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Carros | testes
Hyundai Veracruz 3.8 V6
Dezembro 2007

Hyundai Veracruz 3.8 V6

Com lugar e conforto para sete, o crossover tem tração 4x4, mas gosta mesmo é de um bom asfalto

Por PAULO CAMPO GRANDE | FOTOS MARCO DE BARI
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Em casa com mais de dois filhos, é comum que o caçula chegue num momento em que o orçamento doméstico já ultrapassa o previsto. No caso do Hyundai Veracruz foi diferente. O terceiro crossover da família, lançado no fim do ano passado, já chegou com a estrada asfaltada pelo bom momento vivido pela marca. Com visual mais cosmopolita (e americano), ele é maior que seus irmãos Tucson e Santa Fe e teve suas linhas criadas no novo centro de design da marca, localizado, não por acaso, na Califórnia.

O Veracruz chegou ao Brasil em julho e concorre com modelos como Jeep Grand Cherokee Limited e Volkswagen Touareg V6, vendidos na mesma faixa de preço. Mas essa proximidade se deve mais à coincidência entre os preços que ao que eles entregam. Isso porque os rivais são utilitários esportivos na melhor acepção da palavra - equipados com sistemas de transmissão mais robustos, com opção de marcha reduzida -, enquanto o Veracruz é um crossover, sem ambições de se aventurar por trilhas off-road pesadas.

Em condições normais de temperatura, pressão e rodagem, o Veracruz tem tração 4x2 dianteira. O modo 4x4 entra apenas se for convocado pelo motorista (basta apertar um botão). E serve apenas para vencer obstáculos, descer ladeiras ou trafegar por trechos arenosos ou lamacentos, em velocidades inferiores a 30 km/h.

O Veracruz não veio ao mundo para exibições de valentia. Sua missão é transportar pessoas com conforto. Para isso, ele é dotado de bancos de couro, sistema de som, teto solar elétrico e ar-condicionado digital. Ele oferece lugar para sete, em três fileiras de bancos (a terceira é escamoteável). Todos os ocupantes são contemplados com saídas individuais de ar-condicionado e airbags - são dez ao todo. O motorista conta com piloto automático, computador de bordo e coluna de direção regulável em altura e profundidade (a variação não é muito ampla, porém). No capítulo segurança: ABS e controles de tração e de estabilidade, de série.

Ao volante, ele continua sendo familiar. Os comandos estão à mão, são fáceis de manusear e suas funções são percebidas de forma intuitiva. O acabamento é agradável ao toque e também aos olhos. À noite, a iluminação suave, nas cores azul e branca, transmite uma atmosfera tranqüila.

Em pisos bem conservados, o Veracruz roda com maciez e silêncio. No asfalto liso, o único barulho que incomoda a bordo é o do controle remoto de abertura das portas batendo no painel. Já as ruas esburacadas, embora as irregularidades não cheguem a perturbar a suspensão, provocam ruídos nas peças do acabamento.

Apesar das dimensões - são 4,80 metros de comprimento, 1,75 de altura e 1,90 de largura - o motorista tem a sensação de estar ao volante de um automóvel. Você só lembra que o Veracruz é um crossover grande quando freia e faz curvas.

A suavidade de comportamento, o desempenho do motor V6 de 270 cv e as quase 2 toneladas de peso formam uma combinação que pode surpreender os desavisados. Na hora de parar, o Veracruz pede que o motorista pise no freio com energia. E, nas curvas, que se respeite a velocidade aconselhada. Isso porque o Veracruz tende a sair de frente, quando seu limite é ultrapassado. Em nosso teste, no entanto, o crossover se saiu bem nas provas dinâmicas. A carroceria rola pouco para um crossover de grandes dimensões. A suspensão garante o equilíbrio. E os freios, paradas em espaços seguros.

Para ir da imobilidade até os 100 km/h, o Veracruz precisou de apenas 9,5 segundos. Mas, nas ruas, ele reage melhor quando já está embalado. Levando-se em conta porte e categoria, nas medições de consumo ele se mostrou relativamente econômico, com as médias de 6,5 km/l na cidade e 8,8 km/l na estrada. Como se viu, a família Hyundai não está precisando fazer economia, mas nos dias atuais o comedimento nessa área é sempre bem-vindo e correto.


NOME MEXICANO

O primeiro nome do Brasil foi Ilha de Vera Cruz. Mas a Hyundai não sabia disso, quando batizou o crossover. Ela se inspirou na cidade de Veracruz, que fica no México. Tucson e Santa Fé, aliás, também são nomes de cidades, só que americanas. Tucson fica no Arizona e Santa Fé, no Novo México.


DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A direção visa ao conforto. O freio é eficiente, apesar da transferência de peso para o eixo dianteiro. E a suspensão é bem-comportada.
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MOTOR E CÂMBIO
O desempenho na pista foi bom, mas, no trânsito, o carro merecia um câmbio mais esperto.
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CARROCERIA
Os designers optaram por um visual mais limpo e suave que o padrão adotado para utilitários e crossovers.
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VIDA A BORDO
Todos têm bom espaço e saídas próprias de ar-condicionado. O acabamento interno é de qualidade superior.
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SEGURANÇA
Ele vem com importantes itens de série: com airbags e ABS, BAS e ESP.
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SEU BOLSO
Tem garantia de quatro anos e seu preço é apenas competitivo.
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VEREDICTO
O Veracruz cumpre o que promete, como crossover de luxo, e oferece conforto a bordo, sem descuidar da segurança. Pelo mesmo preço, porém, existem utilitários no mercado que, embora não sejam tão completos, têm aptidões para encarar as trilhas off-road com maior desenvoltura.

 


OS RIVAIS

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