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Carros | testes
Hyundai Sonata 2.4 16V
Outubro 2010

Hyundai Sonata 2.4 16V

No vácuo do Azera, o novo Sonata tem design dinâmico, a arma contra Fusion e Malibu

Por Péricles Malheiros | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Atenção, senhores fabricantes de sedãs médios, vem aí o carro que tem tudo para abalar o segmento. É o Sonata, que chega à sua sexta geração, como modelo 2011. Lançado no Salão de Los Angeles, no fim do ano passado, ele desembarcou por aqui em setembro. Vem no vácuo do sucesso do Azera V6, o sedã de luxo da marca coreana. Sob o capô há um motor quatro cilindros 2.4 16V de 198 cv – bem mais modesto, portanto, que o V6 de seu irmão mais velho, que acaba de ganhar melhorias mecânicas e de estilo. Para saber se o novo sedã coreano tem mesmo condições de dar continuidade ao sucesso do Azera e enfrentar concorrentes novos (Malibu) e renovados (Fusion), levamos para a pista, com exclusividade, a unidade que veio para o Brasil passar pelos testes de homologação.




Análise visual

Antes da avaliação, é inevitável dar uma rodeada no Sonata. De frente, os vincos que descem do capô se fundem a uma parte destacada do centro da grade. Esse mesmo efeito de movimento é acompanhado por linhas volumosas que nascem nos para-lamas e ganham o para-choque, passando entre os faróis principais e os de neblina. Apesar de toda essa preocupação com o estilo, os designers da Hyundai não esqueceram a funcionalidade: segundo a marca, o coeficiente de penetração aerodinâmica do Sonata é de apenas 0,29. A fluidez das linhas continua. De perfil, além da silhueta de cupê, chama atenção o volume que nasce no topo das lanternas e morre no para-lama dianteiro, disfarçando a presença das maçanetas. Recurso semelhante foi aplicado pela Ford no New Fiesta Sedan. Na traseira, o Sonata também impressiona. A tampa do portamalas exibe, no alto, uma espécie de aerofólio integrado, estampado na própria lataria. As lanternas contam com leds nas luzes de posição e freio – as de ré e indicadoras de direção são convencionais, com lâmpadas de filamento.

O pacote de itens de série que vai equipar o Sonata por aqui ainda estava sendo definido na data do fechamento desta edição, mas é provável que seja muito próximo ao da unidade cedida para teste. Ele será comercializado em versão única, sem opcionais. Comparando com o Sonata vendido no mercado norte-americano, o “nosso” deverá dispensar câmera de ré com linhas virtuais para auxílio em manobras, sistema de monitoramento de calibragem dos pneus e BAS, o dispositivo de assistência complementar ao ABS em frenagens de emergência.

Ainda que sem esses itens, há muito o que curtir no novo Hyundai. Ar-condicionado digital, sistema de som completo (inclusive com subwoofer no porta-malas), trio elétrico com retrovisores externos rebatíveis e leds indicadores de direção. O motor da versão brasileira também será diferente. Será o representante 2.4 16V aspirado da família Theta II, de 198 cv, enquanto nos Estados Unidos será vendido com um motor similar, também 2.4 16V, batizado GDI, com injeção direta de gasolina. A alteração está muito mais ligada à redução de consumo e de emissões de poluentes do que com performance propriamente dita. A receita adotada já deu resultado: há fila de espera por um Sonata nos Estados Unidos desde seu lançamento, em março, e parece que enfim surge um concorrente à altura dos amados japoneses Honda Accord e Toyota Camry.

A julgar pelo que apresentou na pista de teste, o Sonata também deve fazer bonito por aqui. Na aceleração, precisou de um tempo médio de 10,1 segundos – Fusion e Malibu cumprem a mesma prova em 10,4 e 10,7 segundos, respectivamente. Nas provas de retomada de velocidade, o coreano repete a superioridade. O consumo de combustível, no entanto, está entre os mais elevados do segmento: 8,2/11,8 km/l na cidade/estrada, contra 9,1/14,3 km/l do Ford e 8/12,6 km/l do Chevrolet. Além de um motor bem acertado e moderno (bloco e cabeçote de alumínio e comando variável de válvulas de admissão e escape), o Sonata oferece uma caixa automática de seis marchas à altura. Rápida nas trocas, sem ser desconfortável, é dela boa parte do mérito dos bons números de desempenho (aceleração e retomada) obtidos na pista. Mas poderia ser melhor a maneira como o piloto interage com ela: as borboletas no volante são de plástico simples, sem um tratamento de superfície que permita passar uma sensação de qualidade superior. Já a alavanca desliza por uma grelha cujas posições (P, R, N e D) não se alinham à opção selecionada – menos mal que há uma indicação digital dentro do velocímetro. Equipado com rodas aro 18 calçadas com pneus 225/45, o sedã com estilo cupê transmite confiança ao piloto ao rodar sobre asfalto bom, mas é um tanto duro ao enfrentar a buraqueira de uma cidade como São Paulo.

