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Carros | Usado do mês
Chevrolet Omega
Julho 2005

Chevrolet Omega

Preço baixo e discrição encantam os donos desse sedã de alto luxo

Por Alexandre Ramos
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Um carrão de primeira: potente, luxuoso e espaçoso. Essa é a opinião da maioria dos donos do Omega australiano, importado pela GM a partir de outubro de 1998, quando a versão nacional deixou de ser feita aqui. Na verdade, o Omega é feito pela Holden na Austrália, com o nome de Commodore. Se por lá ele tem um motor V8 5.7, por aqui ele veio - até 2004 - com motor V6 3.8 com 200 cavalos e câmbio automático de quatro velocidades.

Seu poder de sedução está no amplo espaço interno, preço acessível (por 39000 reais você pode ter um) e itens de série, como ar-condicionado automático, duplo airbag, rodas de liga, freios a disco nas quatro rodas com ABS. Atenção para um detalhe: no início existiam dois pacotes básicos, que se diferenciavam pelos bancos de couro, CD player e controle de som no volante - vale a pena procurar por essa versão, já que seu preço quase não muda. Mas nem adianta procurar o teto solar, uma das poucas reclamações, junto com o consumo - cerca de 5 km/l na cidade. Também agrada a muita gente sua discrição, pois chama menos atenção que rivais como BMW ou Mercedes.

Em 2001 o Omega passou pela primeira reestilização. Na dianteira a grade bipartida deu lugar a uma peça única, mais bonita. Os faróis também ganharam novas lentes, assim como as lanternas traseiras. Mecanicamente, o Omega ganhou direção com assistência variável e o controle de tração. Em 2003, mais uma mudança, mas dessa vez mais profunda, com novo desenho de frente e traseira. Também ganhou suspensão recalibrada e 1 centímetro mais elevada, para suportar melhor nosso piso.


Onde o bicho pega

CÂMBIO

Algumas unidades apresentaram problemas de funcionamento. Verifique a precisão dos engates, se o câmbio não patina nas mudanças e arrancadas em ladeiras e se não há trancos entre as passagens de marcha.

LIMPADORES DE PÁRA-BRISA

Deixam de funcionar sem aviso, a exemplo da maior parte dos (poucos) defeitos do Omega. Mas não é nada que uma verificação nos fusíveis e fiação não resolva.

MOTOR

Difícil de ser constatado, pode ocorrer de uma hora para outra um defeito no tensor da correia. O conserto pode passar dos 1000 reais.

PAINEL

É comum o excesso de ruído no painel, em geral causado por chicotes, parafusos ou suportes soltos.

PORTA-MALAS

O sistema de abertura da tampa é elétrico e às vezes resolve não funcionar. Não custa checar na hora da compra, mas o defeito só se revela de vez em quando.

SUSPENSÃO DIANTEIRA

Por causa do nosso piso, as buchas sofrem desgaste prematuro. Por isso, a partir de 2003 o Omega ganhou buchas mais resistentes.


A voz do dono

"Eu faço transporte de executivos. Na maior parte dos casos são pessoas que passam apenas um ou dois dias na cidade, mas que necessitam de um carro rápido e luxuoso. É que os executivos estão sempre com pressa. Com cerca de 285000 quilômetros no hodômetro, o carro já teve quatro jogos de pneus e nenhum grande problema. Logo, logo esse Omega - que foi comprado com apenas 17000 quilômetros - vai dar lugar a um outro, mais novo."

José Antônio Rodrigues, 50 anos, Rio de Janeiro (RJ)


Nós dissemos

"Conduzir o sedã de quase 5 metros de comprimento por 1,80 metro de largura, no entanto, é prazeroso. O motor V6 de 200 cavalos empurra o carro com disposição e, o melhor, é silencioso. Os freios imobilizam a mais de tonelada e meia com segurança, e a suspensão - com calibragem no meio-termo entre maciez e aspereza - cumpre seu papel com eficiência. A direção hidráulica comandada eletronicamente é firme quando se acelera e uma pluma nas manobras."

QUATRO RODAS, julho de 2001


Preço de peças (em reais)

Original

Farol dianteiro (cada) - 1025
Lanterna traseira - 1947
Amortecedor dianteiro (cada) - 1440
Espelho retrovisor externo (cada) - 1303
Pastilhas (jogo dianteiro) - 1437
Pára-choque dianteiro - 3025

Paralelo

Farol dianteiro (cada) - 322
Lanterna traseira - -
Amortecedor dianteiro (cada) - 483
Espelho retrovisor externo (cada) - 300
Pastilhas (jogo dianteiro) - 500
Pára-choque dianteiro - 1000


A cor do dinheiro

O Omega australiano tem um excelente mercado, apesar de ser importado e beberrão. Se você gosta do seu design, mas ainda está em dúvida quanto a um Audi, BMW ou Mercedes de mesmo preço, pense bem. Se a motivação for mais prática (ter um grande sedã de luxo) que emocional (ter um importado cheio de status), fique com o australiano. Ele custa 20% menos, tem mais oferta e facilidade de revenda e preço de peças até 50% menor. Sem esquecer de falar da rede de assistência técnica bem maior, com quase 535 concessionárias espalhadas pelo Brasil. Fique atento a apenas um detalhe ao procurar seu Omega: as cores. As mais procuradas - e mais comuns - são prata, azul-escuro e preto. Portanto não caia na besteira de comprar carros com pintura vinho, verde e azul-claro, que encalham em qualquer loja. Em São Paulo, a cor branca - por causa dos táxis - é mico certo.


Preços médios dos usados (em reais)*

Omega 3.8 V6

1998 - 38640
1999 - 42000
2000 - 57800
2001 - 77800
2002 - 88000
2003 - 98000

* Valores apurados em JUNHO

Fonte: Molicar

* Reportagem publicada na edição dejulho de 2005 da revista QUATRO RODAS





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