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Carros | testes
Nissan March 1.0S
Outubro 2011

Nissan March 1.0S

O primeiro popular japonês é esperto na cidade e vem com airbag de série, mas cobra a conta na hora de abastecer

Por Péricles Malheiros | fotos: Christian Castanho
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TAMANHO DA LETRA  

A Nissan decidiu entrar na zona mais quente do mercado de automóveis no Brasil, a dos 1.0. Madura, a categoria que nasceu em 1990 com o Mille vem se transformando. Os modelos básicos continuam existindo, mas são os 1.0 equipados a bola da vez. O Nissan March 1.0 atacará em duas frentes: uma versão popular, que abre mão até de sobrenome próprio (se chamará apenas 1.0), e a 1.0S, preparada para brigar no andar superior. É esta segunda que levamos para uma avaliação completa em Limeira e para um test-drive da vida real, em meio ao trânsito de São Paulo.

À primeira vista, o desenho do March não transmite a impressão de modernidade. Os volumes da carroceria são arredondados, diferentes da radicalidade dos vincos definidos e retos de rivais como Gol, Uno e Picanto. O teto exibe dois grandes relevos em forma de U. Segundo a Nissan, além de conferir personalidade ao desenho, a medida tem efeito aerodinâmico (o coeficiente é de 0,32) e reforça a chapa do teto, permitindo o uso de uma placa de menor espessura e peso. A "aba superior" da tampa traseira e os ressaltos do capô, bem como a grade frontal bipartida, também têm a missão de dar fluidez ao ar cortado pelo carro em movimento.

Um March como o que foi cedido pela Nissan sai por 34110 reais - 33390 reais do 1.0S básico mais 720 reais da cor metálica Laranja Califórnia. Além da pintura, o único opcional é um pacote com rodas de liga leve e pneus 175/60 R15 em substituição às rodas de aço com calotas e pneus 165/70 R14. O preço oficial não foi divulgado, mas estima-se que fique em torno de 700 reais. Haverá ainda uma linha de acessórios que poderá ser adquirida diretamente nas concessionárias: serão adesivos de carroceria e kits de conveniência (travas e vidros elétricos e alarme), segurança (antiesmagamento dos vidros elétricos e alarme), áudio (rádio com USB, dois alto-falantes e gaveta porta-objetos) e esportivo (spoilers dianteiro e traseiro, saias laterais e aerofólio).

O grande destaque é o airbag duplo de série em todas as versões. Ou seja, você poderá encontrar um March 1.0 (cujo preço começa em 27 790 reais) com as bolsas de ar, mas sem calotas nas rodas, limpador traseiro, tecido nas portas e, pior, sem comando interno manual para fazer o ajuste dos retrovisores externos. Por um problema de fornecimento de peças no México, onde será produzido ao lado de Tiida e Sentra, os primeiros March não terão ABS sequer como opcional. Segundo Carlos Murilo Moreno, diretor de marketing da Nissan, "a situação será normalizada nos primeiros meses de 2012".

O DNA Nissan
O March é um Nissan genuíno: não encanta, mas conquista. Por dentro e por fora, nada se destaca, mas o conjunto é convincente. Painel e forrações de porta são bem montados e feitos com plástico agradável ao toque e ao olhar: a superfície não é áspera demais e o brilho não incomoda os olhos. A vida a bordo é favorecida por itens como o console central, que se estende do painel até a região traseira, o volante com boa empunhadura e os bancos com abas laterais destacadas no assento e nos encostos, para conferir boa sustentação ao corpo do motorista e passageiro.

Na pista, o March revelou números expressivos de aceleração, mas não de consumo. Com relação das marchas iniciais (primeira, segunda e terceira) muito curta, fica evidente a opção da Nissan por um acerto voltado para a agilidade nas acelerações, em detrimento das retomadas de velocidade nas marchas mais altas (quarta e quinta). O convívio com o carro na cidade revelou na prática o que foi antecipado na pista: o March é insuperável por seus pares nas saídas de semáforo, mas chega a ser cansativo de tanto que exige trocas de marcha. Basta um descuido e o quatro-cilindros 1.0 flex do Nissan - o mesmo que a Renault aplica no Clio - está berrando acima de 4 000 rpm. Se o consumo na cidade é comprometido pela facilidade com que o câmbio leva o giro às alturas, na estrada o apetite voraz é culpa do motor de concepção antiga, sem recursos como comando variável de válvulas.

Com calibragem mais firme de molas e amortecedores, a suspensão transmite segurança sem deixar o conforto de lado. A assistência elétrica da direção é variável para garantir leveza nas manobras e o peso ideal em velocidade.

Agora é hora de o March confrontar a concorrência. Vire a página e veja como o pequeno da Nissan se sai diante de Gol, Uno e Picanto.





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