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Carros | testes
Mercedes-Benz E 350
Setembro 2009

Mercedes-Benz E 350

Será difícil ficar sonolento ao volante do novo Classe E, mas se isso acontecer, ele te convida a relaxar um pouco

Por Paulo Campo Grande | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

É pelo olhar que se reconhece um novo Mercedes-Benz Classe E. Muitos devem se lembrar do estranhamento provocado pelos faróis duplos redondos estreados em 1996 (depois copiados no VW Polo). Agora as formas cubistas das luzes frontais anunciam a chegada da oitava geração. Se o resultado não encanta logo à primeira vista, também não chega a desagradar. No conjunto da carroceria, o perfil arredondado cedeu lugar a uma silhueta de linhas predominantemente retas. Mas os mais tradicionais vão reconhecer os arcos sobre as caixas das rodas traseiras, que homenageiam o primeiro sedã da Mercedes, o modelo 180 de 1953 – que os iniciados conhecem, pelo código de projeto, como W120.

Apresentado em março deste ano na Europa, o novo Classe E está no Brasil em três versões: duas V6, Avantgarde e Avantgarde Executive, e uma V8, Avantgarde Executive, com preços sugeridos entre 269 000 reais e 375 000 reais (preços de julho de 2009). A unidade mostrada aqui é V6 Avantgarde Executive, que sai por 292 000 reais.

Internamente, os três mostradores são redondos e o seletor das luzes giratório está do lado esquerdo do volante, como sempre. Os botões das saídas de ventilação relembram a quinta geração, o W124.

Se ainda assim restar alguma dúvida, ela se dissipará no momento de dirigir o carro. A bordo do novo Classe E o motorista se sente a bordo de um... Classe E. A cabine é ampla, mas o carro envolve o motorista como um casaco de lã em dia frio. O acabamento é de primeira, como manda a tradição.

Retirei o E350 na fábrica da Mercedes, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e ao sair, ao invés de virar à direita, pegando o caminho de volta para a redação, tomei à esquerda no sentido do litoral. Os técnicos da Mercedes falaram tanto do comportamento do carro em curvas que saí sedento por um trecho de serra. Peguei a Via Anchieta, mas não desci até a praia. Desviei o caminho pela antiga Estrada de Santos, imortalizada por Roberto Carlos nos anos 60, até a porta do que é hoje o Parque Estadual da Serra do Mar. Esse roteiro bem asfaltado e deserto, principalmente na manhã de um dia de semana, é bem conhecido pelos engenheiros das fábricas da região (Mercedes, Ford, VW e GM).

Contra o vento  - O dia estava nublado. Mas, em vez de me aborrecer com isso, me imaginei dirigindo na Alemanha. Por detrás dos vidros fechados, as pistas movimentadas da Via Anchieta logo se transformaram em uma autobahn.

A primeira coisa que me chamou a atenção foi o silêncio a bordo. O Classe E roda macio e a 90 km/h, máxima permitida naquele trecho da Anchieta, não ouvi nem o vento batendo contra a carroceria. Uma explicação para isso está no baixo coeficiente de arrasto aerodinâmico (Cx), que é de 0,25 – o menor entre os sedãs da atualidade. Segundo a fábrica, apesar de ter uma área frontal maior, o novo Classe E tem um Cx 4% melhor que seu antecessor.

Na Estrada Velha de Santos pude me lembrar do que o funcionário da Mercedes me disse sobre a suspensão, que agora conta com amortecedores magnetoreológicos, que adaptam o amortecimento às situações de uso. Apesar do peso (1 735 kg) e do tamanho (4,87 metros de comprimento por 1,85 metros de largura), o E 350 é um carro bastante estável e fácil de controlar, se o motorista resolve pisar fundo. Nessa hora, a direção, que costuma ser leve e dócil, se mostra firme e precisa. E os pneus 245/45 R17 justificam suas medidas para o controle direcional.

O motor do E 350 já equipava a versão anterior. Segundo a fábrica, ele foi mantido em mercados onde os novos motores CGI com injeção direta estratificada não encontram as condições ideais de trabalho. Em outras palavras: falta uma gasolina com baixo teor de enxofre, requisito necessário para os catalisadores não entupirem. A maior desvantagem para nós que ficamos sem esse motor é a perda de eficiência, prin cipalmente no que diz respeito ao consumo e às emissões. Em relação ao desempenho, o E 350 se saiu bem, acelerando de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos e retomando de 60 a 100 km/h em 3,9 segundos. No que diz respeito ao consumo, as médias foram de 8,9 km/l na cidade e de 11,1 km/l na estrada.

