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Carros | testes
Fiat Doblò Adventure Locker 1.8
Dezembro 2009

Fiat Doblò Adventure Locker 1.8

Praticamente sozinha na categoria multivan, a linha 2010 do Doblò chega remodelada e com novas versões

Por Péricles Malheiros | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Das grandes fábricas locais, apenas a Fiat entrou no mercado das multivans. E se deu bem. Desde seu lançamento, em 2001, o Doblò liderou as vendas da categoria e fez sucumbir o trio francês que ousou desafiá-lo, formado por Citroën Berlingo, Peugeot Partner e Renault Kangoo. Essa hegemonia começou a se desenhar em 2003, com a chegada da versão Adventure – tanto que hoje ela corresponde, sozinha, a 52% do mix de vendas. Para se manter na confortável liderança, chega com mudanças na linha 2010, as mesmas que o modelo europeu tem há quatro anos. O discreto facelift trouxe uma frente retocada, nova opção de motor e acabamento mais cuidadoso. As honras da apresentação cabem, por justiça, ao Doblò Adventure.

Será por bem pouco tempo que teremos o mesmo Doblò que o público europeu. Lá, uma nova geração está na boca do forno e tem presença confirmada no Salão de Genebra, em março de 2010. O fato é que a remodelação, apesar de discreta, deu cara nova à multivan, literalmente. Os faróis de corpo duplo, divididos pela régua horizontal que cortava a grade, deram lugar a um com pisca incorporado e dupla parábola. No para-choque, duas traves de plástico são unidas pela grade cromada e o logo da marca ao centro. Trata-se do mesmo conceito de estilo aplicado na Strada e na Palio Weekend, ambas Adventure – agora, apenas a Idea aventureira foge do padrão. Faróis de neblina e de profundidade (longo alcance) convivem lado a lado nas extremidades inferiores do para-choque, que ganhou uma pequena porção na cor da carroceria próxima aos faróis. Assim, as molduras plásticas dos para-lamas também foram redesenhadas: as dianteiras, antes mais retas, estão arredondadas como sempre foram as traseiras, unindo de maneira mais harmoniosa as extremidades do carro.

Nas laterais, passa a oferecer repetidores de pisca nos retrovisores e moldura inferior mais larga com a assinatura Adventure em baixo-relevo. O giro de reconhecimento se encerra na traseira, com lanternas mais modernas e um suporte de estepe rígido redesenhado e com direito a uma cobertura plástica do braço metálico superior. “Ao analisar os primeiros modelos do novo Doblò Adventure, o presidente [da Fiat, Cledorvino Belini] perguntou se o tubo sempre foi exposto. Dissemos que sim e ele ordenou que nós o cobríssemos, pois achava feio como estava”, confidenciou uma fonte ligada ao projeto.

Outra fonte revela que há estudos para a produção de uma versão alongada e uma com teto elevado, destinadas a empresas e já existentes na Europa. A volta de motores menores à família Doblò – que teve um 1.3 16V de 2001 a 2005 e agora tem o 1.4 – é atribuída mais aos pedidos de frotistas que aos anseios de clientes diretos, segundo Lélio Ramos, diretor comercial da Fiat. Atenta a quem não precisa do desempenho (e do consumo) do 1.8 de 114/112 cv, a marca também oferece o 1.4 de 86/85 cv em duas versões para passageiros.

Antes de falar dos resultados obtidos na pista, vale um olhar atento na cabine. Se por um lado a escassez de novidades decepciona quem já conhece o carro, por outro a cabine é sempre digna de elogios de quem pouco conhece o mundo das multivans. Ao abrir as portas traseiras assimétricas, nota-se um sexto banco no porta-malas – o sétimo é vendido como opcional. Precisa de mais espaço que os 450 litros disponíveis? Sem malabarismo, você desarma o conjunto e o desloca para a lateral, dobrado, ampliando para 665 litros o volume para bagagens. Em ambos, as medições são feitas até a linha inferior dos vidros. Se a missão de transporte estiver mais para uma pequena mudança que para um fim de semana na praia com a família, rebata também a fileira intermediária de bancos e tenha 2 915 litros de volume, do chão ao teto. Pelas laterais, o acesso é feito por portas corrediças com sistema que dificulta sua movimentação por crianças. Quando seu filho der falta de algum brinquedo, pode voltar para a garagem: certamente, estará perdido em um dos diversos porta-objetos espalhados pela cabine. Molduras plásticas agora recobrem o esquadro das janelas traseiras, que antes expunham a lataria.

