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Carros | testes
Ford Focus hatch 1.6 16V Flex GLX
Dezembro 2009

Ford Focus hatch 1.6 16V Flex GLX

A Ford lança a versão atualizada do Focus com um novo nmotor flex 1.6 e preço mais competitivo

Por Paulo Campo Grande | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Quando lançou o novo Focus, em outubro de 2008, a Ford anunciou que a versão flex chegaria no prazo de um ano. Um ano e três meses depois, em janeiro de 2010, eis que surge o Focus Flex. Mas, para surpresa de todos, a versão bicombustível que estreia não é a 2.0 e sim a 1.6, equipada com o novo motor Sigma, que começou a ser produzido agora na fábrica da Ford em Taubaté (SP). A motorização 2.0 Flex virá só em fevereiro.

Por mais estranho que pareça – uma vez que o 1.6 Flex é um motor inteiramente novo e o 2.0 Flex é o mesmo Duratec que equipa o EcoSport –, a Ford diz que, embora não tenha revelado antes, a intenção de lançar o 1.6 primeiro já existia desde 2008. Segundo a empresa, esse motor atende o desejo de um número maior de consumidores (principalmente na versão de carroceria hatch), além de a aplicação do motor 2.0 do EcoSport no Focus não ser tão simples quanto parece. A Ford explica que o Duratec 2.0 é mais complexo, que tem entre outros recursos o sistema de admissão variável, o que demanda mais tempo de adaptação para uma nova aplicação.

A fábrica diz que 2010 será o “ano do Focus” – a despeito dos outros lançamentos que fará, como EcoSport 2010 e novo Fiesta. Por isso, ela inicia o ano apresentando uma linha inteiramente revista e ampliada do carro. Além dos motores, a Ford criou uma nova versão de entrada, GL, e modificou o conteúdo da GLX e da Ghia. Quando o consumidor entrar em uma concessionária da marca a partir de fevereiro, vai encontrar o Focus 1.6 nas versões hatch e sedã, GL e GLX, sempre com câmbio manual, e 2.0 hatch e sedã, GLX e Ghia, com câmbio manual e automático. Não será por falta de opções que ele vai sair da revenda de mãos abanando.

Nas versões de acabamento GL, o Focus terá carroceria com maçanetas, retrovisores e aerofólio na cor cinza (sem pintura). Mas, em compensação, trará direção hidráulica, duplo airbag, ar-condicionado, sistema de som, computador de bordo,vidros elétricos e rodas de liga leve como equipamentos de série. Na GLX, além desses itens, haverá vidros elétricos nas portas traseiras, maçanetas, retrovisores e aerofólio da cor da carroceria e ABS (como opcional). Na Ghia, o Focus terá tudo a que sempre teve direito: direção eletro-hidráulica, sistema de som com comando de voz, ar-condicionado digital, ABS, EBD etc.

O sistema de som Sony, que era um dos destaques no lançamento do Focus, foi substituído por outro da Visteon que traz as mesmas funções, menos a grife da empresa japonesa. Mas os alto-falantes continuam sendo seis: dois tweeters, dois woofers e dois midrange. Enquanto estiver olhando para a frente, o motorista não terá motivos para se sentir diminuído por estar dirigindo uma versão básica GL, porque, desde o pacote mais simples, o Focus terá volante de couro com apliques cromados e alavanca de câmbio com resina polida. Além disso, o painel tem duas cores de revestimento e as laterais das portas são bem trabalhadas. Faltou só uma corzinha a mais na maçaneta interna, que é inteiramente preta.

Com essa família de versões grande e bem formada, a Ford quer oferecer opções em todo o segmento médio do mercado, que começa nos hatches 1.6 (VW Golf, Peugeot 307 e Citroën C4) e termina nos sedãs japoneses 1.8 (Honda Civic e Toyota Corolla). As versões hatch 1.6, que estão sendo lançadas agora (GL, GLX básica e GLX com ABS) ainda não tinham preço oficial definido até o fechamento desta edição, mas, segundo estimativa da própria Ford, deveriam custar entre 50 000 e 54 000 reais. No início do mês, o Focus hatch 2.0 estava sendo vendido nas lojas por 52 500 reais à vista (apesar do preço de tabela de 58 180 reais). Mas isso foi promoção de ocasião, segundo a Ford, que já não está mais produzindo as versões 2.0 movidas a gasolina. Quando a nova 2.0 Flex chegar, ela virá com preço acima de 54 000 reais. Se você não faz questão do motor flex, vale a pena correr até a concessionária mais próxima.

