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Carros | Usado do mês
Mercedes-Benz Classe E
Novembro 2005

Mercedes-Benz Classe E

Que tal desfilar por aí com o luxo e o status da marca alemã pagando preço de Toyota Corolla?

Por Alexandre Ramos / fotos: Cláudio Larangeira e Marcelo Spatafora
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

De R$58 600 a R$ 135 000

O prestígio Mercedes-Benz não é para qualquer um. Mas pelo preço de um Toyota Corolla equipadinho já dá para usufruir o status, o luxo e o conforto que a marca pode oferecer. Por preços a partir de 60000 reais você pode desfilar com um Classe E e despertar a inveja mesmo de quem tem um Omega novo, que custa mais que o dobro desse valor.

O futuro proprietário só deve estar preparado para arcar com a manutenção, já que as peças são caríssimas nas concessionárias. Por isso vários donos apelam para as lojas especializadas em importação de peças. Também não é difícil encontrar oficinas independentes especializadas - em geral são empresas fundadas e gerenciadas por ex-funcionários da fábrica ou da própria rede.

Ao comprar, fique atento a dois detalhes importantes. Um sedã Classe E tem de estar impecável. Não caia na bobagem de comprar um carro com alguns retoques para fazer ou mal conservado. Também é importante ficar de olho na cor. "Mercedes Classe E que vende é preto ou prata", diz o vendedor Carlos Peluzzo, que trabalha na Itatiaia, concessionária na Grande São Paulo. "O resto é canseira na hora de vender."

Apesar do design do antigo Classe E ter virado moda pelo mundo afora, seus quatro faróis redondos ainda brilham com intensidade no quesito sofisticação. A fama chegou ao Brasil em 1996, com a versão E 320, com motor de seis cilindros em linha de 3,2 litros e 220 cavalos. Apenas nesse primeiro ano de importação a versão Elegance era oferecida com a forração de tecido sintético MB-Tex, faróis convencionais e câmbio automático de quatro marchas. A topo de linha era a Avantgarde, que tinha rodas com desenho exclusivo, além de acabamento de couro e câmbio de cinco marchas. Com motor V8 havia o E 420, com 279 cavalos. Em 1997, o E 320 ganhou um 3.2 V6, com 224 cavalos. A partir de 1998 a versão V8 virou E 430, com os mesmos 279 cavalos, mas com torque máximo disponível aos 3000 rpm, ante os 3800 da versão anterior. Em 2000 os pisca-piscas passaram para os espelhos e as rodas ganharam novo desenho, assim como os pára-choques e detalhes internos. O Classe E foi produzido com essa mesma carroceria até o fim de 2001, quando foi totalmente reestilizado.


Fuja da roubada

Evite os ano-modelo 1997 com motor de seis cilindros em linha. Prefira o V6, a não ser que o desconto seja mais de 10%. Outro modelo problemático é a versão Elegance ano-modelo 1996: os faróis não são de xenônio, os bancos são de tecido e o câmbio automático, em lugar de cinco marchas, tem apenas quatro.

A voz do dono

"Tenho um Mercedes Classe E 320 Avantgarde há cinco meses. É o primeiro Mercedes que eu tenho e estou bastante satisfeito, é meu maior xodó. Uso o carro diariamente e, mesmo com as enormes rodas de aro 19 que coloquei, o carro é muito confortável. Além disso, anda bem e gasta pouco para um seis-cilindros. Por outro lado, o preço do seguro é alto e os custos de manutenção em concessionária são inviáveis. Ainda assim, se tiver condição, não ando mais com outro carro."

Alan Douglas Firagi, 27 anos, gerente de recursos humanos, São Paulo

O que eu adoro

"Sem dúvida o que mais agrada no meu E 320 Elegance 1998 é o conforto e a resistência desse modelo, que dificilmente dá problemas."

Geraldo Alves Monteiro, 53 anos, comerciante, Vitória (ES)

O que eu detesto

"O que mais me aborrece em meu E 420 Avantgarde 1997 é o preço das peças nas concessionárias. Quando viajo percebo que certos itens custam 10% do preço praticado aqui."

Flávio de Oliveira Kotsch, 38 anos, comerciante, Belo Horizonte (MG)


Nós Dissemos Abril de 1998

"O E430 chega com muito mais vigor que seu antecessor, pois vem equipado com um poderoso motor V8, capaz de desenvolver 279 cavalos. Traz ainda um novo câmbio eletrônico, com uma central que comanda as trocas de marcha segundo o jeito de dirigir do motorista. Ou seja, se ele gosta de pisar mais fundo no acelerador ou de maneira mais econômica. (...) A velocidade máxima chegou aos 246,2 km/h, marca que o coloca em segundo lugar no ranking de QUATRO RODAS, atrás apenas do Audi A8. (...) Outro dispositivo que também não passa despercebido é o Anti-dive. Ele impede que a dianteira do E 430 embique no chão quando se pisa no freio - comportamento comum na maioria dos carros. Pudemos sentir sua eficiência durante as provas de frenagem."


Preço dos usados (em média)

E 320

1996 - 58 600
1997 - 71 500
1998 - 87 100
1999 - 99 000
2000 - 118 000

E 420

1996 - 61 400
1997 - 72 300
1998 - 88 100
1999 - -
2000 - -

E 430

1996 - -
1997 - 81 400
1998 - 95 800
1999 - 110 500
2000 - 135 000

* Valores apurados em outubro

Fonte: Molicar


Preço das peças

Farol completo (cada)

Original - 10 481
Paralelo - 2 970

Lanterna traseira (cada)

Original - 953
Paralelo - 650

Pára-choque dianteiro

Original - 4 320
Paralelo - 3 000

Amortecedor dianteiro (cada)

Original - 1 789
Paralelo - 1 500

Retrovisor completo (cada)

Original - 5178
Paralelo - 1980

* Valores em reais, apurados em outubro


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BMW Série 5

Os ano-modelo entre 1997 e 2000 são os grandes concorrentes do antigo Classe E. Oferece o mesmo nível de conforto, prestígio e espaço. Porém ele é mais indicado para quem tem veia mais esportiva. O preço de peças é ligeiramente mais barato que o da Mercedes, mas a oferta no mercado de usados é bem mais reduzida.


Onde o bicho pega

Painel

Em alguns casos, a emenda que delimita a tampa do airbag do passageiro abre-se sem nenhuma explicação. A Mercedes não dá garantia para esse tipo de defeito, embora tenha trocado alguns painéis na época. Olho vivo!

Suspensão

Verifique o estado da barra de direção, que pode apresentar folgas, além das bandejas dianteiras e dos batentes dos amortecedores traseiros, que sofrem bastante com o piso brasileiro.

Câmbio

Engates imprecisos podem ser sinal de que as buchas do trambulador estão desgastadas. Na maioria dos casos as peças não são caras, mas a mão-de-obra pode inviabilizar o conserto.

Vidros

Canaletas velhas e desgastadas podem riscar os vidros das janelas, num defeito que se manifesta com mais freqüência nas portas da frente.

Travas

Outro defeito que pode surgir nos Classe E é no sistema de abertura e fechamento das portas, por meio da chave. Em caso de falhas, o carro não pode ser aberto ou ligado. Pode ser um problema da chave ou do módulo que comanda o travamento. Faça o teste antes.

* Reportagem publicada na edição denovembro de 2005 da revista QUATRO RODAS





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