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Carros | Usado do mês
Chrysler 300C
Junho 2011

Chrysler 300C

Indiscreto e cheio de personalidade, o enorme sedã satisfaz quem busca potência sem perder o custo-benefício

Por Felipe Bitu
Lista de matérias por data:

TAMANHO DA LETRA  

Porte, presença e potência: são esses os atributos mais valorizados por quem deseja ocupar a garagem com um grande sedã familiar. Se a indiscrição não for um problema, a escolha fica fácil: o Chrysler 300C. Seu estilo marcante adota proporções cuidadosamente elaboradas de forma a jamais causar indiferença em quem o observa: linha de cintura alta, teto baixo e enormes rodas de aro 18. Com 5 metros de comprimento e quase 2 de largura, o enorme sedã jamais passa despercebido.

Outro detalhe incomum de sua personalidade é resultado das soluções técnicas empregadas em seu projeto, com destaque para a combinação dos grandes motores Chrysler a componentes Mercedes-Benz (como câmbio e suspensão). O resultado praticamente redefiniu o padrão de comportamento dos sedãs americanos: rodar macio, porém estável, transmitindo segurança em qualquer condição.

O 300C chegou ao país no fim de 2005, com um V8 Hemi de 5,7 litros e 340 cv. Esse motor surpreende alguns de seus proprietários pelo consumo relativamente baixo para um veículo de quase 2 toneladas (médias de 6 km/l de gasolina na cidade e 10 km/l na estrada). Mérito do sistema MDS, que desliga metade dos cilindros em situações específicas.

O requinte sugerido pelas linhas e pelo desempenho era correspondido pelo pacote de série, que trazia teto solar, bancos de couro com aquecimento e memória, apliques de alumínio e madeira no interior, ar-condicionado dual-zone, sensores de estacionamento, central multimídia e ajuste elétrico de pedais. ABS com ESP, airbags adptativos, side-bags e airbags do tipo cortina complementavam a segurança.

Em 2007 surge a versão SRT8, com um V8 ainda maior (6,1 litros e 431 cv), suspensão mais baixa e enormes discos de freio Brembo para controlar rodas de aro 20. Para aumentar sua participação no segmento, a versão V6 de 3,5 litros (259 cv) chegou no ano seguinte, suprimindo alguns itens de série, como teto solar e pedais reguláveis. No mercado, o mais procurado é o V8, que tem o consumo mais equilibrado (o V6 bebe demais para o que anda e o SRT8 é um enxugador de tanques).



FUJA DA ROUBADA

Cuidado com o grande número de unidades de 300C que vieram pelos importadores independentes, que em geral não seguiram um plano de manutenção específico. Exija o manual com a revisão carimbada nos carros trazidos pela Chrysler. 



NÓS DISSEMOS...
Novembro de 2004



"Ao volante, o 300C se comporta como um autêntico carrão americano. A suspensão é macia e a direção leve. Ele roda com tanta suavidade que, no primeiro contato, torna-se difícil perceber a velocidade. (...) Ao contrário da maioria de seus macios conterrâneos, o 300C é surpreendentemente estável. (...) A posição de dirigir é interessante. O motorista de altura mediana fica com a linha de cintura do carro acima dos ombros. Mas isso não atrapalha a visibilidade nem torna difícil perceber as dimensões externas da carro."



PREÇO DOS USADOS

5.7 V8
2005:
86 487
2006: 97 063
2007: 101 501
2008: 114 522
2009: 134 438

3.5 V6
2005:
-
2006: -
2007: 88 703
2008: 96 558
2009: 108 455



PREÇO DAS PEÇAS

Amortecedor dianteiro (cada um)
Original:
1305

Pastilhas dianteiras (jogo)
Original:
1130

Pastilhas traseiras (jogo)
Original
: 794

Farol dianteiro (cada um)
Original:
5102

Lanterna traseira (cada uma)
Original:
1556

Para-choque dianteiro
Original:
8105



PENSE TAMBÉM EM UM...
Audi A4



Se você aprecia o rodar macio do Chrysler 300C mas não abre mão de uma eventual tocada esportiva, considere a sobriedade germânica do Audi A4. Sua transmissão continuamente variável (CVT) Multitronic aproveita ao máximo a excelente elasticidade do motor V6 de 3,2 litros de 269 cv, com oito marchas virtuais de escalonamento bem próximo, que mantém o motor sempre aceso. E o sistema Audi Drive Select permite três modos distintos de comportamento de motor, câmbio, direção e suspensão. E a tração integral Quattro garante sempre a melhor distribuição de potência entre as quatro rodas.



ONDE O BICHO PEGA



Coluna de direção: É comum um ruído ao esterçar o volante, devido à má lubrificação no acoplamento da coluna de direção - a coifa se solta e a graxa vaza. A Chrysler não vende o acoplamento em separado, obrigando o dono a pagar cerca de 4 500 reais por uma coluna nova. Compre a peça num importador independente e confie o serviço a um especialista.

Assoalho: Coloque o carro em um elevador e procure por avarias na parte de baixo do carro, pois é comum raspar o assoalho do 300C em lombadas e rampas de garagem.

Suspensão dianteira: Não é raro o desgaste das buchas de apoio da barra estabilizadora, que aumenta a rolagem da carroceria e gera ruído. O serviço fica em torno de 300 reais.

Conversor de torque: O dreno do ar-condicionado pinga água bem sobre a transmissão, contaminando o fluido através do selo de vedação da vareta de medição, causando danos ao conversor de torque. A solução é aumentar o dreno e direcioná-lo para que fique ao lado da transmissão, vertendo água condensada diretamente no solo.

Pastilhas de freio: Muito exigidas em qualquer carro com transmissão automática, no 300C elas sofrem desgaste acentuado em virtude do seu elevado peso e do desempenho acima da média. Uma revisão completa do sistema custa em torno de 2 500 reais.



A VOZ DO DONO



"Este carro não tem similar no mercado: bonito, elegante, espaçoso, confortável, com muitos itens de conveniência e oferece um desempenho excepcional sem penalizar demais o consumo. Críticas apenas à interface do computador de bordo, ao desgaste acentuado das pastilhas de freio e aos altos preços da rede autorizada."
Daniel Castelo Branco, 30 anos, empresário, São Paulo (SP)

O QUE EU ADORO

"Muito espaçoso e confortável, ele apresenta um desempenho fantástico e o consumo é próximo ao do Citroën C4 do meu filho."
Vinicius Manfrini, 51 anos, empresário, Indaiatuba (SP)

O QUE EU ODEIO

"O 300 C é muito baixo, raspa em qualquer lombada ou valeta e o motor exige 6,5 litros de óleo sintético a cada 6 000 km."
Alexandre Mendes Branco, 37 anos, empresário, Ituverava (SP)






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