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Carros | testes
Nissan Frontier CD 2.5 4X4 SEL
Dezembro 2007

Nissan Frontier CD 2.5 4X4 SEL

Muito além-fronteira: Ela vem de longe, mais precisamente da Tailândia. Mas parece conhecer bem o chão que está pisando e o gosto do brasileiro

Por PAULO CAMPO GRANDE | FOTOS CHRISTIAN CASTANHO
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

A Nissan sabe que a maioria de seus clientes roda somente no asfalto, embora adorem um visual guerrilheiro. Essa preferência fica ainda mais evidente na faixa de preço do topo do mercado a que a nova Frontier chega. O preço, aliás, é o que separa a picape de sua antiga versão, que vai continuar sendo comercializada nas configurações mais simples. A nova Frontier é apresentada em apenas uma versão, SEL de cabine dupla e tração 4x4, com a opção da transmissão automática ou manual. A automática de cinco marchas, mostrada aqui, custa 118 285 reais e a manual de seis marchas, 112 285 reais (enquanto a antiga versão tem preços entre 80 000 e 90 000 reais).

Apesar de vir da longínqua Tailândia, a nova Frontier tem preço bastante próximo em relação a suas rivais, como a Toyota Hilux, que é feita na Argentina, e a Mitsubishi L200 Triton, produzida em Goiás. Segundo a Nissan, isso foi possível graças ao grande volume produzido pela fábrica tailandesa. Este ano, essa divisão vai fazer 55 000 unidades que serão exportadas para mais de 120 países.

A Frontier demonstra sua vocação urbana ao entregar tudo o que um motorista com esse perfil urbano sonha ter a bordo: direção leve, bancos de couro, vidros elétricos nas quatro portas, CD player com capacidade para seis discos e ar-condicionado. Segundo a fábrica, os bancos foram desenvolvidos com a mesma estrutura e formato encontrados nos automóveis de passeio da marca, "com densidade estudada para serem confortáveis e seguros". O motorista e o passageiro da frente viajam com mais conforto, porém. Atrás, o espaço é amplo, mas os assentos são curtos e os encostos, pouco inclinados.

A ergonomia também segue o padrão mundial da Nissan, em que pesa a preferência por botões giratórios, inclusive o de acionamento da tração 4x4 (que é eletrônico e não manual com alavancas), com as opções 4x2 (traseira), 4x4 e 4x4 reduzida.

A nova Frontier é derivada do utilitário esportivo Pathfinder. O design segue as linhas da terceira geração do SUV. Mas, dadas suas características de robustez, ela foi assentada em chassi reforçado com eixo rígido e feixe de molas na suspensão traseira, enquanto o Pathfinder tem suspensão independente nas quatro rodas. Na dianteira, a Frontier tem duplo A.

Junte à direção uma suspensão confortável e um motor silencioso e em pouco tempo você se esquece de que está ao volante de um truck (caminhão, em inglês), como os americanos classificam as picapes.

O motor 2.5 de quatro cilindros faz sua parte entregando força suficiente para o motorista não pensar nas 2 toneladas de peso da picape. Alimentado pela injeção eletrônica do tipo common-rail de segunda geração, o motor tem quatro válvulas por cilindro e é auxiliado por um turbocompressor de geometria variável. Ele gera 41,1 mkgf de torque a 2 000 rpm e 172 cv de potência a 4 000 rpm.

Em nossa pista, a Frontier acelerou de 0 a 100 km/h em 13 segundos, tempo tecnicamente empatado com os das rivais Hilux (12,9 segundos) e Triton (13,2) testadas por nós anteriormente. Os freios foram dimensionados para que a Frontier tivesse desempenho de automóvel na hora de parar. Vindo a 80 km/h, ela freou em 26,9 metros, com ajuda do ABS, que é item de série. E, nesse caso, ela foi melhor que as concorrentes. A Hilux parou em 31,5 metros e a Triton, em 31 metros - ambas com ABS.

A Nova Frontier é completa. Ela não tem itens opcionais. Mas alguns dos equipamentos apresentados aqui são acessórios, que serão oferecidos pelos concessionários. Entre eles estão protetor de caçamba, capota marítima, santantônio, rack, reboque e películas para os vidros. Dispositivos para cada consumidor deixar a picape ainda mais a seu gosto, seja ele mais urbano, seja off-road.


NOMES

A nova Frontier vai coexistir no mercado com a Frontier antiga. No começo pode haver confusão. Mas a fábrica achou que seria melhor assim a ter que chamar a picape pelo nome que ela tem na Europa: Navara.


TERRA DE PICAPE

Enquanto no mercado brasileiro a maioria dos carros vendidos são hatches compactos, na Tailândia a preferência recai sobre as picapes. Lá, a cada dez veículos comercializados, seis são picapes. Por isso, empresas como a Nissan e a Toyota transferiram para lá suas fábricas de picapes.


DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A picape é fácil de manobrar, freia bem e a suspensão, apesar de robusta, não compromete o conforto a bordo.
★★★★★

MOTOR E CÂMBIO
O motor garante bom desempenho e o câmbio automático consegue ser ágil em suas respostas.
★★★★

CARROCERIA
O estilo é atual e o acabamento é de boa qualidade, sem ser luxuoso.
★★★★

VIDA A BORDO
A picape é bem equipada e tem cabine espaçosa (melhor para quem viaja na dianteira).
★★★★

SEGURANÇA
Tem ABS e airbags de série e freou muito bem em nossa pista.
★★★★★

SEU BOLSO
A garantia de fábrica é de três anos. A Nissan fez um acordo com a seguradora Mapfre para oferecer seguros com preços atraentes, durante o lançamento.
★★★★


GEOMETRIA

A RIVAL

- Hilux SRV 3.0 D 4x4 aut.
A líder do mercado, com quase 40% do segmento (de janeiro a outubro deste ano), custa 111 200 reais, mas traz menos equipamentos de série.

VEREDICTO
A nova Frontier tem características que agradam quem gosta de uma picape, mas não quer abrir mão do conforto. Depois de um tempo, o motorista se esquece que está ao volante de uma cabine-dupla. Seu preço é interessante, principalmente, se considerarmos o pacote de equipamentos que ela traz.





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