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Carros | Usado do mês
Renault Scénic*
Fevereiro 2002

Renault Scénic*

Dá pouco problema e todo mundo quer comprar. Mas o desgaste da suspensão e dos bancos traseiros exige atenção na hora da compra

Por José Carlos Chaves / fotos: Marcelo Spatafora
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ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

A minivan é um fenômeno recente no Brasil. Começou para valer em março de 1999, com a Scénic, que só foi sofrer resistência em maio de 2001, com a Zafira e a Picasso. Até então reinou sozinha e arregimentou adeptos, que não poupam elogios ao conforto, ao espaço interno e à confiabilidade mecânica. Prova disso é o primeiro lugar obtido no índice de satisfação do proprietário, na primeira edição da pesquisa OS ELEITOS da revista QUATRO RODAS. Na edição seguinte, em 2002, a Scénic ficou em terceiro no geral, mas levou o primeiro lugar na categoria.

Mas antes de sair visitando lojas, uma rápida biografia do modelo antigo, com faróis mais estreitos. Há basicamente carros 1999 e 2000 (até existem os 2001, porém ainda são raros), divididos em RT 1.6 16V (110 cavalos), RT 2.0 (115 cavalos) e RXE 2.0. De série, direção hidráulica e vidros elétricos em todas. A RXE traz duplo airbag e ar-condicionado, opcionais nas outras duas.

Não estranhe que a RT 1.6 16V seja mais cara que a RT 2.0 (compare os preços abaixo). A razão é a potência semelhante, a maior fartura de 2.0 no mercado de usados e o fato de o motor 1.6 16V ser mais moderno. Então aqui vai a primeira dica: a RT 2.0 é uma excelente compra, pois é mais barata e seu motor se dá melhor na cidade, sem a preguiça inicial característica dos 16V.

A grande regra na compra da Scénic "cara velha" é o ar-condicionado. Nas RT, sua ausência reduz o preço (pode cair em até 2500 reais) e dificulta - e muito - a revenda. Se não quiser ganhar mais um integrante na família para o resto da vida, só compre com ar. Parece exagero? Olha como não é: uma loja particular de São Paulo tenta há mais de um ano vender uma RT 1.6 2000 por 26900 reais.

Já uma Scénic em bom estado (e com ar) não dura muito tempo na revenda. Para encontrar o carro da foto ao lado, por exemplo, tivemos que procurar em cinco autorizadas de São Paulo. Então não bobeie. Quando achar o que procura, feche rápido o negócio, senão outro leva.
Antes de colocar qualquer minivan na sua garagem, abra o olho para dois problemas mecânicos. O primeiro é a suspensão, que não suporta maus tratos. Com excesso de carga, costuma jogar a toalha antes do tempo. Se possível, peça para um mecânico verificar amortecedores, molas e buchas.

Para a direção hidráulica, um teste prático. Vire o volante até o fim do batente e segure. Sem ruído, está aprovada. Se fizer um "clec-clec-clec", a caixa de direção precisa de reparos.

Os bancos traseiros exigem um olhar com lupa. Você sabe, Scénic leva muita criança, que fica pulando pra cá e pra lá. Logo, não é raro encontrar manchas ou pequenos rasgos. No test drive, não estranhe se eles fizerem barulho como se trepidassem. É uma doença crônica da antiga Scénic. Com o tempo, os três assentos batem um no outro. Às vezes, um reaperto de parafusos resolve. Na versão reestilizada, o problema foi solucionado com estofamentos mais "gordinhos" e revestimento de feltro nas laterais.

Na opinião de consumidores e lojistas, a Scénic é um carro de baixa manutenção. No entanto, quando resolve fazer uma visitinha à oficina, é só reclamação, devido ao preço das peças*. O amortecedor traseiro custa 131,05 reais e as pastilhas de freio ficam em 150,75. Caro se comparado a um Palio, com respectivamente 47,16 e 73,73 reais. A rede autorizada de 180 revendas, muito pouco perto dos 604 pontos de uma Volkswagen, também não ajuda.

* Reportagem publicada na edição de fevereiro de 2002
da revista QUATRO RODAS





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