Na pista, a versão remodelada foi pior que a antiga, avaliada em setembro de 2006. Andou menos e bebeu mais. Na aceleração de 0 a 100 km/h, o tempo subiu de 14,7 para 15,2 segundos. No consumo urbano/ rodoviário, piorou de 8,6/9,8 para 6,2/7,9 km/l. Consultada, a Fiat atribuiu essa piora entre as gerações à baixa quilometragem: de fato, o modelo avaliado dessa vez estava bem pouco rodado. O hodômetro registrava apenas 82 km, contra 13450 km da unidade avaliada em 2006.

A posição elevada do motorista, somada à suspensão de curso longo, dá ao motorista do Doblò uma experiência diferenciada ao volante. A alavanca do câmbio alta também reforça o estilo minivan de dirigir. Nas curvas, a inclinação da carroceria incomoda um pouco, mas é mais fácil se adaptar a essa característica numa viagem sobre asfalto que num fora-de-estrada, onde convém uma dose extra de cautela, com observação constante dos inclinômetros (longitudinal e lateral) junto ao teto.

Versátil, o Doblò Adventure é uma boa opção para quem busca um veículo espaçoso e diferenciado para a família no dia a dia e divertido para fins de semana. Alguns itens como rádio, retrovisores elétricos, banco traseiro bipartido e volante com regulagem de altura bem que poderiam ter migrado da lista de opcionais para a de equipamentos de série, afinal o preço de tabela já começa salgado, 59 680 reais.

 



2ª GERAÇÃO

 



Este, sim, merece ser chamado de novo Doblò. A segunda geração será apresentada em meados de dezembro, completamente renovada por dentro e por fora, mas sem perder o estilo caixote que a consagrou. Nas laterais, destaque para os vidros, todos com linha inferior ascendente.

 



SEM AVENTURA

 



Sem o visual Adventure e com motor menor, as novas versões (1.4 e ELX 1.4) do Doblò aparecem bem mais em conta que a topo-de-linha – 48 950 e 52 540 reais, respectivamente. Apesar do visual, nível de equipamentos e desempenho mais contidos, vale o test-drive. Nós fizemos e constatamos que o 1.4 é suficiente para cumprir as mesmas tarefas do 1.8, exigindo apenas um pouco mais de trabalho de câmbio para explorar melhor as rotações de torque ideais. Desde o modelo de entrada, direção hidráulica, travas e vidros elétricos e computador de bordo são oferecidos de série. O ELX tem ainda ar-condicionado e sexto banco escamoteável no porta-malas.

 



DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A inclinação da carroceria nas curvas é culpa do centro de gravidade elevado. A suspensão faz sua parte, com ajuste mais firme.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO
O 1.8 demonstrou apetite maior que o de muitos 2.0: 6,2 km/l na cidade e 7,9 km/l na estrada. Condução esportiva não combina com o Doblò: o câmbio recusa trocas rápidas.
★★★

CARROCERIA
Menos bizarro na dianteira, o Doblò deve conquistar famílias conservadoras. Novos painéis de porta e molduras na traseira melhoraram o visual da cabine.
★★★★

VIDA A BORDO
Há porta-objetos até no teto e eles facilitam muito a vida. Mas falta requinte ao Doblò. As telas de alto-falantes nas extremidades do painel são antiquadas.
★★★

SEGURANÇA
Por ser um veículo familiar, ABS e airbag duplo deveriam ser de série. Não são, mas deverão ser vendidos, juntos, por cerca de 3 000 reais.
★★★

SEU BOLSO
O Doblò nunca foi um carro barato. Mas oferece, sem dúvida, uma das melhores relações de espaço/preço do mercado.
★★★★

 

 



OS RIVAIS

 



Renault Kangoo Sportway
Raridade nas concessionárias, é vendido sob encomenda. Seu motor 1.6 16V tem 98/95 cv.



Kia Soul 1.6 16V
Rival “por aproximação”, o coreano não tem bancos extras, mas seu estilo é bem mais atual.

 



VEREDICTO

O Doblò não precisava de nada para continuar líder no segmento no qual atua sozinho. Ainda assim, a Fiat trouxe para cá o modelo que se despede da Europa. Mais discreto, pode atrair olhares de quem antes o achava bizarro demais para um modelo familiar.

 





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