Além dos motores CGI, o Classe E “nacional” carece também de alguns equipamentos em razão de outros tipos de incompatibilidade. Segundo a fábrica, o sistema que controla a distância do veículo à frente, o Distronic Plus, não vem porque trabalha com um radar na frequencia de 24 Hz, uma banda que não é prevista em nossa legislação. O Speed Assist, que lê as placas de velocidade e alerta o motorista em caso de desrespeito, não funciona por falta de padrão nas nossas placas de sinalização. De acordo com a Mercedes o sistema precisaria aprender a reconhecer os diferentes tipos de placa existentes no Brasil, antes de ser instalado no carro. Ficam de fora ainda o alerta de mudança involuntária de faixa, Lane Keeping, que usa o mesmo radar do Distronic Plus e o detetor de veículos nas áreas cegas dos retrovisores Blind Spot Assist, que vem agregado ao Lane Keeping.

Vem que dá... - Mesmo assim os que gostam de novidades vão se encantar com o sistema de iluminação Active Light System, que regula automaticamente a altura e o facho dos faróis (largura e profundidade), além de serem direcionais, para proporcionar a melhor visibilidade nas diferentes situações, sem ofuscar os motoristas que viajam no sentido contrário. E os leds, na parte inferior do para-choque, que funcionam como luzes de presença. Eles ajustam sua luminosidade conforme a quantidade da luz ambiente. Quanto mais luz, maior a intensidade para que possam chamar atenção mesmo sob sol forte. Outro dispositivo é o Attention Assist, que convida o motorista a parar e a tomar um café quando detecta nele sinais de sono ou de cansaço (ver texto ao lado).

A novidade mais curiosa atende pelo nome de Parking Guidance. Esse sistema orienta o motorista a fazer balizas. Passando devagar junto à calçada, ele mede o espaço da vaga e pergunta ao motorista, por meio de mensagem no visor do velocímetro, se precisa de ajuda. Se o motorista apertar a tecla OK, localizada no volante, inicia-se o processo. Basta seguir as instruções e não precisa nem olhar no retrovisor. E pensar que esse tipo de manobra sempre foi um pesadelo para quem está tirando a carteira de motorista.

Outra característica típica dos Classe E é ser portador de novas tecnologias, e até nesse aspecto essa nova versão honra a tradição.

 



DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
O E 350 permite uma condução tranquila e relaxada, mas se o motorista pisa fundo a direção e a suspensão respondem com eficiência, assim como os freios quando solicitados.
★★★★★

MOTOR E CÂMBIO
Apesar de não apresentar mudanças, o motor faz sua parte, entregando bom desempenho e baixo consumo, ajudado pelo câmbio 7G-Tronic.
★★★★

CARROCERIA
Mesmo com a transformação radical no design, o Classe E continua a ser reconhecido como um Mercedes-Benz.
★★★★

VIDA A BORDO
A cabine é ampla, trata bem todos, e o acabamento é de primeira qualidade.
★★★★★

SEGURANÇA
Além dos itens obrigatórios, como ABS, ESP e airbags, o E 350 vem com sistemas com Neck-Pro, Pre-Safe, Active Light System e Attention Assist.
★★★★★

SEU BOLSO
Preço nunca foi o ponto forte dos Mercedes, que comparados a rivais do mesmo segmento costumam ser mais caros.
★★★

 

 



ATENÇÃO

 



A xícara de café do Attention Assist só aparece no visor, convidando o motorista a parar, quando o sistema detecta que todos os 70 parâmetros que ele controla ficaram inalterados por mais de 20 minutos. A principal referência do sistema é a posição do volante, mas ele monitora também os pedais e a aceleração do veículo.

 



OS RIVAIS

BMW 530i

 


Lançado em 2003, muda no final deste ano. Mas sempre é um rival à altura do Classe E.

Audi A6 3.0 TSFI


Acabou de ser re-estilizado. Trata-se de um sedã de luxo com atitude de carro esportivo.

 



VEREDICTO

O Classe E é reconhecido como o típico Mercedes, um carro de luxo, seguro, confortável e avançado tecnologicamente. Este exemplar da oitava geração reforça essa tradição, incorporando o novo estilo da marca.

 





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