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Carros | Usado do mês
VW Santana*
Abril 2003

VW Santana*

Se você é do tipo que não liga para um desenho moderno, mas faz questão de um carro que não dá dor de cabeça, pense nesse sedã

Por Samanta Greghi / fotos: Marco de Bari
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ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Não precisei andar muito para encontrar alguém que desfiasse as qualidades do Volkswagen Santana. Em apenas um único ponto de táxi, havia 18 deles enfileirados. Todos os motoristas repetiam o mesmo currículo: resistência mecânica, baixa manutenção e boa altura do carro em relação ao solo fazem do Santana seu modelo preferido para enfrentar o dia-a-dia.

Basta um bom papo com mecânicos para finalizar o perfil. Dono de oficina que quiser ganhar dinheiro consertando Santana pode mudar de ramo. Sua fama de robustez é quase equivalente à de Honda Civic e Toyota Corolla. É difícil encontrar Santana de molho numa oficina. Parado, só mesmo para a manutenção obrigatória, como uma troca de pastilhas, que em uma concessionária sai por cerca de 80 reais - 30% mais barato que os 115 reais do seu concorrente Chevrolet Vectra.

Depois de consultar 32 taxistas, a avaliação é unânime: para o Santana é fácil chegar aos 400 000 quilômetros rodados sem grandes problemas. É só cuidar como manda o manual que ele chega lá. Com cumprimentos especiais à suspensão, ideal - segundo seus proprietários - para suportar as ruas mais esburacadas nas grandes cidades.

Mas o Santana não é para qualquer um. O proprietário típico é o motorista que não quer nem pensar em ficar na mão nem gastar dinheiro arrumando o carro. Para isso ele não pode se incomodar com projeto antigo e desenho ultrapassado. Só para refrescar a memória: lançado em 1984, o sedã ganhou sua cara atual em 1991, quando recebeu formas arredondadas e ficou 4,5 centímetros maior e 1,5 centímetro mais alto. Depois, em 1997, abandonou a nomenclatura CLi, GLi e GLSi pela 1.8 Mi, 2.0 Mi, Evidence 2.0 e Exclusiv 2.0. Em 1999 veio uma leve alte-ração na grade e no pára-choque.

Se o futuro comprador ainda está dividido entre um Santana e um Vectra, o melhor a fazer é checar os preços. Um Exclusiv 2.0 ano 1997 sai por 15 300 reais*, preço que inclui direção hidráulica, ar-condicionado, rodas de liga leve, trio elétrico, alarme, acabamento dos bancos aveludado e grades e espelhos pintados. O Vectra GLS 2.0 de mesmo ano e com os mesmos equipamentos custa cerca de 17 600* reais, mas tem acabamento interno mais simples. Se o bolso estiver mais folgado, dá para incluir no Santana teto solar, freios ABS e bancos de couro, pagando apenas 16800 reais, ainda assim mais em conta que seu principal rival.

Até no seguro ele leva vantagem. O prêmio de um Evidence 2.0 ano 1997 fica em média 1200 reais*, cerca de 600 reais mais barato que o dos concorrentes Marea ELX 2.0, Vectra GL 2.0 e Tempra 2.0 8V de mesmo ano.

A vantagem continua quando o assunto é preço de peça. Enquanto um farol de Santana custa em média 147 reais e um amortecedor dianteiro sai por 90 reais, os do Vectra ficam em 512 e 146 reais*, respectivamente.

Se a dúvida seguinte for o desempenho, aqui vai um resumo da edição de 1996, quando a QUATRO RODAS fez um teste comparativo com o Santana GLi 2000. O motor de 112 cavalos acelerou de 0 a 100 em 13,2 segundos, chegou a 185,5 km/h e rodou 9,2 km/l na cidade e 12,9 km/l na estrada. Venceu na época o Monza GLS 2.0 EFI e o Tempra 2.0 i.e. nos quatro quesitos.

Um dos medos mais comuns é o de ficar com um mico na mão ao revender. "Afinal, quem é que compra um carro de taxista se não for um taxista?", você deve estar se perguntando. Saiba então que um Santana não pára na loja. Ele sai do pátio com a mesma agilidade com que entra. Por isso, se você gostar do carro que achou nos classificados de domingo, não deixe para o outro dia.

A regra para não perder dinheiro na compra é simples: optar sempre pelo ar-condicionado e trio elétrico - a direção hidráulica é de série. Sem os dois itens, o modelo custa 10% a menos mas vai dar mais trabalho na hora de vender.

Se você faz parte do público que quer um pouco mais de conforto e beleza, fique com o Exclusiv 2.0 (substituto do GLSi), com melhor acabamento interno, farol de neblina e às vezes com freios ABS e teto solar. Se o dinheiro está em baixa, a alternativa é o 2.0Mi, mais simples em acabamento. Cuidado apenas com a versão 1.8, geralmente vendida para frotas de empresas e taxistas. Só vale a pena se estiver em excelente estado de conservação.

E o último detalhe: ligue o ar-condicionado e fique atento a ruídos semelhantes a um grilo. É um sinal de que a correia precisa ser trocada.

* Reportagem publicada na edição de abril de 2003
da revista QUATRO RODAS





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