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Carros | Usado do mês
Honda Fit
Março 2007

Honda Fit

Amado por seus donos, o modelo agrada pelo espaço interno, baixo consumo e confiabilidade mecânica

Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Alexandre Ule Ramos | Fotos: Christian Castanho, Ivan Shupikov e Marco de Bari

Como reclamar de um carro que venceu três edições da pesquisa Os Eleitos (2004 a 2006), que mede a satisfação do proprietário, e ainda foi apontado pela QUATRO RODAS como a Melhor Compra do ano em 2004 e 2005? Esse é o currículo do Honda Fit, um modelo tão adorado por seus donos que foi até difícil encontrar alguém que apontasse seus defeitos para esta reportagem. Entre as virtudes, todos destacam a confiabilidade mecânica: ele quase nunca quebra. Também não há quem que não elogie o baixo consumo - no nosso teste publicado em maio de 2003, o Fit 1.4 registrou 11,8 km/l na cidade e 15 km/l na estrada.

Lançado em abril de 2003, o pequeno monovolume de 3,83 metros impressionava pelo grande espaço interno, cujos bancos traseiros, quando rebatidos, podiam formar uma superfície plana de 1,70 metro. No início só havia a versão 1.4 de 80 cv. Além do câmbio manual, havia como opcional a transmissão continuamente variável (CVT), tornando o Fit o primeiro nacional a contar com esse tipo de câmbio.

Mesmo na versão básica LX, ele se destacava por ser um carro bem equipado: ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, airbag para o motorista, alarme e preparação para som. A LXL trazia ainda rodas de liga leve, duplo airbag, ABS e CD player.

Em 2005 surgia a top de linha EX, com motor 1.5 de 105 cv, que vinha para apagar certa falta de agilidade do 1.4 no trânsito urbano. Para reconhecê-lo, veja o logotipo traseiro: no 1.4 o pingo do "i" da palavra Fit é vermelho. No 1.5, é azul. Para 2007 o Fit recebeu uma leve reestilização, com nova grade e pára-choques, além dos repetidores de pisca nos espelhos.

Apontado como um usado de baixa desvalorização, ele não pára na loja. Por isso, se você achar um carro em bom estado, não deixe para mais tarde: há grande chance de não vê-lo no pátio depois.


A VOZ DO DONO
"Já é o segundo Fit que eu tenho. O carro não apresentou nenhum problema digno de nota. Gosto muito dele. O único porém que eu vejo é o câmbio CVT. Ainda prefiro o sistema tradicional, com trocas de marcha manuais, pela rapidez da resposta do veículo. O CVT, na minha opinião, não oferece a mesma agilidade. De resto, tudo ótimo."
Renato Baiadori, 35 anos, gerente comercial, São Paulo (SP)

"Usamos muito o carro na estrada e ele sempre se revelou impecável. O consumo é baixíssimo. Só não trocamos ainda porque o novo é praticamente igual ao meu."
Márcia Alves Antonucci, 37 anos, dona-de-casa, S. José dos Campos (SP)

O QUE EU ODEIO
"Embora todos falem bem do Fit, eu não tive muita sorte com o meu, que manifestou alguns defeitinhos chatos, todos relacionados ao excesso de ruído interno."

Lélio Ramos de Azevedo, 28 anos, comerciante, Vitória (ES)


Nós dissemos
Junho de 2003

"O Fit se sobressai nas soluções internas. Sem o tanque de combustível deslocado alguns centímetros à frente, para citar uma delas, seria impraticável ganhar 1,28 metro na parte traseira entre o assoalho e o teto, vão útil para abrigar volumes altos. Essa é uma das variantes possíveis com o arranjo dos bancos traseiros. São dez diferentes combinações (...) Com o rebatimento do encosto do banco dianteiro, abre-se um espaço de 2,40 metros. Se você não costuma levar prancha de surfe dentro do carro, existe ainda o modo utilitário para grandes volumes. Nessa espécie de Lego, o Fit leva vantagem por ter operação mais simples e permitir maior número de combinações."


Preço dos usados (em média)*

2003
1.4 LX - 31 300
1.4 LXL- 33 700
1.4 LX CVT - 34 900
1.4 LXL CVT - 36 000
1.5 EX - -

2004
1.4 LX - 32 200
1.4 LXL- 34 700
1.4 LX CVT - 36 000
1.4 LXL CVT - 37 200
1.5 EX - -

2005
1.4 LX - 35 400
1.4 LXL- 37 200
1.4 LX CVT - 38 500
1.4 LXL CVT - 39 500
1.5 EX - 42 000

2006
1.4 LX - 38 200
1.4 LXL- 40 500
1.4 LX CVT - 41 000
1.4 LXL CVT - 44 500
1.5 EX - 45 100
FONTE: MOLICAR *Preços coletados em fevereiro


Preço das peças

ORIGINAL
Pára-choque dianteiro -463
Retrovisor esquerdo - 152
Amortecedor dianteiro - 247
Pastilhas dianteiras - 173
Lanterna traseira - 188

PARALELO
Pára-choque dianteiro -485
Retrovisor esquerdo - 180
Amortecedor dianteiro - 190
Pastilhas dianteiras - 150
Lanterna traseira - 190


Pense também numa...

Chevrolet Meriva
Ela tem maior oferta, portanto é mais fácil de ser encontrado em lojas. Ainda leva vantagem no espaço interno, ligeiramente maior. O motor mais potente agrada a quem acha o Fit fraco, já que só existe como 1.8, de oito ou 16 válvulas - prefira o 1.8 8V, já que o preço maior não compensa a ligeira vantagem na performance. O comportamento em curvas deixa seu estilo de direção mais próximo do de um automóvel que o do Fit - que lembra mais uma minivan. Entre as críticas, está o alto consumo.


Onde o bicho pega

Faróis
É comum a infiltração de água após chuva forte ou lavagem em postos, especialmente nos modelos 2004.

Ruídos nos vidros dianteiros
São mais freqüentes nas primeiras unidades e se manifestam principalmente quando as janelas estão abertas pela metade. Causado pelas máquinas dos vidros, esse defeito foi alvo de um boletim de serviços da Honda, que reparava os carros quando iam para a revisão.

Cárter
Como alguns modelos não têm protetor de cárter, verifique se há sinais de amassados ou outras avarias na parte dianteira do veículo.

Rangido nos bancos
É encontrado com maior freqüência nas versões mais antigas. Também mereceu um boletim técnico da Honda.

Ruídos na dianteira
Podem vir da caixa de direção, da suspensão dianteira ou dos coxins de motor e câmbio. Procure fazer um test-drive em ruas esburacadas ou de paralelepípedo para checar se há o problema.

* Reportagem publicada na edição de março de 2007 da revista QUATRO RODAS





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