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Carros | Usado do mês
Chevrolet Omega*
Fevereiro 2003

Chevrolet Omega*

O nacional tem desenho antigo e está fora de linha. Mas é espaçoso, luxuoso, potente e -- o melhor -- mais barato que os importados

Por Samanta Greghi / fotos: Marcelo Spatafora
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ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Vende-se sedã de luxo usado. Preço baixo, bem equipado, motor potente. Pode vir com câmbio automático. A partir de 11800 reais." Se esse anúncio fez sua cabeça, é porque você está preparado para ser dono de um Omega nacional. Feito no Brasil entre 1992 e 1998, era considerado o Mercedes tupiniquim. Mesmo fora de linha, ainda conquista adeptos fiéis e tem boa procura no mercado, especialmente como segundo carro para famílias de classe média.

É a união entre luxo, conforto e desempenho, por um preço baixo e sem despertar a cobiça de assaltantes, mais comum em importados de luxo. E não faz feio numa porta de restaurante. Claro, não é como um BMW, Passat ou Audi, porém impõe mais respeito que um Gol CL 1.6 1998, que é o que se compra com os 11800 reais de um Omega CD 1992.

Afinal que outro sedã de 1992 com 165 cavalos - caso do 3.0 V6; o 4.1 tem 168 - oferece tanto espaço, ar-condicionado, alarme, freios ABS, rodas de liga leve, computador de bordo (itens de série na versão CD) e mais câmbio automático por 13200 reais?

Outra comparação: um Omega 4.1 CD 1998 automático custa 22000 reais. O principal concorrente, o VW Passat 1.8 de mesmo ano e com o mesmo câmbio, fica em 28000 reais.

Entre os defeitos está o consumo, principalmente o do 4.1. Vale lembrar que um carro desse porte nunca é escolhido pelo baixo apetite. E há solução: pôr um kit de gás natural (em torno de 2000 reais), prática facilitada pelo generoso porta-malas de 452 litros. Outra reclamação é o seguro, em média 3000 reais - ainda assim mais baixo que o dos similares importados.

Já a manutenção está na média dos concorrentes, com a vantagem da reconhecida robustez. Há muito taxista que diz ter visto Omega chegar aos 100000 quilômetros sem trocar nada além do exigido nas revisões periódicas. A dica para não se preocupar com a mecânica é procurar veículos de único dono - o que não é difícil de achar.

Descarte de cara os GL e GLS com motor 2.0 ou 2.2. Pouco potentes e mal equipados - o GL vem sem ar-condicionado - ainda são um fardo para revender. A escolha fica, então, entre o motor alemão 3.0 e o 4.1, o mesmo do antigo Opala. Compare: na QUATRO RODAS de agosto de 1992, o 3.0 acelerou de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos, contra 11,1 do 4.1, testado em janeiro de 1995. Na retomada de 40 a 100 km em quinta, o alemão perdeu: 23,4 contra 22,7 segundos. No consumo, a briga é mais apertada: o 4.1 marcou 6,0 e 9,7 km/l na cidade e estrada, respectivamente. O 3.0 ficou em 6,8 e 10,5 km/l.

Se a escolha for um automático, pense num 4.1, com mais torque em baixa rotação, ideal para a cidade. Pensando com o bolso, o 4.1 também leva vantagem: maior procura e preço mais alto na hora da revenda.

Um fato vale para ambas as versões: seus donos costumam ser cuidadosos. Daí a oscilação de preço. Um CD 1998 completo pode custar 26500 reais em uma loja e 22000 reais em outra. A explicação? Ciente de que tem um modelo bem conservado, a maioria deixa-o na loja em consignação - o carro não é comprado pela loja, que só ajuda a vendê-lo e fica com uma parte do preço final.

Os automáticos são mosca-branca e valem cerca de 10% a mais que os manuais, mas é preciso cuidado na escolha. Avaliadores e mecânicos ensinam um truque. Coloque a alavanca em Drive, pise no freio com o pé esquerdo e acelere lenta e progressivamente. Não saiu da faixa de 2000 rpm a 3000 rpm? Pode comprar. Se passar disso, há problemas com o conversor de torque. Portanto o câmbio está, como se diz popularmente, patinando. O conserto fica em no mínimo 5000 reais. Descarte.

* Reportagem publicada na edição de fevereiro de 2003
da revista QUATRO RODAS





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