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Carros | Usado do mês
Volkswagen Golf*
Março 2002

Volkswagen Golf*

Apesar do preço do seguro, o modelo importado ainda conquista fãs com seu status, conforto interno e robustez mecânica

Por José Carlos Chaves / fotos: Marcelo Spatafora
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ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Faça um teste: saia pelas ruas e pergunte a um dono de Golf o que acha do carro. Você pode até ouvir algumas reclamações, mas prepare-se para um discurso pra lá de favorável. Importado desde 1994 na versão GTI 2.0, o Golf começou a ganhar mercado um ano depois, com o GL 1.8 e o GLX 2.0, trazidos até 1999, quando o carro ganhou cidadania brasileira e novo design, passando a ser feito em São José dos Pinhais (PR).

O modelo importado, o mais comum entre os usados, é uma boa escolha para quem sai de carros compactos em busca de espaço, conforto e status - sim, leitor, ainda hoje pega bem chegar de Golf antigo a um restaurante. Tudo isso sem encher o cheque de números. Por 1000 reais a mais, é possível pular de um Gol 1.8 1998 para um Golf GL de mesmo ano.

A QUATRO RODAS de julho de 1995 citava algumas qualidades: "Dentro do Golf, o motorista encontra a melhor posição de dirigir, utilizando-se dos ajustes de altura, distância e inclinação do banco. (...) Todo esse conforto também brinda os passageiros do banco de trás. Uma pessoa de aproximadamente 1,90 m se acomoda bem (...), podendo assim sentar-se sem raspar os joelhos nas costas do banco da frente - nem a cabeça no teto". Funcionamento suave do motor, estabilidade em curvas, suspensão macia (apesar de baixa demais para nossas ruas) e direção precisa também colecionaram elogios da revista em outras edições.

Claro que nem tudo é perfeito. O seguro pode pesar mais que celular antigo no bolso e a manutenção também não é das mais baratas. Não que as peças sejam tão caras. Estão na média, se comparadas às do Brava ou Astra, mas incomodam quem estava acostumado a um Gol.
Em compensação, são raras as visitas às oficinas. Mecânicos, lojistas e proprietários consultados são unânimes em elogiar sua robustez mecânica, principalmente do motor. Um deles afirma ter revisado um Golf com 200000 quilômetros que estava mecanicamente perfeito.
Ainda não se convenceu? Em dezembro de 1995, a QUATRO RODAS desmontou seu Golf 2.0 após 60 000 quilômetros. A análise das peças não revelou desgastes excessivos. Na ponta do lápis, seus custos de manutenção foram 27% menores que os do Astra 2.0, analisado na mesma edição.

Mas qual versão e ano comprar dentro de tanta variedade? A menos que você goste muito de desempenho, deixe o GTI de lado. Seu seguro é proibitivo e a chance de adquirir um carro "esmerilhado" é maior. Sobram GL e GLX. Apesar da boa procura e do motor mais potente do GLX (116 cavalos contra 90), o melhor é ficar com o GL. É mais barato, mais fácil de revender e, principalmente, tem seguro mais baixo. Enquanto o do GLX está na casa dos 20% do preço de compra, o do GL - menos visado pelo ladrões - fica em 12%. Prefira o ano/modelo 1997, menos rodado que os anteriores e mais em conta que os posteriores.

O Golf é um carro que exige um olhar mais atento a detalhes próprios, além dos cuidados de praxe. Primeiro são os acessórios. No GL, só a direção hidráulica é de série. Portanto, gaste mais sola do sapato atrás de vidros, travas e espelhos elétricos, afinal o preço é o mesmo. Para levar o ar-condicionado, terá de botar a mão no bolso e gastar mais 1000 reais.

A seguir, vem o pente-fino. Além de checar o famoso trio pára-brisa/ pára-choque/vidros elétricos (leia texto ao lado), há defeitinhos que não são tão comuns mas merecem uma rápida inspeção. Veja se falta alguma lente de pisca-pisca lateral - tem gente que adora "colecioná-las". Não são caras, mas dão um trabalho danado para achar.

Confira se o acabamento da saia frontal está firme ou faltando. Ao passar em buracos ou poças d'água, essa peça plástica pode se soltar.
Se no test drive surgir um ruído metálico na suspensão, cheque o protetor de cárter. De tanto apanhar em piso esburacado, a chapa de aço costuma entortar e encosta na barra estabilizadora. Se for isso mesmo, é só desamassar.

* Reportagem publicada na edição de março de 2002
da revista QUATRO RODAS





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