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Carros | testes
Subaru Impreza WRX 2.5 Turbo
Abril 2008

Subaru Impreza WRX 2.5 Turbo

Conforto cavalar: Para quem espera um WRX ainda mais esportivo, a surpresa é o conforto da terceira geração

Por Paulo Campo Grande | fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

O Subaru Impreza WRX mudou - e muito - na terceira geração. Como você pode ver, seu design é inteiramente novo. Ficou bem mais bonito, com linha de cintura alta e vincos dando formas e volumes a pára-lamas e capô. Visto de lado, o Impreza lembra o BMW Série 1 (com a caída de teto na traseira mais bem resolvida no Subaru). As lanternas traseiras com lentes brancas, ao estilo tuning, são as primeiras originais de fábrica de bom gosto, na minha opinião. Na frente, a grade também ficou interessante. Antes o Impreza era apresentado nas versões sedã e perua, e agora chega como sedã e hatch. As maiores novidades, porém, estão nas características que não podem ser apreciadas com os olhos. A Fuji Heavy Industries, dona da Subaru, refez o WRX. Historicamente reconhecido pelo despojamento e pela esportividade, o carro ficou mais sofisticado e confortável. Nada que possa decepcionar os fãs de rali. São atrativos para quem gosta de modelos mais luxuosos e com um modo de condução mais relaxado, um público a ser conquistado pelo WRX.

A posição de dirigir continua esportiva, com o volante e os pedais alinhados e o banco concha apoiando bem o corpo. A direção ficou até mais direta, com a relação reduzida de 16,5:1 para 15,0:1, na comparação com a segunda geração. Mas a cabine está mais confortável. Há mais espaço, uma vez que o entreeixos aumentou 10 centímetros e a altura da carroceria cresceu 3 centímetros. O interior tem novo design. Há um friso de alumínio em forma de V que percorre toda a extensão do painel e se prolonga nas portas. E o motorista ganhou mimos como os instrumentos com iluminação vermelha e ponteiros bran- cos (que varrem as escalas, quando se dá o contato).

A suspensão conserva as estruturas McPherson, na frente, e duplo A, atrás, e o Impreza continua copiando o asfalto para o motorista não perder um centímetro da interação entre o pneu e a via. Mas a calibragem de molas e amortecedores ficou mais leve, porque o novo WRX roda com mais suavidade e apresenta maiores oscilações longitudinais (nas frenagens e arrancadas) e laterais (nas curvas), sem contudo comprometer a estabilidade assegurada pela tração 4x4. Esses movimentos de carroceria, dependendo da velocidade desenvolvida, podem não ser muito agradáveis. Mas na estrada, em velocidade de cruzeiro, o carro ficou muito gostoso de dirigir. Os pneus agora são de perfil mais alto, série 50, no lugar de 45.

A busca de conforto se revela também no isolamento acústico. Houve redução do nível de ruído em todas as condições medidas por nós, em comparação à versão anterior testada em 2006. Na cidade, em baixa velocidade, os ruídos vêm predominantemente do motor. Na estrada, se sobrepõe o ruído aerodinâmico e também o barulho provocado pelos pneus.

A alavanca do câmbio ganhou cursos mais longos. Os engates, que no anterior eram curtos e rápidos, como os de um VW Golf, agora se parecem com os de um Ford Focus - o engate da quinta fica distante do volante, obrigando o motorista a se esticar. No que se refere às relações de marchas, o câmbio ficou mais longo - o que resulta em mais conforto. Em nosso teste, o WRX demonstrou o mesmo apetite de sempre, com as médias de 7,3 km/l (contra 7,2 km/l) na cidade e 10,9 km/l (contra 11,1 km/l) na estrada.

911 faz escola
O motor é novo. Apesar de ter as mesmas características do anterior, como medidas de diâmetro e curso, o 2.5 Boxer apresenta mudanças que o deixaram 23 quilos mais leve e com os mesmos níveis de torque e potência chegando em rotações mais baixas. Em 2006 o veículo testado contava com 230 cv a 5 600 rpm e 32,6 mkgf a 3 600 rpm, ao passo que o visto nestas páginas alcança os mesmos números a 5 200 e 2 800 rpm, respectivamente.

Com o novo motor, o WRX se saiu melhor nas provas de retomadas, onde o torque é mais importante. De 60 a 100 km/h em quarta marcha, por exemplo, o tempo do WRX baixou de 6,3 para 5,1 segundos. Nas acelerações de 0 a 100 km/h, segundo a fábrica, o Subaru deveria conseguir o tempo de 6 segundos. Mas em nossa pista fizemos 7,6 segundos, o mesmo tempo do Jaguar XK testado na edição de março. Segundo o engenheiro Luiz Sérgio Cazzonatto, gerente de pós-venda do Grupo Caoa, representante da Subaru no Brasil, esse número já era esperado para o modelo que saiu da garagem com apenas 55 quilômetros no hodômetro. "O carro é novo, não foi amaciado, a embreagem não está assentada, o teste não ocorreu no nível do mar e o combustível não é adequado", diz o engenheiro. Segundo ele, a "Subaru faz seus testes em condições ideais e recomenda um período de amaciamento de 2500 quilômetros, pelo menos".

Ao projetar o novo Impreza, a Subaru fez o mesmo que a Porsche. Na sexta e atual geração, lançada em 2004, o 911 trouxe cabine mais espaçosa e recursos voltados para o conforto, como o sistema de direção de relação variável, para diminuir o esforço do motorista nas manobras em baixas velocidades. A receita agradou em cheio os fãs da marca alemã, que, segundo a fábrica, reivindicavam essas mudanças. O WRX, portanto, está em boa companhia.


FAMÍLIA


Além da WRX 2.5, no Brasil, o novo Impreza terá versões 1.5, 2.0 e 2.5 STi, sempre com carroceria hatch. O sedã (acima) não virá.

WRX TURBO - R$ 125 900
Esse preço é o mesmo que o importador cobrava pela versão SW da geração anterior.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A direção ficou mais direta e a suspensão, mais confortável. Pára de forma equilibrada.

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MOTOR E CÂMBIO
Apesar do câmbio mais longo, torque e potência chegam mais cedo no novo motor.

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CARROCERIA
O Impreza hatch ficou bonito por fora e por dentro.

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VIDA A BORDO
O acabamento foi aprimorado e a posição de dirigir continua esportiva como o tradicional comprador do Impreza gosta.

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SEGURANÇA
A tração 4x4 assegura a estabilidade. Airbags, ABS, ASR e ESP são itens de série.

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SEU BOLSO
Ele concorre na mesma faixa de preço de hatches esportivos como Audi A3, BMW 120i e Volvo C30 T5.

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VISIBILIDADE

Pontos cegos
A parte escura representa a área que o motorista não enxerga em manobras ou em movimento


OS RIVAIS


- BMW 120i
Equipado com motor 2.0 de 150 cv, tem tração 4x2 e custa 1 000 reais a menos.


- Volvo C30 T5
Seu motor também é 2.5 de 230 cv. A tração é 4x2 e ele custa 127 900 reais.

VEREDICTO
Ao tornar o Impreza mais confortável, a Subaru surpreende quem esperava um modelo ainda mais radical. Mas o resultado final foi bom. O Impreza continua esportivo, e agora permite também um modo de condução mais tranqüilo e relaxado.





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