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Carros | testes
Hyundai Elantra 1.8 16V aut.
Novembro 2011

Hyundai Elantra 1.8 16V aut.

Após meses de expectativa, ele sobe no palco e começa sua apresentação ao público

Por Paulo Campo Grande | fotos: Marco de Bari
Lista de matÉrias por data:

TAMANHO DA LETRA  

O Hyundai Elantra fez uma estreia desastrada em nosso mercado. Chegou às lojas um mês depois de o governo elevar o IPI para os importados e ficou em segundo plano nas vitrines das concessionárias, ofuscado pelo Hyundai Veloster, modelo mais vistoso lançado apenas alguns dias antes. Mesmo com esses percalços, o Elantra deve seguir seu curso sem grandes problemas, uma vez que era um lançamento bastante aguardado. Sua campanha de pré-venda começou em junho e os carros negociados naquela época estão sendo entregues somente agora. Um dos primeiros compradores foi o arquiteto Sergio Borsoi. Ele fechou negócio no dia 6 de junho e recebeu o carro mais de quatro meses depois.

Ex-proprietário de um Chevrolet Vectra, Borsoi afirma que só foi conhecer o Elantra depois de receber um telefonema da concessionária Hyundai, com a proposta da compra, e procurar o carro na internet. Foi amor à primeira vista. O arquiteto não resistiu ao belo design do sedã. As outras qualidades ele só descobriu depois. No dia seguinte à retirada do seu carro, Borsoi nos acompanhou nesta primeira avaliação e se mostrou satisfeito com o que viu.

Dividindo o volante conosco até a pista de testes, Borsoi elogiou diversos aspectos do comportamento do carro, como a suavidade ao rodar e o desempenho do motor. O Elantra realmente é um carro macio. Como prevíamos na edição de junho, quando andamos no carro nos Estados Unidos, a Hyundai adotou uma calibragem mais confortável que a americana para o Elantra no Brasil. O rodar agradável do sedã mostra o bom acerto, mesmo com emprego do eixo de torção na traseira, um sistema em descompasso com a evolução do projeto.

Em relação ao desempenho, o Elantra se apresentou sempre bem disposto, tanto na cidade quanto na estrada, mesmo no modo econômico - selecionado por meio de um botão no volante. Na pista, as provas de desempenho foram realizadas com o Eco Drive desligado. Já nas medições de consumo, ele foi acionado. E o Elantra se saiu bem nos dois momentos. Na aceleração de 0 a 100 km/h, ele ficou com o tempo de 11,1 segundos, marca melhor que as dos rivais VW Jetta e Peugeot 408, testados na edição de abril, com os tempos de 12,8 e 12 segundos, respectivamente. No consumo, o Elantra obteve as boas médias de 10,5 km/l, na cidade, e 15,4 km/l, na estrada - rendimento que compensa o fato de ele rodar somente com gasolina, enquanto os rivais Jetta, 408, Renault Fluence, Honda Civic e Toyota Corolla são flex.

O Elantra é equipado com o motor 1.8 de quarto cilindros que rende 148 cv, segundo a fábrica (a representante no Brasil fala em 160 cv). De alumínio e com recursos como comando de válvulas variável na admissão e no escape, ele vem acoplado a um câmbio automático sequencial de seis marchas. Nos Estados Unidos, onde é comercializado com a mesma configuração, o Elantra é bem cotado entre as autoridades não só pelo baixo consumo como pelos reduzidos índices de emissões, classificado como PZEV (Partial Zero Emission Vehicle), categoria que abriga os modelos híbridos.

Borsoi gostou de saber que seu carro é limpo e econômico, mas ficou entusiasmado com os recursos eletrônicos que ele não tinha a bordo do antigo Vectra. A cada momento, ele destacava um novo equipamento. Primeiro, apontou a facilidade de conectar seu telefone celular à central multimedia do carro. Ao passar por um túnel, destacou o sensor crepuscular, que acendeu os faróis automaticamente. Ao manobrar, mostrou a câmera de ré, com imagem projetada no espelho retrovisor. Mas o sistema que mereceu comentários mais animados foi o sensor de presença embutido na chave. Com esse dispositivo, o motorista só precisa portar a chave no bolso, para abrir as portas e dar a partida no motor, o que passa a ser feito por meio de botões, na maçaneta e no painel. "É show!", diz Borsoi.

O Elantra chega em três versões: manual (71850 reais), automática (81660) e automática com teto solar (84900). Aqui você vê a intermediária. Mas ele é bem equipado desde a básica, que traz, entre outros itens de série, ar-condicionado dual zone, sistema de som, piloto automático, sensor de presença, ABS, câmera de ré e sensores crepuscular e de chuva.

Ainda admirado com as novas tecnologias, Borsoi não teve oportunidade de se deter em outras virtudes do carro, como a qualidade do acabamento, tanto no aspecto de confecção das peças quanto nos materiais empregados. Por outro lado, não se furtou a observar alguns aspectos no carro que deixam a desejar, como a impossibilidade de fechar os vidros por meio de um comando na chave, a potência limitada do sistema de som ("no Vectra, eu consegui volume mais alto") e, mais grave, o fato de o freio traseiro ser a tambor. Os números dos testes de frenagem que realizamos dão razão ao estranhamento de Borsoi: vindo a 80 km/h, o sedã parou em 29,3 metros, enquanto rivais como Renault Fluence e Volkswagen Jetta precisaram de menos que 24 metros até a parada completa.

Ainda que tenha largado atrasado, o Elantra tem todas as condições de fazer bonito na quentíssima disputa entre os sedãs médios. Vale lembrar que vem concorrente novo por aí: até o fim do ano, o Civic 2012 se apresenta nesse grid.


 

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A direção é leve e a suspensão, macia. Os freios deixaram a desejar.
★★★

MOTOR E CÂMBIO

O conjunto mecânico é moderno e demonstrou eficiência na pista.
★★★★

CARROCERIA

Seu ponto forte está no design, mas o sedã tem boa qualidade construtiva.
★★★★

VIDA A BORDO

O Elantra recebe bem seus ocupantes, com espaço, equipamentos e baixo nível de ruído.
★★★★

SEGURANÇA
Tem seis airbags, ABS e controle de tração.
★★★

SEU BOLSO

A garantia é de cinco anos. Sem histórico de sinistros, seu seguro tende a custar pouco.

★★★★



OS RIVAIS

RENAULT FLUENCE 2.0



Vencedor do comparativo entre sedãs médios, feito em abril, custa 75 990 reais, na versão top Privilège.

TOYOTA COROLLA


Está defasado técnica e estilisticamente. Mas é líder do segmento e sai por 77 070 reais, na versão 2.0 XEi.



VEREDICTO


O Elantra reúne características que lhe permitem disputar a atenção do consumidor em pé de igualdade com os melhores sedãs médios do mercado. Mas, com o repasse do aumento do iPi, ele pode se tornar uma opção cara e menos atraente.

 


 

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