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Carros | testes
Kia Sorento EX 2.4 16V 4x4
Junho 2010

Kia Sorento EX 2.4 16V 4x4

O SUV da Kia ganhou remodelao geral por dentro e por fora e espao para levar mais duas pessoas

Por Pricles Malheiros | Fotos: Christian Castanho
Lista de matrias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

A geração anterior do Sorento aproveitou os primeiros meses do ano para se despedir do mercado: de janeiro a março, a operação “limpa estoque” fez com que 15 unidades fossem emplacadas, segundo a Abeiva, a associação das importadoras. Repare bem na linha 2011 do SUV. Definitivamente, não há como sentir saudade da geração anterior.

Agora, com 10 cm a mais de comprimento (4,69 contra 4,59 metros do antigo), o Sorento oferece a possibilidade de transportar até sete pessoas. A missão é cumprida com a adoção de dois bancos escamoteáveis, no melhor estilo Flex 7, da Zafira. Esse item só não é oferecido no Sorento mais simples, com motor de quatro cilindros 2.4 e tração 4x2, de 96 900 reais. Na tabela oficial, há ainda outras quatro configurações – todas, repetindo, com sete lugares: 4x2 2.4 e V6 (115 900 e 119 900 reais) e 4x4 2.4 e V6 (120 900 e 124 900 reais). Se você faz questão de luxo extremo, cuidado com o preço atraente da versão de cinco lugares.

Para chegar a ele, a Kia “limou” banco do motorista com ajuste elétrico, sistema que dispensa a chave para acionamento de alarme, portas e partida do motor, faróis de xenônio, lanternas de leds, teto solar, airbags laterais e de cortina e outros detalhes, como soleiras de porta iluminadas e câmera de ré com tela no retrovisor interno, tudo isso em nome do custo. Em contrapartida, compartilha com as versões mais completas ar-condicionado digital com controle independente na dianteira, revestimento interno de couro, trio elétrico, direção hidráulica, rodas de liga leve aro 18 e volante com comandos do piloto automático e do som com entradas auxiliar e para iPod.

Sobre o eixo
A versão cedida para teste foi a 2.4 4x4. O enorme teto transparente aumenta a sensação de espaço que é, de fato, amplo, principalmente na largura. O par de bancos extras fica sobre o eixo traseiro, fazendo com que seus ocupantes viajem com a cabeça muito próxima ao teto. Sua utilização também significa uma drástica redução do portamalas, cuja capacidade cai de 1 047 litros para apenas 258 litros – menor, portanto que a de um Chevrolet Celta (260 litros).

Na pista, o Sorento 2011 mostrou acelerações com o mesmo fôlego de um carro pequeno com motor 1.6. Fez de 0 a 100 km/h em 12,6 segundos, passando na marca dos 1 000 metros após 34 segundos cravados. O mesmo bom acerto de suspensão que garante estabilidade nas curvas colabora para manter o Sorento na trajetória durante as frenagens de emergência: apesar dos 1 816 kg, fez de 120 km/h a 0 em 59,2 metros. Não foi apenas na performance que o Kia mandou bem. O conforto é garantido por um trabalho suave de molas e amortecedores, que filtram bem as imperfeições do piso, apesar dos largos pneus 235/60 R18.

Silencioso, o 2.4 16V a gasolina apresentou média de consumo compatível com o porte e o peso do carro: 7,1 km/l na cidade e 9,4 km/l na estrada. O Sorento está longe de ser um carro que empolga o motorista, mas o câmbio automático com opção de trocas manuais e sequenciais tira um pouco da monotonia e facilita a condução numa subida de serra, por exemplo, onde as reduções de marcha são mais constantes. Essa caixa automática está disponível como item de série em todas as versões do Sorento e tem como destaque a função Neutral, que coloca o câmbio na posição N (neutro) quando se para com o D (Drive) engatado. Assim, o câmbio não fica “puxando o carro” desnecessariamente, reduzindo o consumo de combustível.

Produzido nos Estados Unidos desde o fim de 2009, o Sorento 2011 chegou àquele mercado em janeiro e, hoje, é o modelo mais vendido da marca por lá. No Brasil, certamente não terá tanto fôlego, pois a Kia aposta mais pesado em modelos menores, como o Soul e o Cerato. Mas uma coisa é certa: o novo Sorento apresenta bons argumentos para incomodar a concorrência.

 



DE IMPORTADORA A MONTADORA

A Kia deve montar, em breve, uma fábrica no Brasil. Oficialmente, a marca reconhece apenas a compra de um terreno de 560 000 m2 (com um galpão de 20 000 m2 já instalado) em Salto, interior de São Paulo, mas não confirma os planos de estabelecer uma fábrica no local. Uma fonte ligada à marca, no entanto, diz que a produção brasileira da Kia inicia entre 2011 e 2012. Os planos iniciais davam conta de que o Soul estrearia a linha de montagem brasileira, mas já se fala no nome do Venga, concorrente direto do Honda Fit.

 

 



DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
Equilibrado para um SUV com seu peso e porte, o Sorento tem na suspensão bem acertada o grande destaque.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO
Se a ideia é blindar, nem pense duas vezes: fique com o V6, que oferece muito mais torque. O câmbio com trocas sequenciais na alavanca é bem escalonado.
★★★

CARROCERIA
O desenho renovado não empolga, mas tirou a poeira do Sorento. Mesmo sob condição severa de torção, raras foram as vezes que a carroceria rangeu.
★★★

VIDA A BORDO
A versão que tem o preço mais atraente não tem os bancos extras escamoteáveis. Em contrapartida, as demais oferecem um invejável pacote de equipamentos.
★★★

SEGURANÇA
ABS e airbag duplo são de série. Mas para ter as bolsas nas laterais (no banco e junto ao teto) precisa migrar para as versões mais caras.
★★★★

SEU BOLSO
Pelo custo-benefício, qualquer Sorento é uma boa pedida, desde que o comprador saiba escolher a versão que melhor atenda a suas necessidades.
★★★

 

 



OS RIVAIS

Hyundai Santa Fe

 


Este é o grande concorrente do Sorento. Custa 110 000 reais com motor V6 de 285 cv e acaba de ser remodelado.

Nissan Pathfinder


Traz motor 2.5 a diesel e transmissão automática. O desenho e a participação no mercado são tímidos.

 



VEREDICTO

O Sorento de entrada é para quem abre mão de luxos exagerados e desempenho forte e nem pensa em pisar na terra. A tração integral custa 5 000 reais e o motor V6, 4 000 reais. Por fora, o visual de todas as versões é praticamente idêntico.

 





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