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Carros | Usado do mês
Chevrolet Blazer
Abril 2011

Chevrolet Blazer

Mesmo após 15 anos no mercado, o SUV ainda marca presença pelo porte, manutenção e desempenho a baixo custo

Por Felipe Bitu
Lista de matérias por data:

TAMANHO DA LETRA  

É fácil entender o sucesso de modelos produzidos por mais de dez anos sem grandes mudanças: eles são a opção natural de quem é avesso a novidades, quem aprecia produtos tradicionais, já consolidados no mercado. E, quando falamos em utilitário esportivo tradicional, poucos superam o sucesso da Blazer. Derivada da homônima americano, a nacional foi lançada em 1995. O desenho (exclusivo da nacional) combinava a robustez da picape S10 (com quem compartilha a estrutura) com a conveniência de um automóvel. Mas é essa versatilidade que complica a compra: em 15 anos, foram seis versões, sete motores e duas opções de tração. Por isso o ideal é focar nos modelos topo de linha (caso da Executive) ou no melhor custo-benefício (vantagem para a 2.4 ).

Apresentada em 1997, a Executive 4.3 V6 se caracterizou pelo requinte do estofamento de couro, apliques imitando madeira em portas e console e banco do motorista elétrico. Oferecida até 2003 como 4x2 e 4x4, é procurada por quem não se importa com o consumo alto (em geral o dono instala depois um kit GNV) e faz questão do conforto do câmbio automático de quatro marchas. Seu preço varia de 18 000 a 30 000 reais, dependendo do ano e da conservação.

A partir do modelo 2004, a Executive vem só com 4x4, câmbio manual e um eficiente motor MWM Sprint 2.8 turbodiesel, que era usado nas versões inferiores. A nova motorização oferecia torque e potência para embalar a Blazer com desenvoltura e sem sacrificar o consumo. O motor ganhou tecnologia common-rail em 2006 (e a potência saltou de 132 para 140 cv) e hoje desfruta de boa liquidez no mercado, podendo ser encontrada a partir de 52 000 reais.

Mas o melhor custo-benefício fica na 4x2 com motor 2.4, que estreou na linha 2001, com 128 cv e 21,9 mkgf, um grande avanço sobre o fraco 2.2 até então. Ela ganhou fôlego extra no modelo 2007, quando virou flex (141/147 cv). A 2.4 a gasolina pode ser encontrada a partir de 27 000 reais (2001), enquanto a 2.4 flex custa 37 500 reais (2007). Quase todas trazem direção hidráulica, ar-condicionado e freios ABS nas rodas traseiras, sendo que os principais opcionais são ABS na dianteira, trio elétrico e airbags.

 



FUJA DA ROUBADA

Para amenizar o custo do alto consumo, é comum a instalação de GNV nas Blazer 2.4 e 4.3 a gasolina - às vezes até nas 2.4 flex. Cheque a qualidade da instalação (evite veículos com furos na carroceria) e o estado do filtro de ar, que pode explodir com o uso incorreto devido ao refluxo do gás na partida. Um bom mecânico pode ajudar.

 

 



NÓS DISSEMOS
Junho de 2000

 



"A versão DLX 4x4 acaba de trocar de motor. Substituiu o Maxion 2.5 turbodiesel com intercooler pelo MWM Sprint 2.8. Resultado: a potência subiu de 95 para 132 cv, e o torque cresceu de 22,4 para 34 mkgf. (...) Mudar da tração traseira (4x2) para a integral (4x4) é fácil. Ainda que o sistema não entre automaticamente, como no Toyota RAV4, basta apertar um botão no painel para acioná-lo, mesmo com o bruto em movimento. Só na hora de engatar a marcha reduzida é que o carro precisa estar parado. (...) No asfalto, o utilitário faz jus ao adjetivo esportivo, com força nas ultrapassagens e nas retomadas."

 



PREÇO DOS USADOS (EM MÉDIA)

Executive
2001:
28 830
2003: 32 640
2005: 57 338
2007: 64 354
2009: 81 332

2.4
2001:
27 430
2003: 29 791
2005: 32 755
2007: 37 593
2009: 45 283

 

 



PREÇO DAS PEÇAS

Para-choque dianteiro
Original:
450
Paralelo: 299

Farol completo (cada um)
Original:
673
Paralelo: 560

Amortecedor diant./tras (cada um)
Original:
224/242
Paralelo: 199/230

Retrovisor (cada um)
Original:
569
Paralelo: 310

Disco de freio (cada um)
Original:
1 153
Paralelo: 200

Pastilhas de freio (par)
Original:
275
Paralelo: 230

 

 



PENSE TAMBÉM EM UM...

Jeep Grand Cherokee Limited

Único utilitário esportivo nacional, a Blazer competia na sua estreia com os importados, em especial o Grand Cherokee. Dotado de eixo dianteiro rígido e sistema de tração inteligente Quadratrac (capaz de enviar toda a força do motor para uma única roda em contato com o solo), ele se sai muito melhor no fora de estrada - e também dentro dela, graças à força do motor V8 na versão Limited. Se o elevado consumo for um problema, a versão Laredo traz um motor turbodiesel Mercedes de ótimo desempenho. Mas nos dois casos o custo de manutenção e de peças é bem mais alto.

 

 



ONDE O BICHO PEGA

 



Suspensão dianteira:
Desgaste de buchas e batentes e folgas em pivôs e terminais de direção são uma fonte constante de ruídos e afetam diretamente o alinhamento da direção. Apesar de robusta, a Blazer é um carro pesado e requer mais cuidados nas versões com motores mais fortes (MWM e V6).

Bomba de gasolina: Calcanhar de aquiles do motor 4.3 V6, chegou a ser alvo de recall da GM. O uso de combustível adulterado é uma das principais causas de falhas. A substituição da bomba com a mão de obra fica em torno de 1 300 reais.

Limpador de para-brisa: São frequentes os casos de ruptura das soldas do circuito integrado, causada pela vibração excessiva do conjunto. É trabalho simples, mas exige a intervenção de um especialista ou a substituição da placa, o que custa em torno de 90 reais.

Ar-condicionado: Verifique sempre a capacidade de refrigeração do ar-condicionado, pois a Blazer apresenta problemas crônicos em alguns componentes, em especial o compressor. Para solucionar o problema, muitos proprietários optam por um compressor de outro fabricante.

Eixo cardã: Ruídos estranhos e trancos nas trocas de marcha são um indício claro de juntas universais comprometidas. Fique atento também para vibrações indesejadas, que só podem ser corrigidas com o balanceamento do conjunto.

 



A VOZ DO DONO

 

"Gosto muito da Blazer Executive pelo conforto e desempenho. Os bancos de couro são muito aconchegantes, há espaço de sobra para os passageiros e bagagem e o motor V6 transmite muita segurança em ultrapassagens. O único defeito do carro é o elevado consumo, inviável para quem usa o carro no dia a dia."
Mirella Valesi, 26 anos, empresária, São Paulo (SP)

O QUE EU ADORO
"Adoro a relação custo-benefício da 2.4. Pelo preço você não encontra nada que ofereça tanto espaço e segurança. O desempenho é bom e o consumo é melhor ainda para seu tamanho."
Rogério Marchezini, 52 anos, comerciante, Santo André (SP)

O QUE EU ODEIO
"A suspensão traseira pula demais, lembrando que ela não é de carro de passeio e sim de utilitário. A manutenção não é cara, mas por ser a diesel o seguro é alto."
Leandro Nóbrega, 32 anos, ferramenteiro, São Caetano do Sul (SP)






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