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Carros | Usado do mês
Fiat Doblò
Agosto 2007

Fiat Doblò

Bonito ele não é, gostoso de dirigir também não, mas para seus donos ele vale pela praticidade e pelo espaço campeão

Por Alexandre Ule Ramos | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

O design exótico nunca foi sua principal razão de compra. Nem o prazer de dirigi-lo. Mas quem escolhe um Doblò não está preocupado em ter o carro como objeto de desejo. Ele se justifica pela praticidade. Seus donos em geral são pais com dois ou três filhos pequenos, que transportam muito volume (cadeirinhas, berços, banheiras), ou então quem viaja bastante e precisa de espaço para bicicletas, material de camping e coisas do tipo.

Com 602 litros, o porta-malas gigante é um dos pontos altos - que ainda podia vir com dois bancos, que são removíveis. Nessa opção, a tampa traseira é bipartida, como no Adventure. Outro destaque são as portas corrediças (a esquerda era opcional na versão básica). Lançado em 2001, havia o EX 1.3 16V (80 cv), com direção hidráulica, e o ELX 1.6 16V (106 cv), que vinha ainda com ar-condicionado e computador de bordo. Em ambos havia uma grande quantidade de porta-trecos, incluindo a área no teto que acomoda até bolsas e pequenas mochilas. Outra vantagem é que o Doblò continua igual ao zero-quilômetro.

Em 2003 veio a bem-sucedida versão Adventure 1.8 (103 cv), hoje responsável por 53% das vendas do modelo. Graças à suspensão elevada e ao visual off-road, ela se tornou um aliado para enfrentar as constantes lombadas e ruas esburacadas. Em 2004 esse mesmo 1.8 - de origem GM - substituiu o 1.6 16V. Dois anos depois, a Fiat extinguiu o 1.3 e o 1.8 para dar lugar apenas ao 1.8 Flex (114/112 cv).

Na hora da escolha vale a pena investir mais no 1.6 ou no 1.8, pois o 1.3 é anêmico demais para um veículo com 1 400 quilos. O Adventure é o que tem a maior procura e oferta, além de ser comum ver seus donos usarem o espaço original do estepe (que nas outras versões fica sob o porta-malas) para colocar um tanque de gás natural. Entre os defeitos estão o alto consumo e o excesso de ruídos internos.


A VOZ DO DONO
"Uso meu Doblò Adventure no dia-a-dia e para trabalhar. Faço o transporte de pessoas e carga - rodei quase 40 000 quilômetros em oito meses. Para essa finalidade, ele é muito bom. Contribui para isso o amplo espaço interno, com muita área envidraçada. A altura em relação ao solo também ajuda. O que não gosto nele é do consumo elevado, além de ser um pouco barulhento em pisos ruins."
Rodrigo Gomes de Azevedo, motorista, 36 anos, São Paulo (SP)

O QUE EU ADORO
"O espaço interno compensa a falta de desempenho do meu EX 1.3. Além disso, possui vários porta-objetos, o que, para quem tem crianças pequenas, é uma mão na roda."
Jefferson Castro de Lima, vendedor, 38 anos, São Paulo (SP)

O QUE EU ODEIO
"No caso do meu ELX 1.8, minha maior decepção foi em relação ao acabamento interno. Os ruídos também são irritantes, sem falar no barulho do estepe e da tampa traseira."
Maria Fernanda de Freitas, dona-de-casa, 29 anos, Vitória (ES)


Nós dissemos
Março de 2002
"O motorista se sente numa posição mais alta que a bordo do Berlingo e do Kangoo. A visibilidade só é prejudicada para trás, por culpa dos encostos de cabeça do banco traseiro, três belos paralelepípedos. (...) Equivalente nas dimensões externas, o Doblò, por dentro, é 10 centímetros mais largo na cabine dianteira que o Kangoo e tem 6 centímetros a mais que o Berlingo. A desvantagem imediata é uma sensação de dificuldade para manobrá-lo (...). Em compensação, a área de serviço do Doblò é invejável. No porta-malas, cabem 602 litros, contra 501 do Berlingo e 558 do Kangoo. Ao baixar os bancos traseiros (o sistema é prático como no Berlingo), cria-se um galpão industrial com 1,45 metro de comprimento."


Preço dos usados (em média)*

EX 1.3 16V
2002 - 26 300
2003 - 28 000
2004 - 30 300
2005 - 31 800

ELX 1.6 16V
2002 - 27 840
2003 - 29 700
2004 - -
2005 - -

ELX 1.8
2002 - -
2003 - 31 525
2004 - 32 500
2005 - 34 200

Adventure 1.8
2002 - -
2003 - 37 640
2004 - 38 800
2005 - 41 800

FONTE: Molicar

*Preços coletados em julho


Preço das peças

ORIGINAL
Capa do pára-choque dianteiro - 481
Espelho retrovisor - 347
Amortecedor dianteiro - 155
Jogo de pastilhas - 356
Lanterna traseira - 189

PARALELO
Capa do pára-choque dianteiro -230
Espelho retrovisor - 250
Amortecedor dianteiro - 90
Jogo de pastilhas - 180
Lanterna traseira - 160


Pense também em um...

Renault Scénic

Para quem não gosta do desenho exótico do Doblò, a Scénic torna-se uma boa alternativa, já que é uma minivan que tem bom espaço (mas que não se equipara ao do Doblò) e é mais fácil de ser encontrada no mercado de usados. Não tem as portas corrediças nem a possibilidade de bancos adicionais no porta-malas, porém tem desempenho e consumo melhores, especialmente a versão 1.6, sem falar que é mais fácil de ser revendido.


Onde o bicho pega

Tampa traseira
Um defeito nas dobradiças da tampa traseira inteiriça facilita a infiltração de poeira no porta-malas, que se manifesta principalmente nos primeiros carros produzidos.

Ruídos internos
Barulho de vento nas janelas laterais e rangidos nos plásticos do acabamento interno e na fechadura da porta traseira são comuns no Doblò. Em alguns casos, a solução está na desmontagem dessas partes para lubrificação ou aplicação de espumas e feltros.

Embreagem
A inadequação entre o peso do veículo e o torque do motor, principalmente no 1.3, causa desgaste precoce da embreagem. O sintoma é a trepidação do pedal, principalmente em ladeiras e com o veículo carregado.

Máquinas de vidro
Verifique se há ruídos quando acionadas, o que pode indicar defeitos no sistema. Não são raros os casos em que eles deixam de funcionar.

Chiado nos freios
Um ruído metálico ao pisar nos freios é motivo de reclamações dos seus donos. A causa estaria em discos empenados por problemas de material ou desgaste prematuro das pastilhas.

*Reportagem publicada na edição de agosto de 2007 da revista QUATRO RODAS





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