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Carros | Usado do mês
Chevrolet Monza*
Junho 2003

Chevrolet Monza*

Para quem tem pouco dinheiro e ainda faz questão de espaço, conforto, robustez mecânica e um motor 1.8 ou 2.0, não há melhor compra

Por Samanta Greghi / fotos: Marcelo Spatafora
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Depois de tanto receber e-mails de leitores interessados na compra do Monza, já estava na hora de fazer a pesquisa para saber se o sedã fora de linha da Chevrolet merecia o título de Usado do Mês. Uma extensa pesquisa pelo mercado respondeu fácil a pergunta: é uma ótima compra. Tanto que ele não pára no pátio se estiver em bom estado. Depois de quatro lojas, encontramos um Monza Classic SE 1992, por 9000 reais*. A versão mais luxuosa trazia painel digital, rodas de liga leve, ar-condicionado, trio elétrico, porta-malas com abertura elétrica e computador de bordo. Só deu tempo de fazer a foto acima. Dias depois o carro não estava mais lá.

Essa é primeira dica: não demore muito para se decidir. Quando achar um modelo bem conservado, compre - ou alguém leva antes. E não perca tempo em concessionárias Chevrolet, que em geral só trabalham com carros até 1997. O Monza parou de ser produzido em 1996, depois de 21 anos de existência.

A segunda lição: evite os modelos antes do face-lift de 1991. A partir deste ano recebeu seu último design, pelo qual é conhecido no mercado hoje como modelo "tubarão", o mais procurado pelos compradores.
Na lista dos preferidos do consumidor que procura um carro entre 8000 e 9000 reais que seja robusto, confortável e com uma dose de luxo, o Monza mostra-se imbatível. Um GLS 2.0 1994 sai por 9650 reais, contra 12100 do Santana GLSi. Pelo mesmo preço desse Monza daria para comprar apenas um Corsa Wind 1.0 1997 básico de quatro portas.

Se o intuito é gastar menos, tem Monza para você: um GL 1.8 ano 1994 custa 7700 reais* com o mesmo conforto, mas sem o ar-condicionado do GLS, equipamento que em geral aumenta o preço em 1000 reais.
Há quem desanime com a manutenção. Porém, escolhendo com cuidado, o Monza não reserva futuras dores de cabeça. As peças são fáceis de encontrar e não muito mais caras que as da concorrência. Uma troca de embreagem custa cerca de 400 reais, não muito longe da de um Santana - 300 reais.

A robustez mecânica também pesa a favor. No desmonte após 60000 quilômetros (QUATRO RODAS de setembro de 1992), o Monza SL/E 2.0 foi coberto de elogios. "Ele leva o título de campeão de resistência em nossos testes de 60000 quilômetros. Tira, portanto, o troféu que estava com o Gol 1.6 (...). O veículo da GM ganha dianteira por dois aspectos: tecnologia e assistência técnica", dizia a reportagem. "(O carro) testado agora tinha a aparência mecânica de 30000 quilômetros." Precisa dizer mais? Basta torcer para achar um carro de único dono - o que não é difícil - e não terá problemas de manutenção.

O seguro não é um assunto discutido pelos donos, pois a maioria prefere apenas colocar alarme ou trava de segurança. Para quem não arrisca, o Monza é o mais barato. Enquanto o Santana GLSi 2.0 1994 tem um seguro avaliado em 2400 reais e o Tempra Ouro 2.0 em 1750 reais, o Monza GLS 2.0 sai por 1400 reais.

Quando a conversa é abastecer o carro, surge a dúvida: álcool ou gasolina? Tanto faz. Ambos têm boa aceitação de mercado e andam bem. Atenção apenas na versão a álcool. Há um sensor para a temperatura do radiador. Quando o motor está frio, ele injeta gasolina. Quebrado, dificulta a partida. A solução é barata. Por 20 reais, os mecânicos instalam um botão no painel para injetar a gasolina manualmente.

O Monza é um dos Chevrolet que mais renderam tiragens limitadas. Para conquistar o público, baixavam o preço e melhoravam o acabamento. O Barcelona 1.8 e 2.0, sempre na cor prata, homenageava as Olimpíadas de 1992. O Monza 650 2.0 marcou a produção de 650000 unidades vermelhas. O Club 2.0 comemorava a Copa de 1994, nas cores cinza e azul escuro. O Class 2.0 só vinha cinza. Todos traziam travas e vidros elétricos, além de direção hidráulica.

O Monza Hi-Tech 2.0 é a mosca branca das séries especiais. Lançado em 1993, tinha freio a disco nas quatro rodas com ABS, computador de bordo e painel digital. É raríssimo, pois foram montados apenas 500 unidades. Se achar, comemore.

Antes da compra, analise o painel, principalmente dos mais antigos, que pode apresentar trincas e rachaduras. E olhe a tampa do reservatório do radiador - chamado de vaso de expansão. Quando a válvula interna da tampa é danificada, a água vaza e o carro ferve. A solução é barata. É só comprar outra tampa por 15 reais*.

* Reportagem publicada na edição de junho de 2003
da revista QUATRO RODAS





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