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Carros | testes
Haima 2 e 7
Junho 2012

Haima 2 e 7

A marca é a próxima chinesa a desembarcar no Brasil. Estreia com crossover, hatch e sedã

Por Paulo Campo Grande | fotos: Marco de Bari
Lista de matÉrias por data:

TAMANHO DA LETRA  

A mais recente chinesa a chegar ao Brasil é a Haima, que esteve no Salão do Automóvel de 2010, mas só agora, mais precisamente no próximo mês, começa a vender seus produtos no país.A marca estreia com três modelos: o hatchback Haima 2, o sedã Haima 3 e o crossover Haima 7. Mas até o fim do ano deve apresentar um compacto, o Haima 1, além da versão hatch do Hai- ma 3 e da automática do Haima 7.

A marca chega com boas referências. Criada em 1988, ela integra o portfólio da empresa FAW (de First Automobile Works), que tem como parceiras VW,Toyota e Mazda.A Haima nasceu de uma joint- venture com a Mazda: Hai vem do nome do lugar onde a empresa foi criada, Haikou, e Ma, de Mazda.

A sociedade durou até 2006, mas a Mazda ainda colabora no desenvolvimento de novos projetos, segundo Abdul Ibraimo, presidente da Districar, empresa que representa a Haima no Brasil.

No início de março, a Districar assinou o protoco- lo de intenção de instalar uma fábrica no Brasil, no Espírito Santo, para produzir veículos das três mar- cas que representa - Haima, SsangYong e Changan. Contudo, até o fechamento desta edição, o sucesso da Bramo - Brasil Montadora deVeículos - dependia ainda das resoluções do governo para o setor.

Com ou sem fábrica, no entanto, a Haima já está pronta para iniciar a operação, segundo Ibraimo. Na chegada, a marca terá uma rede de concessionárias pequena, com cerca de 15 pontos, localizados nas principais capitais do país e no Distrito Federal. A cidade de São Paulo terá dois endereços. Os carros terão três anos de garantia, ou 60000 km, e não devem ter problemas com peças de reposição, de acordo com o executivo: "Contamos com um volu- me de 211 000 peças, de 1 570 itens diferentes."

O crossover Haima 7 deve ser o carro-chefe da Haima no Brasil. Segundo o importador, na estreia, a expectativa de vendas é a mesma para os três modelos que serão oferecidos pela marca. Mas o crossover deve se destacar, quando ganhar uma ver- são automática, o que pode ocorrer no fim deste ano. Inicialmente, o Haima 7 terá apenas uma caixa de marchas - manual - e duas opções de acabamento: Comfort e DLX. O motor será sempre o 2.0VVTi de 150 cv e a tração, 4x2, dianteira.

A versão Comfort, mostrada aqui, vai custar 64 900 reais e a DLX, 74 900 reais. A impressão é que a Districar apontou a artilharia para o Hyundai Tucson, vendido nas versões manual (64 000 reais) e automática (74 900 reais). Mas também mantinha na mira o Renault Duster, que tem valores entre 61 500 e 65 800 reais, para as versões equipadas com motor 2.0, manual e automática, 4x2 e 4x4.

Sem câmbio automático e sem tração integral, o Haima fica em clara desvantagem. Entretanto, quan- do se considera o que ele oferece como itens de série, a distância diminui. Já na versão mais simples o Hai- ma 7 tem rodas de alumínio aro 16, duplo airbag, ABS, ar-condicionado, piloto automático, volante multifuncional, repetidores nos retrovisores exter- nos, sistema de som (com entradas auxiliar e USB), sensor de estacionamento e sensor de pressão nos pneus. Na top, há dois airbags laterais, ESP, teto
solar, bancos elétricos e de couro sintético - além de ar-condicionado automático e rodas aro 17.

Quando se abre o capô do motor, nota-se que todos os componentes são de fornecedores chineses. Em alguns casos, os ideogramas ocultam empresas ocidentais, como é o caso da Bosch, que fornece o sistema de freiosABS e a central do motor.

O acabamento tem pontos elogiáveis no que diz respeito aos encaixes das peças, tanto na carroceria quanto na cabine. Mas o painel poderia passar a impressão de melhor qualidade. A ergonomia tam- bém deixa a desejar: falta apoio ao corpo e a alavan- ca do câmbio fica distante da mão.

Bem calçado nos pneus 235/70 R16, o crossover tem bom comportamento dinâmico. Sua direção é leve mas precisa e a suspensão (McPherson na frente e multilink atrás) é confortável, mas firme - ajudada pela carroceria de elevada rigidez. Ao rodar por pisos irregulares, nota-se a solidez do conjunto, pela ausência de torções e ruídos.

