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Carros | testes
Fiat Punto T-Jet
Março 2009

Fiat Punto T-Jet

O hatch equipado com motor turbo de 152 cavalos de potência anda como gente grande

Por Paulo Campo Grande | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Desde os anos 80, amantes correspondidos ou platônicos de pequenos esportivos tinham Gol GTi e Uno Turbo como forma de materializar o ideal nacional de esportividade. A chegada do Punto T-Jet (mas pode chamá-lo de Punto Turbo, como muita gente da própria Fiat faz) traz de volta antigos sonhos, embalados para o presente.

Na história da marca houve Uno Turbo (1993), Tempra Turbo (1994) e Marea Turbo (1999). Somente no fim de 2008, com a chegada do Linea, é que surgiu o nome T-Jet na linha Fiat. E Linea e Punto têm pouco em comum em suas propostas (embora sejam filhos da mesma plataforma). O que os une é o motor Fire 1.4 16V Turbo, que estreou no Linea como representante do conceito downsizing, no qual motores compactos conseguem alto rendimento com menor consumo. No Punto, sua missão é oferecer desempenho, como nos motores Turbo de antigamente. Trata-se do mesmo quatro-cilindros de 152 cv de potência e 21,1 mkgf de torque. A diferença é que no Punto ele empurra 1 230 kg e no Linea, 1 305 kg. A subtração dá 75 kg ou um adulto sentado no banco do passageiro.

O T-Jet foi inspirado no Grande Punto Abarth, feito na Itália. Por fora, os dois têm muito em comum, como para-choque dianteiro (que é diferente do que está presente nos outros Punto), saias laterais, rodas e escapamento com ponteira dupla. Mas o nosso só existe como quatro portas, enquanto o Abarth tem apenas duas. Por dentro, chamam atenção os mostradores de duas escalas, com as mesmas unidades (km/h e rpm), mas valores diferentes (exclusividade da versão nacional), e o visor para a variação de pressão do turbo. No acabamento, a maior novidade em relação ao Abarth está nos bancos. No Punto italiano eles são mais altos e revestidos de camurça e tecido, enquanto no T-Jet são de couro e tecido (com fios prateados).


A suspensão ficou mais firme para segurar o carro nas curvas

Nosso Punto é um carro completo. Por 59 500 reais (preço na época de seu lançamento, em março de 2009), tem duplo airbag, ABS, ar-condicionado, computador de bordo, piloto automático, CD player com MP3, sistema Blue&Me e sensor de estacionamento, entre outros. Os únicos opcionais são ar digital, teto solar, navegador via satélite (igual ao do Linea), sidebags, window-bags, proteção contra colisão traseira, sensor de chuva e de farol e parafusos de roda antifurto.

Entre pista e rua, o T-Jet trilha o caminho do meio. A suspensão foi retrabalhada para garantir mais firmeza apenas nas curvas, por exemplo. A Fiat enrijeceu as molas e barras, mas reduziu a carga dos amortecedores. Ele apresenta menos movimentos laterais (rolling) mas ganhou suavidade no amortecimento. Ou seja: no dia-a-dia, o T-Jet é mais macio ao passar por buracos e ondulações que outros Punto. Quem gosta de dirigir esportivamente, mas não quer saber de sacrifícios, deve aprovar. Os que esperam maior interação com um esportivo, como um Subaru Impreza WRX ou BMW M3, talvez fiquem insatisfeitos.

O motor (que não é flex), de certo modo, compensa as concessões feitas pela suspensão. Seus 152 cv deixam o Punto com a energia de um menino de 5 anos em um parque de diversões, comparados aos 115 cv do motor Flex 1.8, com álcool, da versão Sporting (que não sai de linha com o T-Jet). Seu turbo, compacto e leve, começa a trabalhar cedo: a 2000 rpm, sendo que na marcha-lenta o motor gira a 1000 rpm. Um intercooler resfria o ar que será comprimido em pressões de até 1 bar. Em ação, a força gerada se traduz em acelerações estimulantes e rápidas.


O aerofólio tem duas cores: preto por cima e a cor da carroceria na parte de baixo

Mas há situações em que o T-Jet lembra o Uno Turbo, que também tinha motor 1.4 e demorava a arrancar se não pisasse fundo no acelerador. Isso ocorre com o T-Jet quando você passa em um quebra-molas, sai de uma rua secundária ou está na lentidão do trânsito e quer arrancar em segunda marcha. Até o giro subir e atingir 2000 rpm, o T-Jet se comporta como um Punto 1.4 aspirado. Você ouve o ronco abafado do motor e tem a sensação de que a vida parou dentro do seu carro, enquanto lá fora o planeta continua girando. Felizmente, é possível acabar com esse constrangimento, optando por sair em primeira marcha, como faria se estivesse ao volante de um Punto ELX.

Na estrada, ele é só alegria. A posição de dirigir é aquela típica do Punto – que, para quem não conhece, eu posso garantir, é bastante interessante. E o motor está presente em toda a faixa de torque máximo, que vai de 2 250 a 4 500 rpm. A 120 km/h, a sensação é de que caberia mais uma marcha, tipo overdrive, no câmbio de cinco (o Abarth italiano tem seis), todas encurtadas pensando na esportividade. Essa sexta marcha baixaria o giro do motor, reduzindo o nível de ruído, e contribuiria para economizar gasolina.

Na pista de testes, ele se saiu bem, com 9,3 segundos na aceleração de 0 a 100 km/h e 198,5 km/h de velocidade máxima. Foi melhor que todos os hatches médios testados no comparativo da capa desta edição. Nas frenagens, seus 26,8 metros, vindo a 80 km/h, são marca apenas mediana – apesar de o carro ter apresentado comportamento bastante equilibrado, com pouca tendência ao travamento das rodas, durante o teste. No consumo, as médias foram boas, com 8,7 km/l na cidade e 11,3 na estrada. Nesse aspecto, o Punto faz jus ao nome T-Jet, uma vez que economia não era o forte dos modelos Turbo de antigamente. Mas de consumo elevado ninguém tem saudade.


ABARTH

A divisão esportiva da Fiat tem status de marca, na Itália, com direito a colocar seu emblema, um escorpião, na grade dianteira dos carros.

Por aqui, não deve demorar muito até alguém oferecer um kit para transformar o T-Jet em um Abarth. Quer apostar?


OS RIVAIS

Golf 2.0 GT

Na ausência de outro esportivo, está na mesma faixa de preço. Custa 56 140 reais.

Polo 2.0 GT

Tem o mesmo porte do Punto, o motor do Golf, com 120 cv, e sai por 52 740 reais.


DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A direção é rápida. O freio, progressivo. E a suspensão ficou firme, sem prejudicar o conforto.

MOTOR E CÂMBIO
O motor deixou o Punto esperto. Mas há espaço para uma sexta marcha, na transmissão.

CARROCERIA
Mesmo sendo menos esportivo que o Abarth, com duas portas, o T-Jet ficou bem interessante.

VIDA A BORDO
A posição de dirigir é esportiva, a ergonomia bem resolvida e os bancos apoiam bem o corpo do motorista.

SEGURANÇA
Ele tem ABS e duplo airbag de série e conta com airbags laterais e sistema protetor contra colisões traseiras, opcionais.

SEU BOLSO
O preço é honesto. Se o motor fosse flex, ele teria mais pontos neste quesito.


VEREDICTO

Para quem busca um compacto com tempero mais forte de fábrica, ele é o número certo. Aliás, corre sozinho nessa categoria. Seu preço é honesto e ele entrega diversão na medida que seu visual promete. Nem mais, nem menos.


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