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Carros | Usado do mês
Ford Ka*
Julho 2002

Ford Ka*

Com o motor RoCam, ele anda melhor que os outros populares, mas exige atenção nos detalhes do acabamento

Por Samantha Greghi / fotos: Marcelo Spatafora
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ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

O Ford Ka sempre sofreu com seu design "ame-o ou deixe-o". Mas, se esquecer esse "detalhe" estético, o motorista vai se surpreender com um carro fácil de estacionar, econômico e ágil. Para solteiros ou casais sem filhos, é uma opção tentadora. Mas não cometa o pecado de viajar com três ou quatro pessoas. O porta-malas minúsculo (144 litros, contra 296 do Gol) e a falta de versão cinco portas desanimam qualquer reunião familiar.

Revendê-lo não é problema. Apesar de o modelo zero desvalorizar em média 25% no primeiro ano, quando o Ka torna-se um usado, mantém a depreciação média de mercado.

Mas o que atrai mesmo é o motor. No lançamento, em 1997, o Ka agradava com o Endura 1.0 (53,5 cavalos) e 1.3 (57 cavalos). Em 1999 veio a evolução, com o 1.0 de 65 cavalos chamado Zetec RoCam - mistura de "zeta", sexta letra do alfabeto grego, com "tecnologia", mais a abreviação de rolling camshaft (balancim roletado).

Ele se mostrou tão eficaz que pôs os outros populares no chinelo. Num confronto com Corsa, Fiesta, Gol, Palio e Uno (QUATRO RODAS de outubro de 1999), o Ka foi o campeão em todas as medições de aceleração e retomada, vazio ou carregado. O popular movido a RoCam ainda venceu uma prova especial, o teste da ladeira. Os carros foram carregados com 250 quilos e enfrentaram duas rampas, de 20 e 30 graus de inclinação. "O Ka foi o que se saiu melhor. Arrancou com facilidade sem sobrecarregar a embreagem", dizia o texto.

Bem, se o seu negócio é mesmo um Ka, pode apostar num RoCam, o mais procurado. Se o dinheiro está escasso e só dá para o 1997 ou 1998, pode levar o econômico Endura, mas faça uma checagem detalhada na suspensão e caixa de direção, que, segundo mecânicos de concessionária, são itens que costumam apresentar mais problemas nesses anos.

Caso escolha um 1999 ou 2000, não se engane com o motor, uma verdadeira pegadinha para quem não é do ramo. A Ford produziu nesse período o Endura e o RoCam simultaneamente. Para não comprar gato por lebre, verifique o que está escrito no motor.

Em 1999 a Ford apresentou o top de linha, o Ka Image. Bastante procurado por jovens, traz de série direção hidráulica, pára-choques na cor do veículo, vidros e travas elétricas. E também sofre o mal da dupla motorização. Só levantando o capô se vê se é RoCam ou Endura.
Para ter uma idéia dessa diferença, saiba que o Endura 1.0 acelerava de 0 a 100 km/h em 19,83 segundos, contra 16,46 segundos do RoCam. Mas levava vantagem no consumo: 13,30 km/l contra 11,22 km/l na cidade.

Se desempenho e economia são razão de orgulho, barulhos no painel e nas portas motivaram constantes retornos à concessionária. Até 2000, uma presilha frágil prendia a forração de cada porta, o que fazia a peça empenar ou soltar com facilidade.

As reclamações de proprietários e mecânicos de hoje seguem aquelas registradas com o nosso Ka 1.0 Endura de Longa Duração de 1998. "Aos 20000 quilômetros, a forração das portas se soltou. (...) Logo depois, a caixa de direção ficou muito dura, dificultando as manobras", dizia o relato na edição de janeiro de 1999.

Quem tem fobia a balizas vai se apaixonar pela facilidade de estacioná-lo. Em parte pelo reduzido tamanho - são 3,62 metros, 26 centímetros a menos que o Gol. Mas não é só isso, pois é só 2 centímetros menor que o Uno. O que ajuda também na hora de encaixar nas vagas são seus pára-choques arredondados nas extremidades.

Por falar nisso, há uma boa e uma má notícia sobre os pára-choques.
A boa: são divididos em três partes, o que facilita e barateia o reparo, pois não precisa trocar a peça inteira.

A má notícia: após uma batida leve os três segmentos podem desalinhar ou ganhar uma indesejável folga entre o plástico e a carroceria.

Na maioria das vezes, o pára-choque vem sem pintura de fábrica. Quando encontrar algum pintado que não seja o Image, analise com cuidado se a tonalidade está igual à da lataria - raramente está. Para tirar a dúvida, abandone as lâmpadas da concessionária e faça o teste sob a luz do sol.

* Reportagem publicada na edição de julho de 2002
da revista QUATRO RODAS





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