Seu comparativo
TOP 10 QR
Os carros mais procurados da semana no site Quatro Rodas
  • Novo Sandero
  • Vezel
  • Novo Fox
  • Duster
  • HB 20
  • Golf
  • Novo Ka
  • Corolla
  • Civic
  • Saveiro cab dupla
  • | A-Z |
Newsletter
Assine a Newsletter QUATRO RODAS
PUBLICIDADE
Carros | testes
Nissan Livina
Abril 2009

Nissan Livina

Como quem não quer nada, ela chega espaçosa, recheada de equipamentos e de olho no público de Meriva e Idea

Por Péricles Malheiros | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Enfim, a Nissan inicia a produção do seu primeiro carro de passeio no Brasil – Sentra e Tiida vêm do México. E cabe à minivan Livina a honra de dividir espaço com a Frontier em São José dos Pinhais (PR). Mas fora das paredes brancas da fábrica paranaense a Livina terá mais dificuldade para se encaixar. O radar da Nissan, segundo ela própria, buscará atingir muito mais Fiat Idea e Chevrolet Meriva que o afamado Honda Fit.

>> Clique e assista ao vídeo com a Nissan Livina

Focada e despretensiosa, a Livina se apresenta agora de maneira formal – no fim do ano passado, deu as caras no Salão do Automóvel. Chega com duas opções de motor, 1.6 e 1.8, ambas 16V flex. Quem optar pela motorização menor fica também com o câmbio manual. Quem partir para a maior leva a caixa automática. Qualquer que seja a opção, há duas variantes: básica (sem sobrenome específico) e SL, mais completa. E aí começa uma confusão no organizado mundo das minivans. Fit, Meriva e Idea têm versões de entrada 1.4 e são exatamente elas que sustentam o maior volume de vendas – na média, 60%, contra 40% de 1.8 (1.5, no caso do Fit). Há também uma diferença de porte da Livina: em comprimento, por exemplo, tem 4,18 m, contra 3,93 da Idea e 4,04 da Meriva. Seu 1.6 16V tem 108 cv (com álcool), pouco menos que o 1.8 da concorrência, com 114 cv. A própria Nissan projeta um mix de venda de 35% só para a versão de entrada, 1.6 manual. Por que, então, não testamos essa configuração mais em conta? Simples: porque a Nissan só disponibilizou para teste a versão topo-de-linha, a SL 1.8 16V automática.

Com o visual comportado típico de produto Nissan, a Livina não tem um design empolgante. A grade cromada (cinza nas versões de entrada) remete ao Murano e é o elemento estético mais agressivo do carro. Também como um genuíno Nissan, a Livina deixa para impressionar no dia-a-dia. A suspensão é ótima: confortável e silenciosa na buraqueira de nossas ruas e firme nas curvas. Apesar de pesada (1 193 kg), acelera (0 a 100 km/h em 11,1 s) e freia (120 km/h a 0 em 61,4 m) com competência de sedã. De acordo com a Nissan, a apenas 2 400 rpm o câmbio automático de quatro marchas (a quarta é overdrive, para diminuir ruído e consumo na estrada) extrai 90% dos 17,5 mkgf de torque do motor. A direção elétrica e os grandes retrovisores externos facilitam as manobras. No entanto, é bom escolher vaga na rua com critério, pois a Livina é maior do que aparenta – é 1 cm mais comprida que a Renault Scénic, para ter uma ideia. Ainda esse ano, estreia uma carroceria alongada, para transportar até sete pessoas.


Design é atual, mas está longe de ser arrebatador

A versão testada, SL, vem com ar, direção, trio elétrico, airbag duplo, som, ABS, alarme, câmbio automático etc. Sim, os itens mais valorizados já estão incluídos no preço de 56 690 reais, mas alguém aí poderia explicar por que não há regulagem de altura do banco do motorista e dos cintos de segurança?

Em acabamento, a Livina convence: os plásticos são agradáveis ao toque e bem encaixados. Essa boa qualidade denuncia deslizes como a tampa do airbag do passageiro, em tom diferente do do painel, e o carpete rígido na tampa do porta-malas, sem moldura. O espaço para bagagens, diga-se, é o maior da categoria, com 449 litros de volume – Meriva, Fit e Idea levam, respectivamente 390, 384 e 380 litros.

O tanquinho do sistema de partida a frio ganhou posição inusitada na Livina: na base do para-brisa, à direita. Se por um lado essa localização torna desnecessário abrir o capô, por outro aumenta o risco de danos à pintura por derramamento acidental – justamente no capô, o cartão de visita de qualquer carro. Mário Furtado, gerente de marketing da Nissan, discorda, mas não totalmente: “Sabemos que há, de fato, o risco de cair algumas gotas de gasolina durante o abastecimento do subtanque. Mas, mesmo que ocorra, atingirá a grelha plástica”. Ainda que o dono da Livina dê essa sorte, plástico também mancha.

Para encorajar os consumidores a migrarem para a Livina, a Nissan oferece a garantia de três anos e o seguro por um ano por 999 reais (para a capital paulista), podendo variar em função do perfil e do endereço do contratante. Em se falando de seguro, discrição é uma virtude. E que tem (bom) preço.


OS RIVAIS

Idea 1.8 HLX

Com 3,93 m, a minivan da Fiat é menor e menos espaçosa que a Meriva e a Livina.

Meriva 1.8 Premium

Oferece a opção do sistema Easytronic, de acionamento automatizado do câmbio.


DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A direção elétrica é leve, os freios têm ABS, EBD e BAS e a suspensão tem acerto perfeito entre performance e conforto.

MOTOR E CÂMBIO
Com boa sintonia, motor e câmbio formam uma dupla eficiente, mas falam alto demais.

CARROCERIA
Não espere elogios de desconhecidos ao andar numa Livina: na rua, passou praticamente despercebida.

VIDA A BORDO
A cabine é espaçosa e bem acabada, mas não há regulagem de altura para o banco do motorista e cintos de segurança dianteiros.

SEGURANÇA
Equilibrada, a minivan tem dirigibilidade de um carro de menor porte. ABS e airbag para o passageiro só estão disponíveis na SL.

SEU BOLSO
Garantia de três anos e preço de seguro atraente são boas ferramentas de trabalho para a Nissan. O preço da SL, topo-delinha, é meio salgado.


VEREDICTO

Se você quer uma minivan discreta e bem equipada, considere a Livina. No entanto, se o carro for compartilhado por pessoas de estaturas distintas, lembre-se de que não há regulagem de altura nem do banco do motorista nem dos cintos de segurança.