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Carros | testes
Chevrolet Vectra GT
Setembro 2007

Chevrolet Vectra GT

Especialidade da casa: O Vectra GT tem receita para

agradar quem busca uma imagem esportiva sem abrir mão do conforto

Por Adriano Griecco | Fotos: Christian Castanho
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Em março de 2006, dentro da política global da companhia (hoje mais flexível), a filial brasileira da GM foi escolhida como centro de desenvolvimento de picapes médias. Naquela época, engenheiros e designers dedicavam- se a uma outra atividade que também viria a se tornar uma especialidade: a de conciliar um visual atualizado e alinhado com a Europa, sem no entanto ter de refazer inteiramente o carro. Já tínhamos o Vectra sedã, concebido sobre a plataforma do Astra e lançado em outubro de 2005. Mas havia a missão de achar um possível substituto para o Astra - embora a fábrica negue isso de pés juntos. Assim, a GM começava a traçar os primeiros esboços do Vectra hatch, chamado de GT.

O Vectra GT tem a traseira do Astra europeu, lançado em 2004. Não se trata de inspiração. Ele utiliza o pára-choque, a tampa traseira, as lanternas e o mecanismo de abertura do porta-malas do modelo alemão. A harmonia do resultado pode fazer com que se esqueça o desafio de transformar a carroceria sedã em um hatch e ainda utilizar todas essas peças, como em um quebra-cabeça. As modificações começam da coluna central para trás. Ou seja, até a porta dianteira (incluindo a mesma), os componentes são os mesmos utilizados no Vectra (tá, os faróis têm máscara preta e lâmpadas azuis). A partir daí, tudo muda. A linha de cintura do GT termina precisamente na ponta da lanterna, como no Astra europeu. As portas traseiras são 7 centímetros menores que as do Vectra e isso se deve ao fato de o GT ser 8,9 centímetros mais curto no entreeixos. Uma fonte na GM afirma que a marca produziu uma versão com o mesmo entreeixos do Vectra. Mas desistiu da idéia ao ver a baixa aceitação do público, em uma clínica de pré-lançamento.

O comprimento do GT é de 4,28 metros. Em relação ao Vectra, são 33,7 centímetros a menos. Além dos 8,9 centímetros no interior, o restante sumiu junto com o porta-malas, que teve a capacidade reduzida de 526 para 345 litros. Em compensação, o acesso melhorou. E o carro conta com bancos traseiros bipartidos de série. O GT tem quase o mesmo tamanho do Astra europeu (4,25 metros), o que ajudou na harmonia das linhas e no visual acertado.

Mesmo acreditando no poder de atração do design, a GM é modesta na hora das previsões. Estima as vendas do GT em 1 200 carros por mês. São 800 a menos que o Astra e 200 a menos que o Focus. O realismo é justificado pelo preço. A versão de entrada deve custar 60 000 reais. É mais cara que um Vectra Expression (55 900 reais). Mas vem bem equipada: traz, de série, duplo airbag e ar-condicionado digital, além de um sistema de navegação portátil. A sobreposição de preços não assusta a montadora. Ela acredita que o perfil do comprador do GT é diferente daquele que procura por um Vectra: são homens, na faixa dos 30 anos, que querem esportividade e que não têm família. São bem-sucedidos e podem, ainda, morar com os pais. Por isso, têm alto poder aquisitivo.

Por conta desse perfil, a GM mexeu na suspensão do GT para deixá-la mais esportiva. Utilizou molas mais duras para trazer mais firmeza nas curvas e rodas aro 16 - o modelo avaliado tinha rodas com aro maior e pneus de perfil mais baixo ainda. As alterações lhe deram um comportamento diferente. O GT é mais esperto nas curvas e a carroceria rola menos que a do sedã. Ficou faltando nessa receita uma relação de direção mais direta, para apimentar um pouco o comportamento do carro nas curvas. Mas, na soma geral, o hatch ganhou em estabilidade sem comprometer o conforto. Ficou divertido de guiar, ainda que não atinja o nível de dirigibilidade exemplar de um Ford Focus.

Se o GT surpreende pelas linhas e pela diferença de comportamento, ainda que sutil, no interior ele é mais previsível do que deveria. Em quase tudo ele é igual ao irmão. Em outras palavras, painel, bancos, console central, mostradores, disposição dos comandos e um acabamento que continua deixando a desejar, com plásticos mal encaixados. Bem que o GT, até mesmo para justificar o nome, merecia bancos dianteiros mais envolventes, com mais apoio lateral. Lá atrás, o espaço para as pernas diminuiu em relação ao do Vectra, mas é parelho aos dos outros hatches de nosso mercado, como Peugeot 307, Focus e Astra.

Sob o capô, o GT leva o mesmo 2.0 Flexpower, com 121/128 cv, que equipa a linha Astra e Zafira. Mas é por pouco tempo. A GM pretende promover alterações nesse motor para deixá-lo mais econômico. A preocupação faz sentido. Com álcool e na cidade, ele percorreu 5,6 km/l. Na estrada a média melhora, mas não passa dos 8,7 km/l. E como anda o GT? Confrontado com o Vectra manual que medimos em outubro de 2005, em seu lançamento, o GT se mostrou algo tímido. Apesar de ser 52 quilos mais leve - e manter as relações de marcha do sedã -, ele foi apenas 5 décimos mais rápido no teste de aceleração, levando 11 segundos para chegar aos 100 km/h. E seus números de retomada ainda foram ligeiramente piores que os do sedã. Como se não bastasse, ele também é 7 décimos mais lento em aceleração que o Astra, avaliado por nós em junho deste ano. Não custa lembrar que testamos o carro no campo de provas da GM, num modelo pré-série e com baixa quilometragem.

