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Carros | testes
Jeep Compass
Mar?o 2012

Jeep Compass

De jipe, este Jeep não tem nada: com tração 4x2 e câmbio CVT, o que ele gosta mesmo é de asfalto

Por Ulisses Cavalcante | fotos: Marco de Bari
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TAMANHO DA LETRA  

A marca que deu origem ao termo "jipe" é quase um sinônimo de off-road. Seus veículos não torcem o nariz para enfrentar atoleiros. Mas quando se trata de superar metas de vendas, nem sempre um 4x4 pode ser a melhor condução. O Jeep Compass chegou ao Mercado americano para expandir as fronteiras da empresa por vias menos tortuosas. Devidamente paramentado para aventuras no shopping e em roteiros asfaltados, ele acaba de desembarcar no Brasil. Apesar de ser um legítimo Jeep, será vendido apenas na versão 4x2.

O SUV passou por uma metamorfose de estilo no ano passado. A lagarta nascida em 2007 patinou nas vendas até ressurgir como uma versão encolhida do Grand Cherokee. A Jeep insistiu na receita de um utilitário compacto para atrair o público feminino e conquistar mais espaço no asfalto americano.



Com vocação essencialmente urbana, o Compass resolveu se aventurar por aqui. É a primeira vez que a Jeep vende no país um modelo sem tração 4x4. O objetivo é enfrentar as marcas asiáticas, atuais líderes do segmento de SUVs. Em versão única, completa e sem opcionais, a estratégia é mantê-lo abaixo dos 100 000 reais.

A configuração escolhida foi a Sport, dotada de motor 2.0 e transmissão CVT. Fabricado nos Estados Unidos, trata-se da versão de entrada do modelo, ainda que seja bastante equipada. O interior é simples. Há plásticos duros por toda a cabine, mas bem acabados e agradáveis ao toque. No entanto, a diferença de refinamento em comparação aos modelos mais caros é evidente.

A coluna de direção só tem ajuste de altura, mal que também acomete o Hyundai ix35 e o Kia Sportage, rivais diretos do jipe simplificado.

Entre algumas semelhanças, o Jeep se diferencia por acessórios que a concorrência não oferece nessa faixa de preço, como retrovisores aquecidos, encostos de cabeça ativos, sensors de pressão dos pneus e teto solar elétrico. De série, tem seis airbags e controle de tração e estabilidade. A lista inclui um equipamento de som caprichado, com disqueteira para seis discos, entrada auxiliar, Bluetooth com streaming de áudio e comandos no volante. Por conta dos seus 4,45 metros de comprimento, um sensor de estacionamento seria bem-vindo.

O visual com jeitão de Grand Cherokee não é mera coincidência. A ideia é atrair as mulheres sem perder a aura de robustez. A semelhança é tanta que os dois compartilham o conjunto óptico, com exceção do xenônio.

Nos Estados Unidos, o Compass é oferecido com câmbio manual ou automático, duas opções de motores (2.0 e 2.4) e duas opções de tração (4x2 e AWD). Por aqui, teremos apenas um motor de 2 litros conectado a uma transmissão automática de relações variáveis. Essa combinação mecânica ajuda a conter o consumo, mas é ruidosa e resulta em um comportamento sonolento. Sem fazer trocas de marchas, o som contínuo da rotação do motor leva monotonia para dentro da cabine, sensação que o motor de 156 cv não consegue amenizar.

Embora o câmbio seja do tipo CVT, tem o recurso Auto Stick, que simula a ação de uma transmissão sequencial, cujas relações serviriam para facilitar ultrapassagens e ajudar a segurar o carro em declives.



VEREDICTO


Barato ele não é, mas o Compass foi feito para agradar ao público que gosta de andar nas alturas com conforto de automóvel e tem alergia à poeira. Mulheres, cheguei!





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