
Com 602 litros, o porta-malas gigante é um dos pontos altos - que ainda podia vir com dois bancos, que são removíveis. Nessa opção, a tampa traseira é bipartida, como no Adventure. Outro destaque são as portas corrediças (a esquerda era opcional na versão básica). Lançado em 2001, havia o EX 1.3 16V (80 cv), com direção hidráulica, e o ELX 1.6 16V (106 cv), que vinha ainda com ar-condicionado e computador de bordo. Em ambos havia uma grande quantidade de porta-trecos, incluindo a área no teto que acomoda até bolsas e pequenas mochilas. Outra vantagem é que o Doblò continua igual ao zero-quilômetro.
Em 2003 veio a bem-sucedida versão Adventure 1.8 (103 cv), hoje responsável por 53% das vendas do modelo. Graças à suspensão elevada e ao visual off-road, ela se tornou um aliado para enfrentar as constantes lombadas e ruas esburacadas. Em 2004 esse mesmo 1.8 - de origem GM - substituiu o 1.6 16V. Dois anos depois, a Fiat extinguiu o 1.3 e o 1.8 para dar lugar apenas ao 1.8 Flex (114/112 cv).
Na hora da escolha vale a pena investir mais no 1.6 ou no 1.8, pois o 1.3 é anêmico demais para um veículo com 1 400 quilos. O Adventure é o que tem a maior procura e oferta, além de ser comum ver seus donos usarem o espaço original do estepe (que nas outras versões fica sob o porta-malas) para colocar um tanque de gás natural. Entre os defeitos estão o alto consumo e o excesso de ruídos internos.
A VOZ DO DONO
"Uso meu Doblò Adventure no dia-a-dia e para trabalhar. Faço o transporte de pessoas e carga - rodei quase 40 000 quilômetros em oito meses. Para essa finalidade, ele é muito bom. Contribui para isso o amplo espaço interno, com muita área envidraçada. A altura em relação ao solo também ajuda. O que não gosto nele é do consumo elevado, além de ser um pouco barulhento em pisos ruins."
Rodrigo Gomes de Azevedo, motorista, 36 anos, São Paulo (SP)
O QUE EU ADORO
"O espaço interno compensa a falta de desempenho do meu EX 1.3. Além disso, possui vários porta-objetos, o que, para quem tem crianças pequenas, é uma mão na roda."
Jefferson Castro de Lima, vendedor, 38 anos, São Paulo (SP)
O QUE EU ODEIO
"No caso do meu ELX 1.8, minha maior decepção foi em relação ao acabamento interno. Os ruídos também são irritantes, sem falar no barulho do estepe e da tampa traseira."
Maria Fernanda de Freitas, dona-de-casa, 29 anos, Vitória (ES)
Nós dissemos
Março de 2002
"O motorista se sente numa posição mais alta que a bordo do Berlingo e do Kangoo. A visibilidade só é prejudicada para trás, por culpa dos encostos de cabeça do banco traseiro, três belos paralelepípedos. (...) Equivalente nas dimensões externas, o Doblò, por dentro, é 10 centímetros mais largo na cabine dianteira que o Kangoo e tem 6 centímetros a mais que o Berlingo. A desvantagem imediata é uma sensação de dificuldade para manobrá-lo (...). Em compensação, a área de serviço do Doblò é invejável. No porta-malas, cabem 602 litros, contra 501 do Berlingo e 558 do Kangoo. Ao baixar os bancos traseiros (o sistema é prático como no Berlingo), cria-se um galpão industrial com 1,45 metro de comprimento."
Preço dos usados (em média)*
EX 1.3 16V
2002 - 26 300
2003 - 28 000
2004 - 30 300
2005 - 31 800
ELX 1.6 16V
2002 - 27 840
2003 - 29 700
2004 - -
2005 - -
ELX 1.8
2002 - -
2003 - 31 525
2004 - 32 500
2005 - 34 200
Adventure 1.8
2002 - -
2003 - 37 640
2004 - 38 800
2005 - 41 800
FONTE: Molicar
*Preços coletados em julho
Preço das peças
ORIGINAL
Capa do pára-choque dianteiro - 481
Espelho retrovisor - 347
Amortecedor dianteiro - 155
Jogo de pastilhas - 356
Lanterna traseira - 189
PARALELO
Capa do pára-choque dianteiro -230
Espelho retrovisor - 250
Amortecedor dianteiro - 90
Jogo de pastilhas - 180
Lanterna traseira - 160
Pense também em um...
Renault Scénic
Para quem não gosta do desenho exótico do Doblò, a Scénic torna-se uma boa alternativa, já que é uma minivan que tem bom espaço (mas que não se equipara ao do Doblò) e é mais fácil de ser encontrada no mercado de usados. Não tem as portas corrediças nem a possibilidade de bancos adicionais no porta-malas, porém tem desempenho e consumo melhores, especialmente a versão 1.6, sem falar que é mais fácil de ser revendido.
Onde o bicho pega
Tampa traseira
Um defeito nas dobradiças da tampa traseira inteiriça facilita a infiltração de poeira no porta-malas, que se manifesta principalmente nos primeiros carros produzidos.
Ruídos internos
Barulho de vento nas janelas laterais e rangidos nos plásticos do acabamento interno e na fechadura da porta traseira são comuns no Doblò. Em alguns casos, a solução está na desmontagem dessas partes para lubrificação ou aplicação de espumas e feltros.
Embreagem
A inadequação entre o peso do veículo e o torque do motor, principalmente no 1.3, causa desgaste precoce da embreagem. O sintoma é a trepidação do pedal, principalmente em ladeiras e com o veículo carregado.
Máquinas de vidro
Verifique se há ruídos quando acionadas, o que pode indicar defeitos no sistema. Não são raros os casos em que eles deixam de funcionar.
Chiado nos freios
Um ruído metálico ao pisar nos freios é motivo de reclamações dos seus donos. A causa estaria em discos empenados por problemas de material ou desgaste prematuro das pastilhas.
*Reportagem publicada na edição de agosto de 2007 da revista QUATRO RODAS





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