
A posição de dirigir continua esportiva, com o volante e os pedais alinhados e o banco concha apoiando bem o corpo. A direção ficou até mais direta, com a relação reduzida de 16,5:1 para 15,0:1, na comparação com a segunda geração. Mas a cabine está mais confortável. Há mais espaço, uma vez que o entreeixos aumentou 10 centímetros e a altura da carroceria cresceu 3 centímetros. O interior tem novo design. Há um friso de alumínio em forma de V que percorre toda a extensão do painel e se prolonga nas portas. E o motorista ganhou mimos como os instrumentos com iluminação vermelha e ponteiros bran- cos (que varrem as escalas, quando se dá o contato).
A suspensão conserva as estruturas McPherson, na frente, e duplo A, atrás, e o Impreza continua copiando o asfalto para o motorista não perder um centímetro da interação entre o pneu e a via. Mas a calibragem de molas e amortecedores ficou mais leve, porque o novo WRX roda com mais suavidade e apresenta maiores oscilações longitudinais (nas frenagens e arrancadas) e laterais (nas curvas), sem contudo comprometer a estabilidade assegurada pela tração 4x4. Esses movimentos de carroceria, dependendo da velocidade desenvolvida, podem não ser muito agradáveis. Mas na estrada, em velocidade de cruzeiro, o carro ficou muito gostoso de dirigir. Os pneus agora são de perfil mais alto, série 50, no lugar de 45.
A busca de conforto se revela também no isolamento acústico. Houve redução do nível de ruído em todas as condições medidas por nós, em comparação à versão anterior testada em 2006. Na cidade, em baixa velocidade, os ruídos vêm predominantemente do motor. Na estrada, se sobrepõe o ruído aerodinâmico e também o barulho provocado pelos pneus.
A alavanca do câmbio ganhou cursos mais longos. Os engates, que no anterior eram curtos e rápidos, como os de um VW Golf, agora se parecem com os de um Ford Focus - o engate da quinta fica distante do volante, obrigando o motorista a se esticar. No que se refere às relações de marchas, o câmbio ficou mais longo - o que resulta em mais conforto. Em nosso teste, o WRX demonstrou o mesmo apetite de sempre, com as médias de 7,3 km/l (contra 7,2 km/l) na cidade e 10,9 km/l (contra 11,1 km/l) na estrada.
911 faz escola
O motor é novo. Apesar de ter as mesmas características do anterior, como medidas de diâmetro e curso, o 2.5 Boxer apresenta mudanças que o deixaram 23 quilos mais leve e com os mesmos níveis de torque e potência chegando em rotações mais baixas. Em 2006 o veículo testado contava com 230 cv a 5 600 rpm e 32,6 mkgf a 3 600 rpm, ao passo que o visto nestas páginas alcança os mesmos números a 5 200 e 2 800 rpm, respectivamente.
Com o novo motor, o WRX se saiu melhor nas provas de retomadas, onde o torque é mais importante. De 60 a 100 km/h em quarta marcha, por exemplo, o tempo do WRX baixou de 6,3 para 5,1 segundos. Nas acelerações de 0 a 100 km/h, segundo a fábrica, o Subaru deveria conseguir o tempo de 6 segundos. Mas em nossa pista fizemos 7,6 segundos, o mesmo tempo do Jaguar XK testado na edição de março. Segundo o engenheiro Luiz Sérgio Cazzonatto, gerente de pós-venda do Grupo Caoa, representante da Subaru no Brasil, esse número já era esperado para o modelo que saiu da garagem com apenas 55 quilômetros no hodômetro. "O carro é novo, não foi amaciado, a embreagem não está assentada, o teste não ocorreu no nível do mar e o combustível não é adequado", diz o engenheiro. Segundo ele, a "Subaru faz seus testes em condições ideais e recomenda um período de amaciamento de 2500 quilômetros, pelo menos".
Ao projetar o novo Impreza, a Subaru fez o mesmo que a Porsche. Na sexta e atual geração, lançada em 2004, o 911 trouxe cabine mais espaçosa e recursos voltados para o conforto, como o sistema de direção de relação variável, para diminuir o esforço do motorista nas manobras em baixas velocidades. A receita agradou em cheio os fãs da marca alemã, que, segundo a fábrica, reivindicavam essas mudanças. O WRX, portanto, está em boa companhia.
FAMÍLIA

Além da WRX 2.5, no Brasil, o novo Impreza terá versões 1.5, 2.0 e 2.5 STi, sempre com carroceria hatch. O sedã (acima) não virá.
WRX TURBO - R$ 125 900
Esse preço é o mesmo que o importador cobrava pela versão SW da geração anterior.
DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A direção ficou mais direta e a suspensão, mais confortável. Pára de forma equilibrada.
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MOTOR E CÂMBIO
Apesar do câmbio mais longo, torque e potência chegam mais cedo no novo motor.
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CARROCERIA
O Impreza hatch ficou bonito por fora e por dentro.
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VIDA A BORDO
O acabamento foi aprimorado e a posição de dirigir continua esportiva como o tradicional comprador do Impreza gosta.
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SEGURANÇA
A tração 4x4 assegura a estabilidade. Airbags, ABS, ASR e ESP são itens de série.
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SEU BOLSO
Ele concorre na mesma faixa de preço de hatches esportivos como Audi A3, BMW 120i e Volvo C30 T5.
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VISIBILIDADE
Pontos cegos
A parte escura representa a área que o motorista não enxerga em manobras ou em movimento

OS RIVAIS

- BMW 120i
Equipado com motor 2.0 de 150 cv, tem tração 4x2 e custa 1 000 reais a menos.

- Volvo C30 T5
Seu motor também é 2.5 de 230 cv. A tração é 4x2 e ele custa 127 900 reais.
VEREDICTO
Ao tornar o Impreza mais confortável, a Subaru surpreende quem esperava um modelo ainda mais radical. Mas o resultado final foi bom. O Impreza continua esportivo, e agora permite também um modo de condução mais tranqüilo e relaxado.





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