O motor 1.6 16V Flex é a principal novidade do Focus. Trata-se de um motor global da Ford (aplicado também em outros modelos da marca, em diferentes países), que tem como principais características ser dono de bloco, cabeçote e cárter feitos de alumínio e um sistema de partida a frio com bicos injetores individuais para cada cilindro (que ganhou no Brasil). Usando álcool, esse motor gera 115 cv de potência a 5 500 rpm e 16,3 mkgf de torque a 4 250 rpm, sendo que 80% do torque chega já a 1 500 rpm. É lógico que, para quem se acostumou a dirigir o Focus 2.0 com 145 cv e 18,9 mkgf, falta aquela força de reserva, que o motorista usaria em uma ultrapassagem, por exemplo. Mas o motor 1.6 demonstrou valentia em nossa avaliação nas estradas e nas ruas da cidade.

Na pista de testes, o Focus 1.6 GLX apresentado aqui fez de 0 a 100 km/h em 12,9 segundos, nas provas de aceleração, e ficou com as médias de 6,8 km/l na cidade e 9,2 km/l na estrada, usando álcool. Ele entregou menos que o Golf 1.6, testado em novembro deste ano, com o tempo de 12 segundos nas acelerações, e médias de 7,4 e 9,4 km/l, respectivamente.

A Ford anuncia que o novo motor tem um nível de ruído abaixo da média, mas não foi isso que nós apuramos. Com o carro parado e o câmbio em ponto- morto – sem ruídos advindos da carroceria (aerodinâmicos) ou dos pneus (mecânicos) –, medimos 40,3 decibéis no Focus e 37,7 no rival Golf.

Para instalar o motor 1.6 no Focus, a Ford recalibrou a suspensão, em razão da diferença de peso, mas não trocou os pneus 205/55 R16. Dinamicamente, o comportamento do carro não se alterou. O câmbio manual também é novo. São cinco marchas, sendo que as três primeiras são mais curtas que a média. O objetivo foi garantir maior agilidade ao carro, principalmente no uso urbano. Mas quem gosta de uma tocada mais esportiva não deve se animar, porque ainda assim prevaleceu o compromisso com o conforto e com a economia de combustível. Melhor seria se houvesse uma sexta marcha. Caberia perfeitamente, porque, quando se esticam todas as marchas, entre uma mudança e outra, nota-se que o giro do motor cai cerca de 1 500 rpm. Mas isso encareceria o carro.

O Focus 1.6 Flex parece um carro na medida para quem quer fazer uma compra racional. Ele é um modelo bem equipado, com desempenho honesto e preço mais baixo que os irmãos 2.0 Flex que virão em fevereiro. Mas a Ford ainda reforçou os argumentos de venda ao prometer revisões com preços fixos, pacotes de peças baratos e três anos de garantia total. Tudo para o consumidor não ter surpresas.

 

 



DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A direção é precisa. O freio (com ABS opcional) transmite confiança e a suspensão (recalibrada) garante a dirigibilidade típica do Focus.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO
O motor tem construção moderna, é honesto e cumpre o que promete. O câmbio está bem escalonado, mas há espaço para uma sexta marcha.
★★★★

CARROCERIA
O design é um dos pontos fortes do carro e o acabamento é de boa qualidade.
★★★★

VIDA A BORDO
Apesar de menos sofisticado que as versões 2.0, este hatch 1.6 tem tudo o que um consumidor do segmento deseja: ar-condicionado, sistema de som e vidros elétricos, entre outros equipamentos.
★★★★

SEGURANÇA
Duplo airbag vem como item de série, mas ABS é opcional.
★★★

SEU BOLSO
O preço é competitivo e a garantia de 3 anos é mais comum em modelos mais caros.
★★★

 

 



OS RIVAIS

 



VW Golf 1.6 flex Sportline
É conceitualmente ultrapassado, mas custa 52 819 reais e foi superior na pista de testes.



Fiat Stilo 1.8 flex Attractive
Custa 46780 reais, é bem equipado, mas seu motor 1.8 tem concepção antiga.

 



VEREDICTO

O Focus 1.6 Flex é um carro para consumidores racionais que buscam uma boa relação custo/benefício sem necessidade de fazer sacrifícios. Ele é bonito, bem equipado e gostoso de dirigir. O motor 2.0 tem uma força extra de reserva, mas só será flex em fevereiro. 

 





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