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Carros | Usado do mês
Fiat Tipo*
Agosto 2002

Fiat Tipo*

Ele tem jeitão de mico, mas sabendo comprar é uma das melhores relações custo/benefício do mercado

Por José Carlos Chaves / fotos: Marcelo Spatafora
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ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Você deve estar me chamando de maluco. Onde já se viu falar que o Tipo é uma boa compra? Se você estiver perguntando se não é aquele que virou um mico porque pegava fogo, eu respondo: era, mas não é mais. Antes que alguém conte a piada que diz que o Tipo foi o primeiro Fiat com um genuíno motor Fire, a gente explica. Vindo da Itália em 1993, o modelo inundou o país graças a uma reduzida alíquota de importação. Começou com o 1.6 (82 cavalos) e no ano seguinte vieram o 2.0 SLX (109 cavalos) e o 2.0 16V (137 cavalos). Ganhou até uma versão nacional de 1996 a 1997.

O carro vendia mais que cerveja em desfile de pentacampeão, até que uma série de incêndios queimou sua imagem. Chegaram a criar a Associação de Vítimas de Incêndio em Tipo (Avitipo), que computou cerca de 100 casos de combustão espontânea. A Fiat foi obrigada a fazer dois recalls em 1996, para a troca da mangueira da direção hidráulica e da tubulação de combustível. O fluido de direção vazava e pingava no escapamento, dando origem ao fogo.

Agora vem a parte boa. O problema só afetava o 1.6 importado. As outras versões estavam livres da sanha pirotécnica. Nem por isso deixaram de se desvalorizar. E ainda bem, porque hoje você compra, por exemplo, um 1.6 1996 pelo preço de um Palio EDX 1.0 de mesmo ano, levando de brinde mais motor, mais equipamentos e mais espaço - aliás, o grande destaque do carro. De série, direção hidráulica, vidros e travas elétricos, limpador traseiro e regulagem de altura do volante.
O melhor negócio é o 1.6 nacional, o queridinho dos compradores. Mas também pode apostar no importado, tomando o cuidado de checar o número de chassi na Fiat (08007071000) ou passar numa autorizada para conferir se o reparo foi feito. Evite os SLX, que empacam nas lojas, pois são mais beberrões e nem sempre estão bem cuidados.

Quem gosta de acelerar vai se apaixonar pelo 16V. É um raro caso de esportivo usado bem-visto pelos lojistas. Custa quase o mesmo que o SLX, é mais completo - bancos Recaro, rodas de liga leve, volante de couro, tudo de fábrica - e tem um motor de dar inveja. No teste da QUATRO RODAS de janeiro de 1995, cravou 100 km/h em 9,85 segundos e atingiu 206,7 km/h. Foi definido como "feroz" e "uma macchina, digna de admiração". Onde mais você consegue isso a partir de 8400 reais?

Mas não ponha a mão na carteira sem antes passar a lupa na tampa de trás. Feita de plástico injetado, exige mão-de-obra especializada. Muitas vezes, só trocando a peça inteira.

Se estiver rachada ou quebrada, não vale a pena arriscar. A manutenção está na média dos concorrentes, lembrando o que foi publicado no desmonte do Tipo 1.6 em março de 1996. "Quanto à parte mecânica deste Fiat, não há de que reclamar (...). O motor, apesar dos problemas com carbonização, jamais ameaçou deixar-nos na mão. O câmbio, desmentindo a tradição negativa dos Fiat, saiu-se bem. Os freios passaram apenas por desgastes naturais e a suspensão (...) adaptou-se bem às difíceis condições de nosso piso."

Na época, pesou contra o serviço autorizado, que trocou peças fora de hora e reinstalou as que eram necessárias, jogando o preço final lá em cima.

Até que, por se tratar de um usado mais antigo, encontrar peças não é tarefa das mais árduas. Apesar de raras no mercado paralelo, não faltam nas concessionárias. Para quem não lembra, o Tipo compartilha com o Tempra vários itens, como os de suspensão, freio e motor - no caso dos 2.0.

Caso a sorte sorria pra você com um carro com airbag, não desperdice a chance. O preço de tabela é o mesmo. Diferente do ar-condicionado, que custa de 500 a 1000 reais a mais.

Para saber mais sobre a história e outros cuidados na hora da compra desse carro, a dica é o site do Clube do Tipo (www.clubedotipo.com.br), que também serviu como consultor para esta reportagem.

* Reportagem publicada na edição de agosto de 2002
da revista QUATRO RODAS





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