QUATRO RODAS - Chevrolet Vectra
Seu comparativo
TOP 10 QR
Os carros mais procurados da semana no site Quatro Rodas
  • Up
  • Onix
  • Duster
  • HB 20
  • Novo Ka
  • Corolla
  • Civic
  • Golf
  • Focus
  • New Fiesta
  • | A-Z |
Newsletter
Assine a Newsletter QUATRO RODAS
PUBLICIDADE
Carros | Usado do mês
Chevrolet Vectra
Fevereiro 2006

Chevrolet Vectra

Espaço e conforto ele tem como seus rivais, mas baixo preço de peças e grande oferta no mercado, não é qualquer um

Por Alexandre Ramos
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Se você precisa de espaço, conforto, grande quantidade de acessórios e preço acessível, ponha o Vectra na sua lista. Ele se destaca tanto quanto o Civic, mas virou a principal opção quando o proprietário não pode pagar por um seminovo nem quer arcar com um preço de peças maior, caso do Honda. É no custo de manutenção que o Vectra - especialmente os com mais de cinco anos de uso - cativa seu futuro dono. Lançado em 1996, substituiu a geração anterior (que durou só três anos) e manteve o visual até trocar de roupa em 2005. Além de maior, esse Vectra trazia uma série de avanços em relação ao antecessor, como pedais desarmáveis, subchassi dianteiro, embreagem hidráulica e a primeira suspensão multilink traseira entre os nacionais. A versão básica GL era paupérrima: não trazia conta-giros, encostos de cabeça traseiros nem conjunto elétrico. Tudo isso só havia no GLS, mais rodas de liga de aro 14 e grade da cor do veículo. Fique atento ao freio a disco na traseira, que era opcional nessa versão. O motor era um 2.0 de 110 cavalos, mas havia um 2.0 16V de 141 cavalos na versão CD, que tinha rodas de liga aro 15, controle de tração, três encostos de cabeça na traseira, volante de couro e freios ABS. Entre os opcionais, câmbio automático e airbag.

Em 1998 a linha ganha um 2.2 tanto com oito como com 16 válvulas, com 123 e 138 cavalos, respectivamente. Em 2000 vem um face-lift, com novos pára-choques, faróis e lanternas e tampa traseira redesenhada. Em 2002 o Vectra ganha um novo pára-choque dianteiro, além de rodas de aro 16 para a versão CD. No ano seguinte, a GM volta a oferecer o motor 2.0.

Se por um lado a grande oferta de versões e séries especiais é um ponto positivo, também dificulta encontrar a melhor relação custo-benefício. Há duas boas compras: se você pode pagar um modelo mais novo, invista no CD 2.2 16V 2001, de 32000 reais, que é fácil de revender e em geral está em bom estado. Para os que andam com o bolso apertado, garimpe um GLS 2.2 1997 ou 1998, na faixa dos 20000 reais. É fácil encontrá-lo, mas precisa estar inteiro para valer a pena.


Fuja da roubada

Não pense em comprar os modelos da versão GL sem ar-condicionado e conjunto elétrico. Ou ainda o GLS sem ar - encontrado somente no modelo 1997. São bem mais difíceis de vender e a diferença de preço não compensa.


A voz do dono

"Já tive vários Vectra e atualmente tenho um Elegance modelo 2005. Sempre gostei muito do modelo. O carro é espaçoso, anda bem e é discreto, item importante em uma cidade grande como São Paulo. Para a família, é o carro ideal. O porta-malas é grande, tem fácil acesso e cabe toda aquela tralha que é necessário levar quando se tem criança pequena."
João Ricardo de Carvalho, 32 anos, comerciante, São Paulo (SP)

O que eu adoro

"Comprei usado há três anos e nunca deu problema. Tenho feito a manutenção em oficinas paralelas, pois na concessionária sai muito caro. Compraria outro, sem dúvida."
Carolina Bastos Guimarães, 29 anos, comerciante, Campinas (SP)

O que eu odeio

"O escape esquenta o assoalho, a suspensão traseira faz barulho, mas o que me assusta mesmo é o consumo, alto demais para um motor 2.0 de pouco mais de 100 cavalos."
Roberto Chavez Ortega, 38 anos, engenheiro, Belo Horizonte (MG)


Nós dissemos - Junho de 2001

"A harmonia do desenho, o rodar confortável e a mecânica confiável fazem do Vectra o líder de vendas em seu segmento. Na versão automática, os recursos do câmbio somaram pontos e fizeram diferença em relação aos concorrentes. (...) A suspensão macia é sinônimo de conforto no Vectra. Nesta versão mais completa, as forrações são aconchegantes, o acabamento é caprichado e os comandos, bem-localizados. É difícil, no entanto, consultar as informações do completo computador de bordo: a tela fica oculta pelo aro do volante."


Onde o bicho pega

Visor do computador/rádio
Pode apresentar defeito nos leds do display, o que em muitos casos torna impossível a leitura dos dados. Não tem conserto.A única solução é a troca do display, o que na concessionária pode passar dos 1000 reais.

Caixa de direção
São comuns os ruídos na caixa de direção, quando começa a apresentar folgas. Nas versões com ajuste de coluna regulável, também pode haver folga na cruzeta. Nos dois casos, a direção fica menos precisa, principalmente sobre pisos ondulados e irregulares.

Subchassi traseiro
Nas primeiras unidades, uma falha de projeto provocava a quebra dos parafusos que fixavam o subchassi traseiro ao assoalho, o que poderia soltá-lo todo. Então, se for um 1996, é preciso checar se foi feito o reparo sugerido pela GM na época.

Calhas dos vidros
Os primeiros carros tinham desgaste precoce, o que deixava os vidros "soltos" e com ruídos. A solução é fácil: basta trocar as calhas.

Suspensão traseira
As buchas merecem cuidado na hora da compra, pois quando desgastadas provocam ruídos na traseira.


Preço dos usados (em média)*

GL 2.2 8V
1998 - 17860
1999 - 19710
2000 - 24460
2001 - 27460
2002 - 31720

GLS 2.2 8V
1998 - 20300
1999 - 22400
2000 - 27800
2001 - 31200
2002 - 35000

CD 2.2 16V
1998 - 20909
1999 - 23072
2000 - 28634
2001 - 32136
2002 - 38000

FONTE: MOLICAR

*Valores em reais, coletados em dezembro


Preço das peças

Pastilhas dianteiras (jogo)
ORIGINAL - 128
PARALELO - 120

Farol esquerdo
ORIGINAL - 636
PARALELO - 350

Lanterna esquerda
ORIGINAL - 136
PARALELO - 130

Amortecedor dianteiro
ORIGINAL - 204
PARALELO - 120

Pára-choque
ORIGINAL - 539
PARALELO - 400


Pense também em um...

Honda Civic

É comum o futuro dono de um Vectra ficar na dúvida entre ele e um Civic. O que o faz pender para o sedã da marca japonesa é a robustez mecânica, o silêncio e a economia de combustível. Mas ao se optar por um modelo com mais de cinco anos deve-se ficar atento ao estado de conservação, pois as peças de manutenção básica são mais caras. Peça para ver o manual, para saber se as revisões estão em dia - não é raro o dono de um Civic fazer o serviço nas autorizadas, mesmo após a garantia.





» FOTOS


Publicidade