O painel é bicolor (preto em cima e cinza embaixo) e tem a parte superior emborrachada. Faz falta uma comunicação do sistema de ar-condicionado com o porta-luvas, ideal para aquecer ou refrigerar alimentos. Ele traz, no entanto, uma boa solução: basta retirar duas travas laterais para escamotear sua tampa e ter acesso ao filtro de ar da cabine, permitindo que o próprio dono do carro monitore a sua condição. Na traseira, o piso semiplano facilita a acomodação de um quinto ocupante, que tem encosto de cabeça próprio, mas não conta com cinto de três pontos.

Com a chegada do Sonata 2011, o Grupo Caoa, responsável pela Hyundai no Brasil, precisará promover uma arrumação na casa, ou melhor, na tabela de preços. Com estimativa de estrear custando 84 000 reais, o Sonata brigaria com o preço praticado do Azera, hoje entre 80 000 e 90 000 reais. “São consumidores de perfil diferente. O do Sonata é mais jovem, portanto mais ligado em design. Já quem compra o Azera busca um carro mais clássico”, diz Carlos Alberto de Oliveira Andrade, presidente do Grupo Caoa. Ainda assim, ele próprio reconhece o risco de causar um momento de indecisão no seu cliente: “Aí vai do gosto de cada um, pois são modelos cuja única característica entre eles é o preço”. Vale lembrar que um Azera completamente renovado, modelo 2012, está prestes a entrar em produção na Coreia (março de 2011, segundo uma fonte ligada à Hyundai) e sua estreia no Brasil aconteceria ainda no primeiro semestre, com preço acima dos 84 000 reais do Sonata. E a ordem na tabela da Hyundai estaria restabelecida.

 



VEM AÍ O 2.0

Um Sonata 2.0 e com pacote de equipamentos mais modesto também foi homologado. A data de estreia ainda não está definida, mas acontece entre o fim de 2010 e início de 2011, a cerca de 72 000 reais, segundo uma fonte ligada ao importador.

 

 



DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A suspensão é muito boa. O problema está nos pneus de perfil baixo, que entregam na cabine todas as imperfeições do asfalto.
★★★

MOTOR E CÂMBIO
O conjunto trabalha silencioso e sem vacilos, mas o motor não se mostrou tão eficiente na relação desempenho/consumo quanto o 2.5 do rival Fusion.
★★★

CARROCERIA
Na “prova do pescoço”, o Sonata é imbatível: na rua, não há quem fique indiferente às linhas marcantes da carroceria.
★★★★

VIDA A BORDO
Se vier tão (ou mais) completo que a versão testada, será o mais luxuoso do segmento. Atrás, tem piso central com túnel baixo e saídas independentes de ar-condicionado.
★★★★

SEGURANÇA
A versão definitiva deverá contar com ABS, BAS, EBD, seis airbags e controles de tração e estabilidade.
★★★★

SEU BOLSO
Com o tempo (e o surgimento dos descontos), a nota neste quesito tende a melhorar. Destaque para a garantia de cinco anos.
★★★

 

 



OS RIVAIS

Malibu 2.4

 


Mais próximo do Sonata, também tem motor 2.4 16V e câmbio com seis marchas sequencial com troca no volante.

Fusion 2.5


Conceitualmente, é o mais antigo da turma. O estilo atual foi aplicado em 2009 e é um face-lift sobre o modelo anterior

 



VEREDICTO

Como design é fator decisivo de compra, o coreano tem tudo para ser um sucesso. O preço (ainda estimado) está na média do segmento, mas o importador é agressivo e os descontos devem acompanhar o Sonata tão logo abaixe o calor do lançamento.

 





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