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Carros | Usado do mês
Honda Accord
Agosto 2006

Honda Accord

Um sedã espaçoso e bem equipado para quem tem horror a passar perto de uma oficina

Por Alexandre Ule Ramos | Fotos
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Barato, agradável de dirigir e quase à prova de quebras." Essas não são frases de uma campanha publicitária, mas os elogios de proprietários do Accord consultados para esta reportagem. Como definem alguns entusiastas, o Accord é um Civic, só que maior. O modelo chegou aqui em 1991, importado por lojistas independentes. Apesar do design sem grandes ousadias, trazia no currículo o sucesso no mercado americano, em que de 1989 a 1992 foi o automóvel mais vendido. Só em 1990, por exemplo, foram 415000 unidades.

Produzido na fábrica americana de Marysville (Ohio), passou a ser importado oficialmente em 1994, então com nova geração, na versão básica LX e na top EX. A diferença, além dos equipamentos (farol de neblina, teto solar, bancos de couro, rodas de liga), estava no motor. Com 2,2 litros, o básico vinha com 130 cavalos e o top tinha 145, graças à tecnologia VTEC, um sistema de comando de válvulas variável. Ar-condicionado, direção hidráulica, ABS e duplo airbag eram de série. Em 1998 chega uma nova geração, a sexta desde o surgimento do Accord, em 1976. Trazia um motor 2.3 de 135 cavalos na EX e 150 na EX-R - este vinha com o VTEC. A reforma foi geral, desde a carroceria até a suspensão, passando pelo interior.

Os melhores negócios são os Accord entre 1994 e 1997 (quinta geração mundial, segunda no Brasil) e entre 1998 e 2001 (sexta geração). Ambos são boas compras, pois têm as mesmas qualidades. O que muda é o preço - 13000 a 24000 reais no primeiro caso e 26000 a 40000 no segundo. Todas as versões têm opção de câmbio automático, que custa em média 1000 reais a mais. Para quem está preocupado com os custos de manutenção, a boa notícia é que, além das concessionárias, existe uma rede de importadores que traz as peças diretamente dos Estados Unidos, em muitos casos sob encomenda.

Uma dica importante é procurar com calma, pois a diferença de preço entre um carro maltratado e um bem-cuidado é pequena e, dependendo do reparo, a brincadeira pode sair cara. O conserto de um câmbio automático patinando, por exemplo, pode custar cerca de 4000 reais.
Valorize o manual de revisões. Não é difícil achar carros que freqüentaram as autorizadas para fazer a manutenção básica mesmo após o fim da garantia de fábrica. Esses valem ouro e às vezes nem são mais caros.


Fuja da roubada
Evite modelos com combinações de cores extravagantes - como pintura bege-metálico com interior vinho. Na prática não há diferença de preço, no entanto esses carros podem representar uma boa dor de cabeça na revenda.


A voz do dono
"O Honda Accord tem como principais vantagens o baixo custo de manutenção, um visual que eu considero agradável e bom espaço interno, sem esquecer do excelente acabamento. A suspensão, porém, acho que é macia demais, sem esquecer do câmbio automático um tanto 'calmo' - duas características bem típicas dos modelos americanos, apesar da origem japonesa."
Fernando Elmor, 39 anos,São Paulo (SP)

O que eu adoro
"Tenho meu Accord EX 94 há dois anos e nada, absolutamente nada, quebrou. Já rodei mais de 30000 quilômetros e só troquei discos, pastilhas e óleo do motor. "
Francisco Campos, 48 anos,Ribeirão Pires (SP)
O que eu odeio
"Meus problemas não ocorreram por causa do veículo em si, mas devido a seu estado quando o adquiri. Como a manutenção não estava em dia, tive de gastar um bom dinheiro com as peças."
Juliano Passos da Silveira, 35 anos,Porto Alegre (RS)


Nós dissemos
Junho de 1994
"A grande decepção do teste foi a velocidade máxima. Esperava-se que ele atingisse os 195 km/h. Ao chegar aos 181,4 km/h (com o conta-giros marcando 4700 rpm) o motor começava a falhar bruscamente. (...) Já a agilidade do Accord ficou na média. Acelerou de 0 a 100 km/h em 12,48 segundos. (...) A segurança foi um dos aspectos mais privilegiados pela montadora japonesa na remodelação do Accord. O carro incorporou equipamentos de série como freios a disco nas quatro rodas com ABS e airbag para motorista e passageiro."


Preço dos usados (em média)*
1994
LX 2.2 - 13 000
EX 2.2 - 14 200
EX 2.3 - -
EX-R 2.3* - -

1995
LX 2.2 - 14 800
EX 2.2 -16 100
EX 2.3 - -
EX-R 2.3* - -

1996
LX 2.2 - -
EX 2.2 - 18 900
EX 2.3 - -
EX-R 2.3* - -

1997
LX 2.2 - -
EX 2.2 - 22 300
EX 2.3 - 26 200
EX-R 2.3* - -

1998
LX 2.2 - -
EX 2.2 - -
EX 2.3 - 29 800
EX-R 2.3* - 31 500

FONTE: MOLICAR
*Valores em reais, coletados em julho

Preço das peças
ORIGINAL
Pára-choque dianteiro - 867
Retrovisor (cada) - 633
Farol (cada) - 637
Pastilhas (jogo) - 384
Amortecedor dianteiro (cada) - 435

PARALELO
Pára-choque dianteiro - 500
Retrovisor (cada) - 310
Farol (cada) - 480
Pastilhas (jogo) - 250
Amortecedor dianteiro (cada) - 190


Pense também em um...
Toyota Camry
Quem gosta de um Accord vai adorar um Camry. Igualmente espaçoso, igualmente agradável de dirigir e igualmente difícil de quebrar. No mercado de usados, os dois modelos compartilham as mesmas virtudes e pecados, como as peças mais caras que a média e desenho mais caretão. Se você encontrar um carro bem cuidado, pode ter certeza de que só vai precisar fazer a manutenção básica. Ele é garantia de tranqüilidade.


Onde o bicho pega
Câmbio automático
Verifique cuidadosamente se não há trancos nos engates das marchas, ou mesmo se a transmissão não está patinando. O conserto de um câmbio desses pode chegar aos 4000 reais.
Suspensões
Ao rodar com o veículo, fique atento a estalos ou pancadas secas na parte inferior, que podem denunciar problemas nas buchas de bandeja ou nos amortecedores.
Ar-condicionado
Cheque se o compressor e o sistema de aquecimento funcionam corretamente. Vazamentos nas mangueiras ou defeitos no compressor de ar não são problemas difíceis de encontrar nos Accord usados.
Injeção eletrônica
Problemas na sonda lambda, em razão da baixa qualidade da gasolina brasileira, causavam grandes transtornos nos carros importados por lojas independentes. Como o conserto saía caro, alguns modelos tinham a lâmpada de checagem da injeção desligada ou simplesmente arrancada. Mas as conseqüências, como instabilidade da marcha lenta ou mesmo o corte momentâneo da injeção sem aviso, permanecem.

* Reportagem publicada na edição deagosto de 2006 da revista QUATRO RODAS





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