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Carros | Usado do mês
Jeep Cherokee
Agosto 2004

Jeep Cherokee

Um utilitário bom para a cidade, ótimo para o fora-de-estrada e melhor ainda para o bolso

Por Alexandre Ramos
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Depois do EcoSport, ter um carro mais reforçado para desafiar os buracos da cidade e encarar estradas de terra virou um desejo coletivo. Mais ainda se for um 4x4. Se você também sonha com seu 4x4, mas os 63600 reais* de um EcoSport 4WD estão além de seu orçamento, considere o Cherokee. É mais espaçoso, mais resistente e, o melhor, mais barato. Enquanto um Cherokee 4.0 V6 1998 custa 29500 reais*, seu rival direto, um Pajero 3.5 V6, sai por 43800.

O Cherokee passou a ser importado pela Chrysler em 1997, só com motor V6 4.0 e 177 cavalos - o mesmo da Dakota Sport nacional. Vinha com ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, rodas de liga leve, travas por controle remoto e sistema de som. O ABS chegaria em 1998 e, em 2000, os bancos de couro.

Disponível sempre com carroceria de quatro portas e tração 4x4, apresentava mecânica antiquada, porém robusta, como os eixos rígidos na dianteira e traseira, sem falar das linhas quadradas. Afinal, tinha o mesmo desenho desde seu lançamento, nos Estados Unidos, há 20 anos. Mesmo assim ainda é fácil de revender.

Entre as desvantagens estão o consumo elevado - na cidade faz uma média de 5,0 km/l - e as peças caras, apesar de não quebrar facilmente. Por isso a maior parte dos problemas está relacionada com a manutenção inadequada. Hermano Camanducci, gerente da autorizada Caltabiano, de São Paulo, explica o que acontece quando um mecânico inexperiente mexe no carro: "Para trocar o filtro de óleo do motor, é comum deslocar as varetas de circulação do fluido do câmbio automático para o lado. Assim, quando a suspensão trabalha, amassa esses tubos e causa problemas no câmbio".

A voz do dono - "É um modelo robusto e confiável. Com meu Cherokee Sport 99 equipado com câmbio automático, já passei por lugares que ninguém acredita. E o carro está inteiro. Com o câmbio automático fica mais fácil atravessar os piores trechos, mas é preciso ter cuidado com um módulo eletrônico que fica à frente do farol, na dianteira. Se entrar água nele, já era. Meu próximo passo é trocar meu Cherokee a gasolina por um mais novo, com motor a diesel. Pena que os modelos equipados com esse tipo de motor não tenham câmbio automático."
João Macedo Soares, 37 anos, Recife (PE)

Nós dissemos -"A versão automática conta ainda com uma vantagem inovadora: a caixa de transferência chamada de Select-Trac. Uma das posições do seletor de tração no câmbio, a 4 Part Time, faz com que o 4x4 seja acionado só em casos extremos. Um sistema inteligente que entra em ação automaticamente, conforme as condições do piso, como atoleiros e pistas escorregadias (...).
A estrutura monobloco, além de torná-lo mais leve e menos ruidoso, permitiu elaborar uma boa relação entre altura livre do solo e distância entre eixos."
QUATRO RODAS, Agosto de 1997

UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA - Se você encontrar um Cherokee só com duas portas, não se trata de ilusão de óptica. Eles são raros, mas existem. Foram trazidos por importadores independentes, embaixadas ou pessoas que moravam fora do país. Em geral são mais antigos, com
a grade dianteira cromada, além de detalhes como rodas, motorização e forrações diferentes das versões importadas oficialmente. E há ainda um caso bem especial: carros importados já usados, uma prática que foi comum em meados dos anos 90. Para estes há uma armadilha. Alguns foram licenciados sob liminar da Justiça. Se ela for cassada - e isso pode acontecer a qualquer hora -, o veículo deve ser confiscado pela Receita Federal. Portanto, cuidado com os Cherokee não importados oficialmente.

* Reportagem publicada na edição de agosto de 2004
da revista QUATRO RODAS





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