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Carros | Usado do mês
Suzuki Vitara
Julho 2003

Suzuki Vitara

Nem o fim da importação oficial prejudicou o mercado do jipinho, que conquistou um público fiel por ser ágil na cidade e robusto na trilha

Por Samanta Greghi / fotos: Marcelo Spatafora
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ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Um recado para quem está sonhando com um Ford EcoSport mas está com o orçamento baixo ou anseia encarar mais do que uma estradinha de terra a caminho do sítio: a partir de 15000 reais* você pode encontrar um veículo que faz as vezes de automóvel de segunda a sexta e se transforma em um jipe aos fins de semana. Apresentamos o Suzuki Vitara. Antes que alguém diga que a Suzuki deixou de vender carros no Brasil, lembramos*: 1) o preço dos modelos mais antigos, como os de 1993 a 1997, não caiu e - na opinião de analistas do mercado - não deve cair, pois tem um público fiel que mantém a procura sempre constante; 2) a maioria das peças já era importada por lojas independentes muito antes de a Suzuki fechar as portas.

Quer mais? Não são raros os casos de donos de Gol ou Fiesta que trocaram seu popular para experimentar a fama do jipe. Em geral eles estranham o comportamento, já que pula mais que o normal, mas gostam da agilidade no trânsito urbano e da facilidade em estacioná-lo. A lógica desse público é simples: preferem pagar 18000 reais num Vitara 1995 todo equipado a ficar com um 1.0 básico pelo mesmo preço. O popular novo desvaloriza de 10% a 15% no primeiro ano, enquanto o Vitara usado praticamente vai manter o mesmo preço*.

Na edição de agosto de 1992, a QUATRO RODAS mostrava as qualidades do modelo três portas. "O Vitara mantém uma distância livre de 20 centímetros do solo, como convém a um veículo para rodar sobre os piores terrenos possíveis. Nem por isso é duro como um jipe. Ao contrário, tem uma suspensão semelhante à de um Uno. Por mais que se destaque pela robustez, o Vitara impressiona devido ao conforto. Tudo prima pelo bom gosto e funcionalidade (...). O carro desempenha com a mesma desenvoltura tarefas amenas do dia-a-dia ou as mais pesadas, como um fim de semana em trilhas desafiadoras."

A procura pelo jipinho começa pelo nome. São duas denominações: Vitara e Sidekick - o primeiro geralmente tem três portas e o segundo, cinco. Geralmente, pois há exceções. Para cada um há a opção Metal Top (teto rígido) e Canvas Top (capota de lona). Evite os modelos carburados, mais antigos (1991 e 1992), cujas peças são mais difíceis de encontrar. Prefira os pós-1993, com injeção eletrônica, até 1997. No ano seguinte, o modelo foi reestilizado e ficou maior - e mais caro.

Encontrar o carro ideal depende do perfil do novo proprietário. Para quem não leva mais de um passageiro e quer desempenho mais radical no fora-de-estrada, a escolha é o Vitara três portas, com motor 1.6 oito válvulas de 81 cavalos. Quanto à capota, normalmente a Metal Top é mais valorizada nos grandes centros urbanos e a Canvas, bem cotada em cidades litorâneas. Há quem rejeite a Canvas devido à falta de segurança - é mais fácil de ter o interior violado - ou por que é mais barulhenta.

Se quer manter o fôlego de jipe mas precisa de espaço para levar a família, então sua opção é a versão cinco portas, que é 41 centímetros maior (4,03 contra 3,62 metros) e pula menos no asfalto esburacado das cidades. Seu motor é um 1.6 16 válvulas de 96 cavalos.

Aos interessados, é bom lembrar dois defeitos. O principal deles é a manutenção. Com a saída da Suzuki do mercado de novos, as peças - que já eram mais caras que as de um nacional - tiveram aumento de 30%*. Mas mesmo assim as lojas independentes ainda ganham em preço e prazo de entrega. Enquanto um amortecedor dianteiro custa 450 reais numa autorizada, as independentes cobram 250 reais.

A alternativa adotada por proprietários tarimbados em mecânica é adaptar peças de outras marcas. A bomba de gasolina do Corsa ou o compressor do ar-condicionado do Gol geração 3, por exemplo, podem ser usados no lugar das originais. Mas certifique-se com as oficinas especializadas na marca quais são as adaptações possíveis.

Outro risco é comprar um Vitara/Sidekick que foi surrado em trilhas pesadas achando que está levando um jipinho que sempre rodou em asfalto lisinho. Na média, apenas 5% dos modelos cinco portas são usados na trilha. Portanto, se for um três portas, abra o olho. Procure riscos de pintura nas laterais e na capota, amassados sob a carroceria e sinais de lama no cofre do motor, nos bancos, na forração do teto ou nos cantos escondidos do interior.

E verifique sempre os equipamentos de série. Um Vitara de verdade tem ar-condicionado, direção hidráulica, travas e vidros elétricos e tração 4x4 com reduzida. Nem pense em comprar um dos raríssimos modelos sem direção hidráulica, ar-condicionado ou tração 4x4, todos grandes micos.

* Reportagem publicada na edição de julho de 2003
da revista QUATRO RODAS





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