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Carros | Usado do mês
Ford Escort*
Dezembro 2002

Ford Escort*

Que tal subir de vida? Pelo preço de um popular básico* você pode sair da loja com um modelo mais espaçoso e melhor equipado

Por Samanta Greghi / fotos: Ricardo Rollo
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ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Ao perguntar a um lojista o que ele acha do Escort hatch, provavelmente você vai ouvir algumas reclamações emolduradas por uma cara feia. Antes de se assustar, saiba que isso não é sinal de problemas com o carro. É ruim apenas para o comércio especializado, pois a margem de lucro com o Escort costuma ser pequena e ele não tem grande rotatividade.

Quando se fala, no entanto, da relação custo/benefício para o proprietário, o Ford torna-se quase imbatível. É ideal para quem quer sair dos populares básicos e subir de categoria.

Vamos à ponta do lápis: um Gol 1.0 Geração III 1999 custa cerca de 12800 reais. Experimente um Escort 1998. É apenas um ano mais velho, porém vai lhe oferecer motor 1.8 16V de 115 cavalos, mais espaço interno, um porta-malas de 285 litros (contra 234 litros do Gol), sem falar da direção hidráulica. O preço? Em torno de 12100 reais*. Ainda sobram 700 reais. Com um pouco de procura você pode encontrar por 12800 reais o mesmo carro equipado com ar-condicionado. O que você prefere?

Não custa lembrar que o Escort foi feito para competir com modelos maiores que os populares, para donos mais exigentes, que compravam Astra, Golf ou Brava.

Para quem ainda não está convencido, um test drive tira qualquer dúvida. O conjunto equilibrado entre suspensão, motor, câmbio e direção sempre arrancou elogios. Em outubro de 2000, a QUATRO RODAS considerava o Escort GLX "um dos melhores carros médios em desempenho, economia, segurança e dirigibilidade".

Claro que o motorista terá de abrir mão de alguma coisa, como o design. Ultrapassado, manteve-se intocado desde 1997. Se serve como consolo, é o mesmo desenho que é vendido hoje no Brasil - muita gente se esquece, mas o antecessor do Focus ainda resiste no mercado, importado da Argentina*.

O nível de manutenção não é tão baixo quanto o de um Gol, mas está na média dos concorrentes. Apesar de ser argentino, não há dificuldades para encontrar peças. Quando bem cuidado, as trocas são restritas aos itens de manutenção básica. Segundo mecânicos, seu motor é mais sensível a combustível adulterado. O Escort responde de imediato gerando falhas na injeção.

Outra vantagem no Escort: o público acima de 35 anos garante bom estado de conservação aos mais rodados, alívio de futuros proprietários.

A versão mais procurada é a GLX, especialmente a mais equipada.
De série a GLX conta com ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, computador de bordo e toca-fitas, ao preço médio de 18600 reais no modelo 2000*.

Já a versão top sai por 20000 reais*, incorporando acessórios como toca-CD, faróis de milha, rodas de liga leve e airbag duplo. Quer mais? Procure uma disqueteira embaixo do banco do passageiro nos modelos 1997 - não se assuste se só achar a fiação, pois há casos em que antigo dono vendeu o carro e levou o aparelho para casa.

Além de acrescentar disqueteira ao GLX top de linha, a Ford também presenteou alguns com teto solar elétrico. Mas é preciso sorte. Lojistas estimam que, de cada dez carros, apenas um saiu com esse equipamento.

Não se deixe levar pela tentação da versão com motor 1.6 8V (95 cavalos), em média 1500 reais mais barata. Fabricada entre 2000 e 2002, não fez sucesso por aqui. O peso de um hatch médio exige mais do motor menos potente. O resultado final é um consumo próximo ao do 1.8, sem o mesmo nível de desempenho. Sem falar da falta de futuros compradores.

Fuja de dois micos: modelos de três portas ou sem ar-condicionado. Ambos são sinônimos de dificuldade de revenda e cara feia na hora de avaliar.

* Reportagem publicada na edição de dezembro de 2002
da revista QUATRO RODAS





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