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Carros | Usado do mês
Astra Hatch
Setembro 2004

Astra Hatch

Um bom passo para quem quer sair do carro popular

Por Alexandre Ramos
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

O Astra Hatch é uma espécie de dona Flor divida entre seus dois maridos. Vive assediado por dois pretendentes distintos: de um lado, o dono de popular que está prestes a subir na vida. Do outro, o que quer trocar o carro grande mais antigo por outro um pouco menor e mais novo. Consumado esse casamento, não faltam elogios, especialmente ao desempenho e ao bom valor de mercado. O que também atrai seus pretendentes é o seguro baixo. Enquanto o do Astra 1.8 2001 sai por 1500 reais, o do Golf 1.6 equivalente fica em 3500 reais.

O Astra Hatch começou a ser produzido no Brasil em 1998, só com duas portas. Tinha duas versões de acabamento, GL e GLS, e três motores: 1.8 (110 cavalos), 2.0 8V (112) e 2.0 16V (128). Mais equipado, o GLS vinha com trio elétrico, rodas de liga, direção eletroidráulica e faróis de neblina. Para 2001, todos passaram a contar com o repetidor de pisca nos pára-lamas dianteiros. E o GL finalmente ganhou calotas e conta-giros, duas reclamações dos compradores. Em 2002 a GM criou a versão top CD. Em 2003, a linha Astra sofreu sua grande reestilização e ganhou a opção de quatro portas.

Mas, como em todo casamento, sempre há as pequenas brigas. Entre elas, o alto consumo e o acabamento, que exagera nas peças de plástico e acaba provocando excesso de ruído interno. A falta das quatro portas é outra briga antiga. Os donos consideravam a porta do Hatch pesada e grande - um problema na hora de abrir em vagas apertadas. E haja braço para alcançar o cinto lá atrás.

Na hora de dizer "sim", não vacile e escolha o GLS 2.0. É fácil de encontrar e vende rápido, ainda mais na configuração adorada pelo mercado, com direção hidráulica e ar-condicionado.


A voz do dono - "Estou satisfeito com meu Astra GLS 2.0 1999, que já está com 67000 quilômetros. Mas no primeiro dia ele me deixou na mão, porque a fechadura do porta-malas parou de funcionar.
Eu levei à concessionária e resolveram logo. Seu maior problema mesmo é
o consumo de combustível. Desde que era zero-quilômetro eu acho que ele gasta muito. Faz cerca de 8 km/l na cidade e 10,5 km/l na estrada."
João Aparecido de Souza, 33 anos, Maceió (AL)

Nós dissemos - "Se você pensou que os 132 cavalos da nova versão HGT do Brava pudessem fazer frente na pista aos 128 cavalos do Astra GLS, enganou-se. (...) A ponta ficou naturalmente com o carro da Chevrolet: o mais rápido nas acelerações e na maioria das retomadas. Mas essa esportividade do Astra cobra um preço do consumidor: a suspensão e os comandos, como a embreagem, são um pouco duros para o dia-a-dia."
Quatro Rodas, Maio de 2000

Um belga entre nós - Não é raro ouvir um cliente surpreso ao descobrir que o primeiro Astra não era nacional. Importado só em 1995 da Bélgica,
o GLS 2.0 quatro portas era uma versão feita para o Brasil - lá fora usava-se o motor 1.8. Considerado caro na época, até que vendeu bem no mercado nacional, pois era bem acabado, confortável e trazia de série itens como encostos de cabeça para quatro ocupantes, conta-giros e limpador e desembaçador traseiro. Nos mais equipados, havia até ar-condicionado e airbag. Mas a falta de peças e a manutenção cara de alguns componentes prejudicaram sua imagem no mercado de usados, onde hoje custa entre 10000 e 12000 reais.

* Reportagem publicada na edição de setembro de 2004
da revista QUATRO RODAS





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