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Carros | Usado do mês
Dodge Dakota
Setembro 2003

Dodge Dakota

Não se assuste com a aura de mico. A picape é um bom negócio para quem procura um belo desenho, conforto e robustez. Mas prepare-se para arcar com o preço alto de peças

Por Samanta Greghi / fotos: Ivan Carneiro
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ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Um comprador de Dakota se conquista pelos olhos. Basta um olhar para ele fechar o negócio. A imagem parece um exagero, mas, segundo os vendedores, não está muito longe da verdade. Seu estilo atraente e agressivo conquista qualquer dono de picape. Antes que você dê ouvidos aos boatos de que a Dakota é um mico porque a Chrysler deixou de fabricá-la no Brasil em abril de 2002, avisamos que a história não é bem essa. Hoje ter uma Dakota na mão é sinônimo de revenda rápida, especialmente as versões com cabine estendida - que podem levar até mais três passageiros na parte de trás desde que você seja magrinho e não se preocupe nem um pouco com conforto. Mas que dá para levar, dá.

No preço*, ela empata com a S10 e ganha da Ranger, além de dar de 10 a 0 quando o assunto é equipamento. Uma Dakota 3.9 V6 cabine estendida, de 177 cavalos, ano 1999, sai por 24200 reais*, já com airbag duplo, ar-condicionado, ABS na traseira e computador de bordo. A S10 De Luxe 4.3 V6 fica em 23900 reais, sem nenhum desses equipamentos nem o acabamento luxuoso. A Ranger XLT 4.0 V6 99 custa 27500 reais*. Todas na versão 4x2, já que nunca houve Dakota 4x4, uma das principais razões de ela ter deixado de ser fabricada. Outra vantagem da Dakota é a capacidade de carga de 1 tonelada, contra 750 quilos das outras duas.

Segundo donos e mecânicos, a Dakota tem outra grande virtude: detesta oficina. Raramente ela quebra. Mas, se isso acontecer, é bom estar preparado para receber a fatura. As peças são pelos menos 50% mais caras que as da Ranger. Seus donos, quando precisam fazer a manutenção básica, preferem comprar as peças em lojas de importação independentes e repassar para seu mecânico de confiança.
Seguro também não é a praia dela - como não é em qualquer picape. Seu seguro é avaliado em 4000 reais*, contra 3500 da Ranger e 2800 da S10.

Se ao atravessar a rua você achar uma Quad Cab (cabine dupla) à venda, feche negócio. Feita só em 2001, é uma verdadeira raridade. Com espaço para seis pessoas, é encontrada na versão 2.5 turbodiesel (52000 reais*), 3.9 V6 (44500 reais*) e 5.2 V8 (51500 reais*).

A procura é por potência e luxo? Fique com a R/T 5.2 V8, de 226 cavalos e câmbio automático. Bem cotada no mercado, traz grade na cor do veículo em vez de cromada, além de pneus mais largos, câmbio automático e CD player de série. A desvantagem é a capacidade de carga menor, de 750 quilos.

Para quem busca economia ou robustez para trabalho pesado, a turbodiesel (115 cavalos) é a mais indicada. Aliás, esse motor também não faz feio mesmo para quem gosta de velocidade, como mostrou o teste na edição de maio de 1999. "É um senhor motor diesel (...). A sua força pode ser comparada à de um motor V6 a gasolina. (...) Na hora de acelerar, o turbodiesel reage imediatamente. Para avaliar a resposta desse motor, QUATRO RODAS experimentou algumas arrancadas mais fortes. Quando se pisa firme no acelerador e se tira rápido o pé da embreagem, a Dakota chega a cantar os pneus - e continua cantando na troca da primeira para a segunda marcha, o que é raro numa picape com motor a diesel."

Atenção aos modelos básicos, como a Dakota 2.5 a gasolina (121 cavalos) cabine simples. Algumas não têm ar-condicionado de série e dão um trabalhão para revender. Na hora da compra, observe dois detalhes. A Chrysler nunca fez Dakota com bancos de couro. Mas a instalação fora da concessionária é um dos esportes preferidos de seus donos. Portanto, procure uma completinha, que não é difícil de achar. A mesma regra vale para protetor de caçamba, capota marítima e estribo. Nunca vieram de fábrica, mas os donos se incumbiram de equipá-las para você.

* Reportagem publicada na edição de agosto de 2003
da revista QUATRO RODAS






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