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Carros | testes
Mercedes-Benz CLS 350
Junho 2012

Mercedes-Benz CLS 350

Em sua segunda geração, ele preserva a beleza, mas é menos ousada que sua antecessora

Por Ulisses Cavalcante | fotos: Marco de Bari
Lista de matÉrias por data:

TAMANHO DA LETRA  

Andar no CLS é como ir ao escritório sem sapatos. Você sabe que está descalço e as pessoas veem seus pés à mostra. Mas certamente alguém irá comentar o óbvio: "Ei, você está descalço". Ainda que ninguém diga nada, no mínimo você chamará atenção. Entretanto, poucas coisas são tão confortáveis como ficar descalço. Da mesma forma, poucos carros atingem tamanho nível de conforto. E poucas são as pessoas que têm a oportunidade de comprar um CLS. Mais precisamente, 170 000 felizardos desde 2004, quando a Mercedes lançou o modelo, criando o segmento de cupês de quatro portas. A missão do novo cupê, portanto, é avançar em tecnologia e supercar a concorrência, que não tirou os olhos do quintal estrelado alemão, como o Audi A7, Volkswagen Passat CC ( rebatizado apenas como CC), Jaguar XJ e o novissímo BMW Série 6 Gran Coupé.

Um dos méritos do cupê é oferecer ao comprador a chance de não parecer conservador, sem que ele precise abrir mão da tradição de um Mercedes. A marca recheou seus modelos de tecnologia, mas não abandonou certas diretrizes, como a tração traseira e alguns comandos anacrônicos, como o pedal para acionar o freio do estacionamento e a alavanca para liberar as travas.

A segunda geração do CLS tem praticamente toda a tecnologia que a marca de Stuttgart oferece. A blindagem de fábrica contra críticas deixa pouco espaço para encontrar deslizes. Em resumo, oferece esportividade, conforto, estilo e muito desempenho, mas tudo isso o Classe E também tem. Aliás, o CLS é baseado no sedã, o que explica as semelhanças tecnológicas e mecânicas. Então, o que leva os endinheirados a preferirem o CLS ao Classe E é o fato de eles não se importarem em parecer descalços aonde quer que forem. Não fosse isso, não faria sentido pagar 35000 reais a mais por um carro pouco prático, capaz de carregar um ocupante a menos, menos espaçoso no banco de trás, mas dono de um estilo arrebatador, suficiente para afastar toda a formalidade desnecessária que o Classe E pode sugerir aos olhos de terceiros.

Sobre as linhas, passou a adotar o design inspirado no SLS, o que não necessariamente é bom. Ao tornar o design de seus carros tão homogêneo, como fez a Hyundai, a Mercedes corre o risco de eliminar a personalidade de cada modelo. Algo que, em2004, o CLS tinha desobra. O CLS 2012 ganhou agressividade e músculos, reduzindo o apelo feminino de seu antecessor. Ficou bonito, mas não tem o mesmo impacto inovador de oito anos atrás.

De lá para cá, a Mercedes dominou a arte de embutir tecnologia em seus carros, com interface fácil de usar. Houve redução na quantidade de comandos no painel. Por exemplo, não há botão para desligar o controle de estabilidade. É possível desativar o ESP pelo botão direcional instalado no volante e visualizar seus comandos na nova tela digital de cristal líquido, no centro do velocímetro.

O interior parece ter sido esculpido em torno do motorista, totalmente forrado de couro. O acabamento é bem feito e atinge a perfeição. O ajuste elétrico da coluna de direção permite regulagens milimétricas. Os bancos também contam com ajustes elétricos, memória e aquecedor, além de um sistema de regulagem pneumático que molda as laterais, a borda do assento e a região lombar do encosto.

O Mercedes tem porte de canoa e agilidade de jet ski. Mesmo com 4,94 metros de comprimento, é dócil nas manobras por obra da direção de relações variáveis e dos precisos sensores de estacionamento. Quanto mais o motorista gira o volante, mais rápido é o movimento das rodas. Mas o principal truque para tanta saúde está debaixo do capô.

O novo 3.5 V6 prima pela eficiência. Partindo do zero, levou os 1 735 kg do cupê a 100 km/h em meros 6,7 segundos em nosso teste. Quando a pressa não estiver nos seus planos, poderá rodar 13,5 km gastando apenas 1 litro de gasolina. Embora pareça estar acima do peso, a marca se esforçou no regime do carrão. A porta sem molduras para os vidros é de alumínio, medida que economizou 24 kg do total.

Segurança merece um capítulo à parte. A lista inclui dez airbags, controles de tração e estabilidade, também uma tabela longa de recursos. O Attention Assist detecta sinais de cansaço e dá alertas no painel. O Pre-Safe "percebe" a iminência de risco e toma providências para proteger os ocupantes, como aumentar a tensão nos cintos. Por aqui, não estão disponíveis alguns recursos, como o Lane Keeping Assist, que ajuda a manter o carro dentro da faixa. Caso os 306 cv lhe pareçam insuficientes, pode experimentar o 63 AMG, de 525 cv.



DIREÇÃO, FREIO
E SUSPENSÃO


Direção elétrica tem calibração irrepreensível. Freios têm performance dentro da média do segmento e a suspensão tem regulagem esportiva.
★★★★★

MOTOR E CÂMBIO


Conjunto à prova de críticas, trabalha em silêncio e garante bom desempenho sem abusar no consumo de gasolina.
★★★★★

CARROCERIA


Visual sempre foi o forte do CLS e não é diferente na segunda geração, embora o modelo de 2004 tenha sido mais inovador.
★★★★

VIDA A BORDO


Com um pouco de exagero, dá para torcer que haja trânsito no caminho, só para curtir o conforto da cabine. E isso vale para qualquer um dos quatro assentos.
★★★★★

SEGURANÇA

Carrega quase todos os recursos tecnológicos que a Mercedes oferece. É uma referência no setor.
★★★★★

SEU BOLSO


Preço salgado realça
a exclusividade de um carro feito para poucos. Quem tentar pensar em custo-benefício dificilmente optará pelo CLSemvezdoE350.
★★★



OS RIVAIS


Audi A7



A Audi seguiu os passos da rival para não ficar de fora de um segmento em ascensão, mas não obteve tanto sucesso.

BMW Série 6 Gran Coupé



Demorou oito anos para mostrar um concorrente para o CLS. Carrega 5 pessoas e tem motor 3.0 de 320 cv.



VEREDICTO

É um carro irrepreensível, mas nem por isso é o melhor veículo que você pode levar por tanto dinheiro. Não serve para ser o principal veículo da família. Quem está à procura de um certamente irá optar pelo Classe E. Considere também o Jaguar XF 5.0 V8.

>> Confira aqui a Ficha Técnica do carro





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