O Haima acelerou bem, com tempo de 12 segun- dos nas provas de 0 a 100 km/h, mas foi lento nas retomadas, com 15,2 segundos nas passagens de 60 a 100 km/h em quarta marcha. Na hora de parar, vin- do a 80 km/h, ele precisou de 25,9 metros. Boa mar- ca. O consumo não foi ruim, mas poderia ser melhor. O crossover fez as médias de 8,1 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada, rodando com gasolina.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO


direção é leve;
 os freios, eficientes; e a suspensão, firme, mas confortável.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO

O câmbio está bem escalonado, mas o motor é despretensioso.
★★★

CARROCERIA
No estilo, lembra
o Renault Duster. Tem boa rigidez torcional.
★★★

VIDA A BORDO

O acabamento
é de qualidade, mas a ergonomia é ruim.
★★★

SEGURANÇA
Versão Comfort tem ABS e duplo airbag. DLX vem com ESP e quatro airbags.
★★★★

SEU BOLSO
Precisaria custar menos para ser competitivo.
★★

VEREDICTO

Ele tem virtudes em acabamento, consumo e conforto ao rodar. Mas custa caro e carece de câmbio automático.

>> Veja aqui a Ficha Técnica do carro



O mais simpático dos modelos
da Haima é este hatchback. E não só pela cor amarela, com os detalhes na carroceria, mas também pelo design bem elaborado, com faróis biparábola e vincos e recortes cheios de estilo que cativa. A versão mostra- da aqui, com saias frontal e laterais, barras no teto e bancos vermelhos, é a esportiva CSport, que custa 46 900 reais. Mas haverá também uma versão DLX, mais discreta, vendida por 44 900 reais.

O Haima 2 é mais bem acabado que seu irmão crossover - e também comparativamente a outros chineses. Pode-se dizer que está acima da média dos conterrâneos, incluindo o já conhecido JAC J3. Por fora, a pintura tem aparência uniforme e os vãos da carroceria são homogêneos em todos os pontos. No cofre do motor, o chicote elétrico está bem protegi- do por conduítes. E, na cabine, o Haima 2 conta com materiais que criam diferentes texturas no painel, além do tecido dos bancos, com trama em colmeias, e que também é aplicado nas laterais das portas.

O espaço interno é confortável, embora o carro padeça do mesmo mal do H7 em relação ao banco do motorista, que não apoia bem o corpo e não pro- porciona a melhor posição de dirigir. Não há nada de errado com o volante nem com os pedais, que estão alinhados com o assento e com o volante e ficam próximos uns dos outros, permitindo ao moto- rista mais entusiasmado dirigir de forma esportiva - embora os limites do motor não permitam que ele demonstre dose de euforia correspondente.

O desempenho é um dos pontos fracos do carro. Equipado com motor 1.3 de 92 cv, o compacto pre- cisou de 13,9 segundos para ir de 0 a 100 km/h e levou 32,4 segundos para retomar a velocidade de 80 a 120 km/h, em quinta marcha.Ao menos ele se saiu bem nas medições de consumo, fazendo as médias de 10,9 km/l na cidade e 15 km/l na estrada. Nas frenagens, não foi mal, mas poderia melhorar: vindo a 80 km/h, percorreu 30,1 metros até parar.

A maior queixa em relação ao Haima 2, no entanto, diz respeito aos preços. O H2 custa caro, uma vez que com seu valor podem-se encontrar vários modelos nacionais, com motores maiores, em versões bem equipadas. Mas a responsabilida- de, nesse quesito, não é só do fabricante ou do importador. O hatchback poderia ter preço bem mais interessante, não fosse o aumento do IPI para os importados, recentemente determinado pelo governo. Sem a elevação do tributo, seu preço fica- ria em torno de 38 000 reais, valor que aumentaria consideravelmente o poder de atração do Haima 2. Aliás, é isso que pode vir a ocorrer caso a Distri- car construa mesmo a fábrica no Brasil.

DIREÇÃO, FREIO
E SUSPENSÃO

Leve e fácil de manobrar, teve dificuldade para frear em espaços curtos.
★★★

MOTOR E CÂMBIO
Lento mas econômico, tem o perfil típico
de carro urbano.
★★★

CARROCERIA
Estilo bonito e bem resolvido, por fora e por dentro. Tem bom acabamento.
★★★★

VIDA A BORDO

O espaço interno é bom, para o segmento. Mas
o banco do motorista
é desconfortável.
★★★

SEGURANÇA
Duplo airbag, ABS
e sistema de fixação de cadeirinha de bebê.
★★★★

SEU BOLSO

Tem três anos de garantia, mas custa caro.
★★★



VEREDICTO


O Haima 2 é bonito e moderno. Mas seu desempenho
é fraco. E pena que seu preço não seja tão atraente quanto seu visual.

>> Veja aqui a Ficha Técnica do carro





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