
O coreano estreou no Brasil em 1994, trazendo um motor 1.5 com 12 válvulas. A segunda geração viria em 1998, bem diferente. Ganhou carroceria 12 centímetros maior, cantos arredondados e enormes faróis de superfície complexa. A nova versão adotou as 16 válvulas, que resultaram num belo aumento de potência - de 88 para 99 cv - e uma leve melhoria no torque - de 13,3 mkgf para 13,6 mkgf. O resultado: 0 a 100 km/h em 10,5 segundos, segundo a fábrica.
A suspensão é bastante macia, ideal para quem privilegia mais o conforto que a esportividade. Seus donos adoram elogiar-lhe o consumo: a marca anunciava 11,4 km/l na cidade e 17,5 km/l na estrada.
A lista de itens de série é generosa, com ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico e rádio com toca-fitas. Como opcional, teto solar nos modelos da primeira geração e airbag para motorista na segunda. Significa que pagam-se de 10 000 reais, num modelo 1996, que traz quatro portas e porta-malas de 308 litros. Por mais 2000 reais leva-se um automático.
Está com medo quanto à manutenção? Os coreanos podem não ter o nível de qualidade e robustez de um japonês, mas não estão longe. Defeitos de fabricação são raros e é comum achar carro com 100 000 quilômetros bem conservado. Além disso, as peças são encontradas com certa facilidade em importadoras. A Hyundai confiava tanto nele que oferecia 11 anos de garantia contra corrosão de carroceria.
Fuja da roubada
Evite os que tiveram importação independente. A transferência sem a via de importação é complicada e pode ter taxas a pagar. Cheque no Detran antes de comprar.
A voz do dono
"Uso mais para passeio. É um carro macio, completo, fácil de dirigir e econômico. O meu Accent 1995 tem feito em média 12 km/l. Para a manutenção, compro as peças direto de um importador e mando para uma oficina que trabalha tanto com nacionais como com importados. Adoro o design e a cor, lilás. Por isso me chamam de Penélope Charmosa. Trocaria por um outro Accent mais novo."
Denize Cristiane Verpa, 34 anos, consultora, São Paulo (SP)
O que eu adoro
"Gosto do design, da economia de combustível, do espaço interno e do acabamento. Não tem nada que me desagrade nele. Já é meu segundo Accent."
Giuseppe Talarico, 37 anos, fotógrafo, Rio de Janeiro (RJ)
O que eu odeio
"Detesto as rachaduras do painel e as partes plásticas, que são pouco resistentes, como as maçanetas e o encaixe da vareta do capô."
André Simões da SIlva, 27 anos, vendedor, Santana do Livramento (RS)
Nós dissemos
Maio de 1995
"O forte desse novo subcompacto, porém, encontra-se mesmo na estabilidade. Sua carroceria recebeu 40% a mais de chapas galvanizadas de alta tensão em relação a outros veículos da classe. Isso, além de aumentar a resistência a impactos, transformou o Accent em um carro mais seguro, ganhando em firmeza nas curvas (...) Bem dimensionado, o espelho retrovisor interno possui, em sua parte superior, um revestimento cerâmico que diminui a intensidade luminosa do sol. O painel traz, na parte inferior, indicadores do tipo check-control, que avisam se as portas estão abertas ou os cintos de segurança desatados."
Preço dos usados (em média)*
GLS 1.5 16V (mec.)
1999 - 16 380
2000 - 18 200
2001 - 20 000
GLS 1.5 12V (aut.)
1999 - 18 837
2000 - 20 930
2001 - 23 000
FONTE: Molicar
*Valores em reais, coletados em junho
Preço das peças
ORIGINAL
Filtro de óleo - 11
Correia dentada- 89
Kit de embreagem - 390
Amortecedor dianteiro - 270
Bucha de bandeja grande- 28
PARALELO
Filtro de óleo - 18
Correia dentada- 148
Kit de embreagem - 500
Amortecedor dianteiro - 446
Bucha de bandeja grande- 60
Pense também em um...
VW Polo Classic
Ainda que não tenha superioridade marcante sobre o Accent, o Classic tem a seu favor o apoio da maior rede de autorizadas do país. Tem quase a mesma dificuldade de revenda, além de um pacote de equipamentos semelhante. Mas só o sedã da VW tem opção de ABS. O motor 1.8 tem apenas 2 cv a menos de potência que o do coreano. O espaço interno dos passageiros é menor e, como tem maior oferta, é mais fácil de ser encontrado no mercado de usados.
Onde o bicho pega
Maçanetas dianteiras internas e externas
Quebram com facilidade nas versões até 1997. A partir de 1998, a mudança no desenho dessas peças reduziu a incidência de quebras.
Painel e console central
Com a incidência do sol, essas partes apresentam rachaduras. São mais freqüentes nas primeiras unidades fabricadas.
Vidros elétricos
Costumam emperrar por causa das canaletas que ressecam com o tempo. Procure saber se já foram trocadas e teste todos os vidros antes de comprar.
Amortecedores
Além de caros, precisam de um diagnóstico antes de "bater o martelo". Uma oficina especializada pode fazer esse teste em apenas 30 minutos.
Rolamentos traseiros
Diferentemente da maioria dos carros, não é possível trocá-los sem substituir o cubo inteiro. Fique atento a ruídos estranhos nas rodas.
Peças de acabamento
São as mais difíceis de serem encontradas nas concessionárias e lojas de peças. Demoram cerca de 30 dias úteis para ser importadas.
*Reportagem publicada na edição de julho de 2007 da revista QUATRO RODAS





Copyright © 2008, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados.