cv.

A Meriva é um carro de manutenção simples que costuma apresentar vários pequenos defeitos de qualidade, mas no geral é um modelo robusto, tanto que é muito utilizado por taxistas, com elogios para o motor resistente, fácil de consertar, porém gastão - são comuns os relatos de consumo na cidade de 6,5 km/l rodando com álcool.

PREÇO DOS USADOS (EM MÉDIA)

2002
1.8 8V: 29 200
1.8 16V: 30 500
Joy 1.8 flex: -

2003
1.8 8V: 30 100
1.8 16V: 31 400
Joy 1.8 flex: -

2004
1.8 8V: 32 300
1.8 16V: 33 000
Joy 1.8 flex: -

2005
1.8 8V: -
1.8 16V: -
Joy 1.8 flex: 34 800 

2006
1.8 8V: -
1.8 16V: -
Joy 1.8 flex: 36 000 

fonte: Molicar

PREÇO DAS PEÇAS

ORIGINAL
Pastilha dianteira (jogo): 334
Bandeja dianteira completa: 560
Amortecedor dianteiro: 234
Farol esquerdo sem regulagem elétrica: 517
Retrovisor esquerdo (manual): 305

PARALELO
Pastilha dianteira (jogo): 50
Bandeja dianteira completa: 350
Amortecedor dianteiro: 180
Farol esquerdo sem regulagem elétrica: 280
Retrovisor esquerdo (manual): 150


NÓS DISSEMOS

Outubro de 2005
"Outro recurso interessante é o sistema de bancos individuais na traseira FlexSpace. Esse sistema permite que os bancos sejam deslocados para a frente e para trás e também lateralmente, além de serem embutidos no assoalho. (...) A Meriva ganha o comparativo graças a seu espaço interno, a característica de maior importância para um comprador do segmento, segundo pesquisas da indústria. Na distância entre eixos, que indica o quanto da carroceria foi destinado à cabine, ela mede 2,6 metros, enquanto o Fit conta com 2,4 metros e a Idea com 2,5."

ONDE O BICHO PEGA


Direção hidráulica
Cheque se há um ruído quando se gira o volante com o veículo parado sobre o asfalto. O problema, comum, indica que pode haver uma folga na mangueira de retorno do fluido.
Ar-condicionado
Teste o aparelho para ver se ele está funcionando bem, pois pode haver uma falha na tubulação de alumínio do sistema, que deixa o gás escapar.
Vidros elétricos
Verifique se todos os vidros sobem e descem perfeitamente, pois a máquina - feita de plástico - quebra-se com relativa facilidade e às vezes ela é só consertada, em vez de ser trocada.
Pontos de solda soltos
No testdrive, procure por estalos vindos da traseira, sinal de problemas em pequenos pontos de solda do teto.
Ruídos internos
São várias as fontes de barulho dentro da Meriva. Há ruídos nos plásticos do acabamento interno, o tampão do porta-malas que salta em buracos e bate na tampa traseira, os vidros que "dançam" nas canaletas quando abertos pela metade ao rodar em piso ruim e o ar-condicionado que emite um tipo de ronco com o motor em marcha-lenta.

FUJA DA ROUBADA

Não compre uma sem ar-condicionado. É garantia de mico, pois esse público faz questão do equipamento. Na hora de revender, mesmo com desconto, é difícil.

PENSE TAMBÉM EM UM...


O Fiat Idea tem preços mais camaradas

- Fiat Idea
Oferece a mesma praticidade de qualquer minivan compacta, como Meriva ou Honda Fit. O bom é que ele é mais barato por oferecer uma versão de entrada com motor 1.4, que não anda tão bem, mas bebe pouco. Se precisar de mais força para carregar uma família grande, há ainda a versão 1.8, que usa o mesmo motor da Meriva. Outro ponto positivo é que o modelo da Fiat tem uma desvalorização um pouco menor. No entanto, o Idea perde em espaço interno para a concorrente da Chevrolet.


A VOZ DO DONO

"É a segunda Meriva que tenho. Entre os pontos fortes da Meriva estão o espaço interno e o desempenho. E tem a vantagem de ter um comportamento de suspensão e direção mais perto de um automóvel que de uma minivan, como no caso da Scénic, por exemplo. Entre os pontos negativos, não gosto do acabamento, que risca com facilidade. Só não compraria uma zero-quilômetro, porque ela está muito cara."
Denis de Azevedo Jereissati, 32 anos, publicitário, São Paulo (SP)

O QUE EU ADORO

"Sou taxista há 39 anos e já estou na segunda Meriva. Com a primeira rodei 150 000 quilômetros sem problemas. A manutenção não é cara, ela é espaçosa e o seguro é razoável."
Antônio Patrício Morozi, 65 anos, taxista, São Paulo (SP)

O QUE EU ODEIO

"O acabamento é péssimo, ela é barulhenta, quebra demais e gasta muito. Os vidros elétricos já deram problema, o ar deixa de funcionar e há até estalos na carroceria."
Henrique da Cunha Soares, 27 anos, comerciante, Curitiba (PR)






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