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Carros | testes
Fiat Palio Weekend Adventure Locker
Julho 2008

Fiat Palio Weekend Adventure Locker

Testamos a novidade da Fiat para ver o que ela é capaz de fazer no fora-de-estrada

Por Adriano Griecco
Fotos Christian Castanho
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Durante a primeira onda dos aventureiros urbanos, bastava parecer ser capaz de encarar um fora-de-estrada. Um visual mais para o utilitário já era suficiente para conquistar corações e mentes. Agora parece que entramos entrando em um novo estágio, que vai um pouco além das aparências. Não basta parecer valente, tem que mostrar do que é capaz – ainda que as supostas habilidades permaneçam em estado latente para a maioria dos proprietários.

Do alto do pioneirismo da Adventure, a Locker é porta-estandarte da nova onda. A nova Adventure ficou 2 centímetros mais alta – totalizando agora 19 em relação ao solo –, ganhou diferencial blocante na dianteira, amortecedores de duplo estágio e pneus 205/70 R15 – ante os 175/70 R14. Para avaliar suas aptidões longe do asfalto, convidamos um especialista no assunto, João Roberto Gaiotto, instrutor de condução off-road que leva a vida a bordo de um Land Rover Defender 90.

Com as alterações, era de esperar que a Adventure melhorasse o desempenho em trilhas leves. Mas, se você tem uma Adventure antiga, provavelmente se lembrará dela com carinho ao dirigir a Locker no asfalto. O novo modelo inclina demais a carroceria em curvas (em alguma delas chega a incomodar) e andar rápido definitivamente não é seu ponto forte. Não pelos bons números obtidos em nossa pista de testes (veja a ficha técnica na pág. XX), mas pelo comportamento. A cada acelerada é possível sentir a carroceria inclinar. Pior: os inclinômetros que a Fiat colocou acima do painel demonstram a facilidade com que a Adventure cede às forças externas. Resumindo: a perua perdeu em estabilidade e ganhou em conforto e em habilidade para o fora-de-estrada.

Na terra, a Adventure se mostra indiferente a pequenas erosões e pedregulhos que teimam em estar pelo caminho. Mas nossa avaliação foi além. Elegemos quatro obstáculos para provar se o carro realmente tem condições de encarar algumas aventuras no meio off-road.

O primeiro deles foi uma rampa seca, com 35 graus de inclinação. Com um ângulo de ataque de Xx graus, a Adventure começou bem, sem raspar o pára-choque dianteiro. Mas começou a faltar tração e o carro parou no meio da rampa. Depois de ligar o bloqueio do diferencial, a perua até esboçou sair do lugar. Mas a solução foi mesmo voltar um pouco para trás e entrar um pouco mais rápido na rampa, fazendo com que a Adventure superasse o primeiro obstáculo. Nesse caso, o diferencial não fez diferença. E a perua acabou tendo o comportamento que qualquer outro 4x2 teria, exigindo mais velocidade que técnica. Gaiotto ainda reforça que esse tipo de procedimento – insistir em subidas de rampa – força um pouco a embreagem, podendo comprometer sua durabilidade.

Em seguida, passamos para uma zona com fortes erosões. Durante o percurso, a perua entrou no chamado “X”, que é quando uma ou duas rodas saem do chão, comprometendo a tração do carro. Nesse obstáculo a Adventure saiu-se muito bem. Surpreenderam o instrutor o bom curso da suspensão e também o trabalho do diferencial. “O bloqueio nessas situações é imbatível nesse carro e qualquer outro sem o recurso ficaria pendurado, sem opção de saída”, afirmou Gaiotto.

Saímos das tais erosões e pegamos uma trilha fechada rumo a um atoleiro. Apesar de não ter profundidade, sua extensão assustava. Gaiotto ligou o bloqueio do diferencial e foi para cima da lama. E estranhou quando ultrapassou os 20 km/h e um sinal sonoro avisou que o bloqueio estava sendo desligado – por questão de segurança, ele se desliga automaticamente. Sem a ajuda do bloqueio, o segredo foi novamente entrar com mais velocidade no atoleiro, técnica utilizada em carros sem tração integral. Gaiotto ainda ressalva a importância dos pneus mistos, que ajudaram muito, merecendo boa parte do crédito pela valentia na lama.

Como tudo o que desce também sobe, tivemos que pegar a mesma trilha de volta, saindo do atoleiro. E nesse percurso a Adventure decepcionou. Não havia ali nenhum grande obstáculo. Apenas uma ladeira com a terra úmida. Mas que foi suficiente para derrubar a perua. Segundo Gaiotto, os pneus fizeram a parte deles com valentia. O diferencial também não ajudou muito. Nem a técnica de virar sucessivamente o volante para os lados (a fim de limpar a terra na frente dos pneus e tracionar melhor) resolveu. A saída foi descer do carro e empurrar. Outra manobra prevista nesse tipo de condição seria tentar subir de ré. Mas como, segundo Gaiotto, a manobra não é prevista em condução normal pelo perfil esperado dos clientes desse produto, acabamos por não tentar. Para resolver o problema, só mesmo tração 4x4.

No fim das contas, a Adventure não passaria em um teste off-road de verdade. Também, ela não foi feita para isso. O que fizemos aqui foi colocar a perua em situações indicadas para modelos 4x4 – coisa que ela não é – para ver até que ponto ela se sairia bem. A dúvida que fica é a real relação entre perfumaria e habilidade para o fora de estrada. A verdade é que a Adventure encostou nas versões 4x2 do EcoSport e apresenta o mesmo desempenho: se você for encarar uma simples estrada de terra com algumas poças d’água, vá tranqüilo. A perua não vai deixá-lo na mão e ainda vai passar a impressão de que você poderia ir mais longe. Até pode, já que o diferencial ajuda a escapar de algumas situações de falta de aderência. Mas esteja avisado: o desempenho da perua não chega nem perto do de um Eco 4x4, um Pajero TR4 e até mesmo de um Tracker.

Ficha técnica

» Clique para ver a ficha completa do teste





» FOTOS


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