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Carros | Usado do mês
Toyota Corolla
Novembro 2003

Toyota Corolla

O aspecto é conservador, mas oferece conforto de primeira e excelente desempenho. E o melhor de tudo: é um verdadeiro cheque visado na hora de revender

Por Por Ricardo Lopes / fotos: Marcelo Spatafora
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Se você procura um carro usado e se preocupa principalmente com o estilo, certamente o Toyota Corolla antigo não é o seu carro. Mas, se na sua lista entram conforto, pouca manutenção e facilidade na hora da revenda, então é melhor conhecer mais sobre esse carro de ar comportado. Antes de tudo, é bom saber o quanto foi difícil encontrar pontos fracos no Corolla. Grandes reclamações, mesmo, só dos mecânicos: "Se fosse depender desse tipo de carro para viver, estava frito. Não quebra", disse um deles.

Se a manutenção é uma das grandes virtudes do Corolla, ao mesmo tempo pode se tornar um dos problemas. Nosso consultor técnico Fábio Fukuda explica que, por ter boa durabilidade, as peças são mais caras que a média da categoria. Por isso, não descuide das revisões periódicas. Para evitar esse tipo de encrenca, Fukuda dá a dica: "O mais comum é a falta das trocas de óleo. Para saber se todas foram feitas da maneira correta, é só verificar a tampa do óleo - na parte superior do motor - e ver se não tem borra lá dentro", explica. É fundamental, claro, conferir no manual do proprietário se foram realizadas todas as revisões obrigatórias.

Comparado aos seus concorrentes, o Corolla se sai bem. Na edição de fevereiro de 1999, a QUATRO RODAS fez um comparativo com seu maior rival, o Honda Civic. Apesar do empate técnico, a reportagem ressaltava algumas qualidades do Toyota: "Se você busca performance, desempenho, força no motor, o Corolla é campeão". Não é para menos. O motor 1.8 16V da Toyota tem 116 cavalos, 10 a mais que o 1.6 16V do Honda. O modelo ainda se dá bem quando o assunto é seguro, assim como o Civic. O preço médio é de 1700 reais* para um modelo 2000 - mais em conta que os 2300 reais* de um Vectra.

Outro detalhe importante são os acabamentos. Um puxador da maçaneta, que costuma quebrar com certa facilidade, custa cerca de 50 reais*. Porém o problema não é o preço e sim a dificuldade de encontrar esse tipo de peça nos estoques das concessionárias. Aliás, é justamente a rede autorizada uma das poucas reclamações dos consumidores. São apenas 88 pontos de assistência técnica* espalhados pelo Brasil, contra os mais de 500 da Volkswagen.

A versão mais procurada entre os consumidores é a XEi, que vem com ar-condicionado, duplo airbag, trio elétrico, roda de liga leve e CD player, tudo isso a partir de 20000 reais*. Tome muito cuidado com a versão XLi, na qual o ar-condicionado era um acessório. Por incrível que pareça, existem raros Corolla sem ar. Nem cogite a hipótese de levá-lo, senão é casamento na certa.

A versão SE-G é mais indicada para quem busca um sedã mais equipado, com freios ABS e bancos de couro.

Para quem trabalha com carros usados, o Corolla é um dos poucos modelos em que os avaliadores não encontram dificuldades na inspeção. "É um modelo que passa na mão de poucos donos, por isso não chega a ser malhado", afirma o vendedor Carlos, da concessionária Collection, de São Paulo.

Quem compra o Corolla costuma mesmo ficar um bom tempo com o carro. É o caso do comerciante Julio Sakoma, de Curitiba (PR). Ele possui um modelo 1999 desde zero-quilômetro. "Comprei o carro por achar durável. Ele está com 50000 quilômetros e parece novo", diz. Nos planos de Sakoma, o Corolla não sai da sua garagem por pelo menos mais dois anos.

Se a opção começou a ficar mais interessante, é bom ficar atento. Se encontrar um de que você goste, feche logo o negócio. Caso contrário, vai ser difícil encontrar outro. "No mercado de usados, é um dos poucos modelos que não encalham nos estoques. É como um cheque visado", diz o analista do mercado automotivo Renato Ferreira da Silva. "Para a situação atual, em que a venda de veículos não está fácil*, possuir um carro com venda garantida por um preço justo é o melhor negócio do mercado."

Não compre mico por lebre - Ao comprar um Corolla usado, prefira sempre o nacional, feito aqui a partir de 1998. O modelo importado é bom do ponto de vista mecânico, mas não faz sucesso no mercado. Não é raro uma loja empurrar um de 1998 como se fosse o brasileiro. Seja por má-fé ou ignorância, encontramos alguns vendedores jurando que o importado era o nacional. Identificá-lo é simples: tem faróis redondos, grade tipo colméia e, geralmente, cores berrantes. Apesar de barato (17700 reais, contra 20000 reais do nacional*), tem um motor 1.6 16V de 107 cavalos. Se encontrar um desses, é mico certo."

* Reportagem publicada na edição de novembro de 2003
da revista QUATRO RODAS





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