Ainda assim, perguntamos à GM sobre a possibilidade de o motor de 2,4 litros - com 150 cv - estrear no hatch. A resposta continua a mesma: remota. Por conta da maior carga tributária que envolve motores com cilindrada acima de 2 litros, o GT ficaria caro. E o ganho não seria substancial. Comparações à parte, o fato é que o desempenho deste Vectra não chega a decepcionar e o carro agrada um público que busca design atualizado e esportividade ao volante, mas sem abrir mão do conforto e de uma boa lista de itens de série. Sem dúvida, uma receita saborosa para quem ainda não precisa se preocupar com família e bagagem.


VECTRA GT - R$ 60 000
O preço estimado é o da versão de entrada. Mas a boa lista de itens de série já está definida.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A engenharia trocou molas e amortecedores para deixar o GT mais esportivo. Deu certo. E ele não fica devendo em conforto.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO
É o mesmo conjunto utilizado no Vectra sedã, que faz o carro beber além da conta.
★★★

CARROCERIA
O trabalho da GM foi extenso. Além de montar a traseira do Astra europeu no GT, a fábrica instalou reforços na parte traseira da carroceria para manter os níveis de rigidez torcional do Vectra.
★★★★

VIDA A BORDO
O interior é o do Vectra e o espaço interno na traseira é razoável. Seriam bem-vindos bancos mais esportivos e regulagem de altura do volante.
★★★★

SEGURANÇA
O ABS é opcional nas duas versões, mas o duplo airbag vem de fábrica.
★★★★

SEU BOLSO
Para não matar o Astra, a GM o posicionou acima da versão Expression do Vectra. É caro perante os rivais. Pelo menos é bem equipado de série.
★★★★


Ficha técnica

Bolso
A versão topo-delinha GT-X, avaliada por nós, deve custar 70000 reais.
Preço do carro (estimado): 60 000 reais
Garantia: 3 anos sem limite de km
Número de concessionárias: 554
Consumo cidade (km/l) (A): 5,6
Consumo estrada (km/l) (A): 8,7
Tanque de combustível/autonomia (l)/(km): 52 / 452,4

Conforto
Estes dois itens são opcionais apenas da Versão GT-X. A GT não os oferece.
Ar-condicionado/direção assistida: √ √
Rodas de liga leve/pintura metálica: √ O
CD player/comandos no volante: √ O
Banco traseiro bi-partido/rebatível: √ √
Vidros/travas elétricos: √ √
Espelhos/teto solar elétrico: √ -
Câmbio automático/cruise-control: O O
Computador de bordo/bancos de couro: O O

Segurança
ABS/BAS/EBD: O - O
Controle de tração/estabilidade: - -
Airbags (frontais/laterais/cabeça): √ - -
Encosto de cabeça/cinto de 3 pontos para 5º passageiro: √ √
Alarme/imobilizador/brake-light: √ √ √

Desempenho
É 5 décimos mais rápido que um Vectra e 7 mais lento que um Astra. É pouco.
0-100 km/h (s) (A): 11,0
0-1000 m (s) (A): 32,6
3ª 40 a 80 km/h (s) (A): 7,8
4ª 60 a 100 km/h (s) (A): 11,9
5ª 80 a 120 km/h (s) (A): 18,5
Velocidade máxima (km/h) (A): 182

Frenagem 120/80/60 km/h a 0 (m): 62,0 / 28,6 / 17,1
Ruído interno PM/RPM máx (dBA): 38,9 / 70,6
Ruído interno 80/120 km/h (dBA): 58,7 / 67,3
Velocidade real a 100 km/h (km/h): 98,2

Ficha técnica
A versão GT-X vem de série com rodas aro 17 e pneus 215/45 R17.
Motor/posição: dianteiro / transversal
Construção/cabeçote/cilindrada (cm3): 4 cilindros em linha / 8V / 1998
Diâmetro/curso (mm): 86 / 86
Taxa de compressão: 11,3:1
Potência (cv a rpm) (A/G): 128 / 121 a 5200
Torque (mkgf a rpm): 19,6 / 18,3 a 2400
Câmbio (tipo/marchas/tração): manual / 5 / dianteira

Direção (tipo/nº voltas): hidráulica / 2,7 voltas
Suspensão dianteira: independente tipo McPherson
Suspensão traseira: eixo de torção
Freios (dianteiro/traseiro): disco ventilado / tambor
Pneus 205/55 R16

Dimensões
Comprimento/entreeixos (cm): 428 / 261
Altura/largura (cm): 146 / 175
Porta-malas (litros): 345
Peso (kg): 1223
Peso/potência (kg/cv) (A/G): 9,5 / 10,1
Peso/torque (kg/mkgf) (A/G): 62,4 / 66,8
Diâmetro de giro (m): 10,8

OS RIVAIS


- Peugeot 307 Feline: A versão 2.0 custa 2450 reais a mais que o GT, vem com motor de 143 cv, tem mais espaço interno e se defende bem no desenho. Páreo duro.

- Citroën C4 VTR: Tudo bem, custa 70000 reais. Mas, se a questão é imagem, o C4 entrega, além de recursos tecnológicos, mimos de tirar o chapéu.

VEREDICTO
O GT tem boa relação custo/ benefício. Apesar de caro, vem bem equipado de fábrica. Mas seu atrativo é mesmo o belo visual. Não compre esperando encontrar esportividade pura. Ele oferece mais firmeza que um Vectra, mas anda igual. E seu interior decepciona pela falta de personalidade.





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