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Carros | Usado do mês
Fiat Palio*
Abril 2002

Fiat Palio*

Barato e confiável, o popular é bem visto entre mecânicos, lojistas e proprietários. Só precisaria ser mais econômico

Por José Carlos Chaves / fotos: Marcelo Spatafora
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ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Se você precisa de um automóvel e: A) está com a conta bancária baixa, ou B) procura o segundo carro da família, não tem como não pensar logo num popular usado. Mais barato que o Gol, o Palio 1.0 se destaca nesse segmento reunindo duas ótimas condições para quem está atrás de um modelo de segunda mão: grande oferta no mercado e boa liqüidez na revenda. Já se foi o tempo em que a Fiat carregava a fama de manutenção difícil e cara, culpa do antigo Fiat 147. Com o Palio, a situação mudou. Consultas a oficinas e até lojistas independentes mostram que a reputação mecânica do Palio não está muito longe da concorrência.
Exemplo disso foi teste do Palio ED na QUATRO RODAS de maio de 1997. O desmonte após 20000 quilômetros revelava "uma mecânica impecável", palavras da revista. "O motor 1.0 não deu trabalho aos motoristas. As poucas visitas ao serviço autorizado serviram para comprar o espelho retrovisor direito, instalar protetor de cárter, verificar um barulho e fazer a revisão. (...) O estado das peças foi considerado muito bom."

Se a manutenção não incomoda mais, o mesmo não se pode dizer do consumo, reclamação constante de proprietários. Na QUATRO RODAS de agosto de 1996, o Palio apresentava a pior marca entre os populares: 10,03 km/l na cidade e 12,84 km/l na estrada. Perdeu de Gol, Fiesta e Corsa, este o melhor de todos, com 12,99 e 15,24 km/l, respectivamente.

Porém o bom desempenho em retomadas e o conforto ajudam a minimizar o vício beberrão. "A posição de dirigir era tão confortável (na estrada) quanto na cidade. Mesmo depois de horas no volante (...), o motorista sentia apenas a viagem", dizia a reportagem de 1997.

Se já se decidiu pelo Palio, é hora de achar aquele que melhor se encaixa na sua garagem. A primeira geração chegou às lojas em julho de 1996 e durou até 2000, quando foi reestilizado. A estréia foi com as versões ED (de tão básica, nem trazia retrovisor direito) e EDX. Em março de 1998, a ED deu lugar à EX, que incorporou limpador traseiro, o bendito retrovisor e calotas. Em outubro, a EDX deu adeus para a entrada da ELX, que ganhou travas e vidros elétricos, além de pneus 175/70 R13, em vez do 145/80 ou 155/80.

Se a idéia é não perder dinheiro, prefira um 1997. Segundo a Autoline, empresa especializada no mercado de usados, nos últimos 12 meses* o valor desse modelo caiu apenas 3,26%, contra 5,2% dos Palio 1998, o segundo modelo que menos desvalorizou. Dê preferência ao cinco portas, mais fácil de ser revendido.

Se os braços pedem a moleza de uma direção hidráulica, prepare-se para desembolsar entre 500 e 1000 reais a mais. O ar-condicionado varia de 1000 a 1500 reais. Se a grana está curta, uma boa dica são os vidros elétricos. Não se paga nada a mais pelo acessório, além de ganhar em conforto e facilidade na revenda.

Encontrou o carro dos seus sonhos? Então exercite os olhos de lince. Confira se a cor não é micada, cheque a tampa traseira e peça as chaves reserva no modelo com o sistema antifurto Fiat Code (veja quadro ao lado).

Saiba ainda que a Fiat fez um recall dos Palio fabricados a partir de maio de 1998 para reparar um defeito na fixação do cinto de segurança. Como saber se o serviço foi feito? Leve-o a uma autorizada ou ligue para a Fiat (0800 7071000). Caso tenha o raríssimo airbag, lembre-se de que os modelos de 1996 a 2000 também foram convocados.

Para quem optou pelo ar-condicionado, uma dica de mecânico amigo do peito. Entre 1996 e 1998, os Palio vinham com bateria de 40 ampères, quando o ideal seria 50, como foi adotado nos anos seguintes. Na primeira oportunidade, troque por uma bateria de maior amperagem, que demora mais para descarregar.

* Reportagem publicada na edição de abril de 2002
da revista QUATRO RODAS





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