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Carros | testes
Hyundai Genesis
Maio 2012

Hyundai Genesis

O modelo está preparado para disputar vaga entre os sedãs de luxo germânicos?

Por Ulisses Cavalcante | fotos: Marco de Bari
Lista de matÉrias por data:

TAMANHO DA LETRA  

A missão do Genesis no mercado de sedãs de alto luxo é coerente com o histórico de seus conterrâneos mais modestos. Ao oferecer mais por menos, ele quer as atenções dos interessados em Audi A6, Mercedes-Benz Classe E e BMW Série 5.A própria Hyundai não esconde que utilizou os alemães como referência com o objetivo de credenciar seu sedã para frequentar o mesmo clube. Não por acaso, é difícil olhar para o Genesis sem perceber semelhanças com modelos já consagrados, mesmo com seu design atualizado.

Em alguns mercados, sobretudo o americano e o canadense, o luxuoso Hyundai é quase uma barganha, realidade distante da brasileira. Por aqui, o preço sugerido de 220 000 reais não é tão sedutor, mas permanece relativamente convidativo para quem está de olho no trio alemão ou pretende subir uma faixa de preço. De fato, o Genesis não faz feio ao lado de um Classe E ou A6, mas ainda está longe do carisma desses europeus. Por aqui, não será um passeio no parque convencer o interessado num Mercedes E 350 a abrir mão da estrela para economizar 30 000 reais. De qualquer forma, não dá para entrar no Genesis e não se impressionar.

As peças de plástico se escondem comoWally no meio de tanto couro legítimo. O material forra bancos, painel, console e portas, e serve de enfeite no aplique horizontal que vai de porta a porta em tom claro. Misturar couro com couro é a solução da moda, em substituição à madeira, ao aço escovado ou ao igualmente gasto preto brilhante.

Apesar do belo design de seus modelos, a Hyundai pasteurizou o visual ao adotar as linhas que a empresa batizou de "escultura fluida". No entanto, o mote não é tão evidente no Genesis, que não carrega a mesma ousadia de Azera, Sonata e Elantra. O sedã se aproxima do conservadorismo do Classe E, do Série 5 e da linha Lexus.

A gente sabe que está a bordo de um carro executivo quando não se percebe que o motor começou a funcionar. Pressionei o botão para acordar o 3.8 V6 de 290 cv e, se não fossem as luzes do painel e uma suave melodia eletrônica me dando as boas-vindas, teria a certeza de que o motor ainda estava dormindo. O isolamento acústico é impecável. Por meio de ajustes elétricos, regulei o assento e a coluna de direção. Como os carros aqui na redação costumam ser usados por várias pessoas, gravei o ajuste em uma das duas memórias.

Câmeras externas ajudam nas manobras. Há uma na dianteira e outra na traseira, que funcionam em conjunto com os sensores de obstáculos. Um aviso sonoro alerta a proximidade e o lado em que o objeto se encontra. Quando a ré é acionada, os espelhos dos dois retrovisores são abaixados, facilitando a visão do chão. Poucos minutos a bordo do sedã bastaram para eu concluir que eram equipamentos obrigatórios, assim como os freios ABS, controles de tração e estabilidade e os seis air-bags - todos inclusos, diga-se. Por causa dos 4,98 metros de comprimento e dos 1729 kg, imaginei que estaria a bordo de um iate, mas fui surpreendido pelo comportamento de lancha da guarda costeira na primeira acelerada.

O Genesis é ágil aos comandos do volante e do acelerador. Fez 8,2 segundos no teste de 0 a 100 km/h e obteve números de aceleração parecidos com os do 300C. O Hyundai e o Chrysler têm em comum a falta de pedigree dos adversários vindos da Alemanha e o preço menor, mas neste quesito o americano leva vantagem, já que custa 179900 reais. Tem o mesmo nível de espaço, compartilha praticamente os mesmos equipamentos, as dimensões semelhantes (5,07 metros de comprimento e 1,90 de largura), quase a mesma potência (286 cv) e ambos utilizam uma transmissão de oito marchas.

No meio do console, um botão giratório controla o computador de bordo e a central multimídia, mas a distribuição de comandos é meio confusa. Há painéis de botões no lado esquerdo, no volante, no quadro de instrumentos, acima e abaixo do sistema de som, no meio do console e até no teto. Apesar de o carro ser fácil de operar, é complicado habituar-se a tantos comandos em posições distintas.

A campanha da Hyundai afirma que o sedã tem coisas em comum com o Rolls-Royce Phantom, mas não diz quais são. Quer saber? Eles se referem à garantia de cinco anos sem limite de quilometragem e ao sistema de som da Lexicon.

Se a lógica do mais por menos supera a busca por prestígio, a candidatura do Genesis só é ameaçada pelo 300C. Eu prefiro o Chrysler. Além de vir equipado até o teto, ele gasta 1 litro de gasolina para rodar 13,2 km na estrada, ante os 11 km/l do Genesis. Mas, antecipando-me a você, digo que, a julgar pela última observação, talvez eu não seja mesmo o público-alvo do Genesis...



DIREÇÃO, FREIO
E SUSPENSÃO


Assistência elétrica tem ação rápida. Deixa o sedã leve como um compacto. Suspensão a ar se ajusta com competência ao solo brasileiro. Freios estão na média da categoria.


MOTOR E CÂMBIO
Garante bom nível de desempenho, mas os números não saltam aos olhos. Destaque fica para a transmissão de oito marchas, que trabalha em absoluta discrição.


CARROCERIA
O visual poderia ter mais ousadia, como ocorre nos outros Hyundai. A semelhança com rivais alemães mais incomoda que beneficia.


VIDA A BORDO
Excelente acabamento se compara a categorias até superiores, como
a do Classe S e Série 7. Agrada pelo espaço
e pela riqueza de acessórios, como
os bancos ventilados
e o sistema de
som da Lexicon.


SEGURANÇA
Tem todos os gadgets disponíveis atualmente no mercado automotivo. Conquistou cinco estrelas nos testes da NHTSA, órgão que regula a segurança dos veículos no mercado americano.


SEU BOLSO
Custa menos que os rivais alemães, além de ser mais equipado. A garantia de cinco anos sem limite de quilometragem é um diferencial.



OS RIVAIS


Mercedes Classe E 350
Por 30 000 reais a mais, fica difícil resistir aos encantos da estrela. Sua última reestilização foi apresentada em 2009.


BMW 535i
O alemão serviu de "inspiração" para o Hyundai. É o mais luxuoso e equipado do mercado, com preço igualmente recheado.



VEREDICTO

A tática do "mais por menos" da Hyundai funciona bem com SUVs e sedãs de até 150000 reais. Cheio de atributos, o Genesis é competitivo diante do 535i ou do A6, mas não tanto frente ao E 350. No custo-benefício, o 300C, por 179900 reais, é campeão.

>> Confira aqui a Ficha Técnica





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