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Carros | testes
Volkswagen Jetta 2.5
Setembro 2006

Volkswagen Jetta 2.5

Vento sopra mais forte: Sucessor do Bora lá fora, mas contemporâneo dele por aqui, o Jetta chega querendo briga com gente grande.

Por Adriano Griecco | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

No Brasil, ele é Jetta. No México, Bora. Na Argentina, Vento. Por aqui, ele vai conviver por algum tempo ainda com sua quarta geração, que chamamos de Bora. No México, onde é produzido, a quarta geração é quem leva o nome de Jetta e também vai conviver com o (novo) Bora. Onomástica à parte, são três nomes que servem para designar um mesmo modelo, que é mais conhecido como a versão sedã do Golf - ainda que em suas duas primeiras gerações ele existisse também numa versão cupê.

Vamos ficar com Jetta. Assim como no Brasil, esse é o nome do sedã nos Estados Unidos, onde ele é o modelo mais vendido na história da Volks. Em 2006, foram comercializados até o mês de junho 53325 carros, um desempenho apenas inferior ao do BMW Série 3 (computando somente os modelos "alemães"). Por aqui ele não freqüenta a lista dos dez mais. Foram 1200 - desculpe, agora e estamos falando do Bora - carros vendidos nesse período.

O novo Jetta chega para preencher o vácuo da marca entre Bora (56820 reais) e Passat (124659 reais). Segundo a montadora, seus rivais são Fusion SEL, Vectra Elite e Honda Civic EXS. O Volks vai chegar ao preço de 82500 reais, em versão única, com opcionais, como teto solar, faróis de xenônio, bancos de couro com aquecimento, cortina de proteção do vidro traseiro, sensor de estacionamento e rodas aro 17.

Por razões de custo e de importação de peças de reposição, nossa aposta seria de que a Volks traria o Jetta com o motor 2.0 FSi, o mesmo que equipa o Passat, com 150 cavalos. Mas essa versão está disponível apenas para o mercado europeu. Sob o capô, o Volks traz o 2.5 de cinco cilindros em linha, 20 válvulas e 150 cavalos. As benesses no desempenho proporcionadas pela injeção direta estratificada do 2.0 FSi não estão em nosso cardápio. Nem no dos americanos.


Ainda assim, o desempenho está longe de frustrar expectativas, pelo contrário. Colabora nessa boa atuação o câmbio automático de seis marchas, com a opção de trocas manuais - seus rivais têm quatro ou cinco. A sexta marcha trabalha como overdrive e "empurra" as outras cinco para baixo, proporcionando relações mais curtas, bons números de retomada e esperteza nas ultrapassagens. No teste de aceleração, o Jetta levou respeitáveis 10,2 segundos para ir de 0 a 100 km/h. Se estivesse no comparativo entre sedãs de luxo, da edição passada, ninguém conseguiria batê-lo. O mais rápido na ocasião, foi o Civic, com 11,3 segundos.

Jeito do irmão

Ao volante, o Jetta lembra seu irmão maior, o Passat, com a familiar firmeza da suspensão nas curvas. A direção é elétrica e progressiva, e responde com precisão, mesmo em altas velocidades. Segundo a VW, a carroceria é 15% mais rígida que a da geração anterior, resultado do novo projeto e da utilização de soldas a laser. A suspensão também foi alterada. Na dianteira, continua o sistema McPherson com molas helicoidais e amortecedores. Já a traseira conta com a configuração Multilink e barra estabilizadora (o Bora utiliza eixo rígido). Para completar, o Jetta vem de série com rodas aro 16 e pneus 205/55 R16. O Bora não. Tem rodas aro 15 e pneus 195/65 R15.

Não só ao volante o Jetta lembra o Passat. A grade tem dois frisos cromados e mantém o "V" que delineia os vincos do capô e lembra o estilo utilizado no irmão - assim como no novo Polo, que será apresentado no Salão do Automóvel, em outubro. Os faróis agora invadem o pára-lama, são maiores e ganharam forma elíptica. A lateral é limpa e não conta nem com frisos de proteção - as portas ficam mais vulneráveis ao vizinho no estacionamento. O toque de elegância fica por conta da moldura dos vidros com detalhes cromados e das luzes repetidoras nos retrovisores. A traseira tem o visual encontrado no Passat e na Space Fox, com lanternas feitas com leds e com elementos circulares. No geral, o Jetta mantém a sobriedade do design alemão.

O interior do sedã é inédito por aqui. O painel é o mesmo do Golf europeu, com direito a acabamento superior ao do atual Bora. Não fica devendo nada ao do elogiado Civic - só para você ter uma idéia do capricho, o porta-luvas é aveludado e tem uma saída de ar-condicionado. Este é digital e com duas zonas de temperatura independentes. A iluminação mantém o tom azulado e a disposição dos marcadores é semelhante à do Passat.

Com 2,58 metros de entreeixos, o espaço interno é bom, mas fica atrás em relação ao Civic, que tem 2,70 metros e o assoalho traseiro plano. Ainda assim, com espaço semelhante ao do Corolla, sentado no banco traseiro, com meu 1,81 metro de altura, sobraram 6 centímetros de distância entre joelhos e o encosto do banco dianteiro. Se espaço atrás não chega a ser problema, o assento poderia ser mais confortável. Além de plano - isto é, não tem as posições bem moldadas -, é duro. A Volkswagen justifica o desenho dizendo que o Jetta leva três adultos com algum conforto no banco traseiro. De fato, com 1,78 metro de largura, o Jetta só perde nesse quesito para o Fusion, por 4 centímetros. E levar a bagagem não será problema. Ele é membro do seleto "clube dos 500": com 527 litros de capacidade, seus pares são Vectra, Fusion e Mégane, todos com mais de 500 litros de porta-malas.

O novo Jetta tem motor, espaço razoável, design atual e é bom de guiar. Ao contrário do antecessor, não tem a missão de enfrentar as versões mais baratas e mais vendidas de outros sedãs. Sua ambição é fazer bonito na categoria superior. Ainda que, em termos de número de carros vendidos, isso não signifique causar um vendaval no mercado.


SUSPENSÃO
Ganhou Multilink na traseira e rodas aro 16. Tem as mesmas qualidades do Passat, como firmeza nas curvas e algum conforto ao rodar.
Avaliação: excelente


AO VOLANTE
O acabamento é bom e os comandos são de fácil acesso. O banco traseiro poderia ser mais confortável.
Avaliação: muito bom


CARROCERIA
Mantém a sobriedade alemã nas linhas. E tem estrutura mais rígida que a do Bora.
Avaliação: muito bom


MOTOR E CÂMBIO
Com seis marchas, o Jetta é esperto em qualquer ocasião. O motor 2.5 de cinco cilindros também ajuda.
Avaliação: excelente


MERCADO
Não tem a obrigação de vender em grande escala, mas é um pouco mais caro que os rivais. Deve roubar clientes de outras marcas e até do irmão Passat.
Avaliação: bom


Ficha técnica e teste


Bolso
O Jetta vem para preencher uma lacuna entre Bora (56.820 reais) e Passat (124.659 reais).
Preço do carro: 82.500 reais
Garantia: 2 anos ou 50000 km
Número de concessionárias: 635
Consumo cidade (km/l): 8,3
Consumo estrada (km/l): 12,1
Tanque de combustível/autonomia (l)/(km): 55 / 665,5

Conforto
Ar-condicionado/direção hidráulica: s / s
Rodas de liga leve/pintura metálica: s / s
CD player/comandos no volante: s / s
Vidros/travas elétricos: s / s
Espelhos/teto solar elétrico: s / o
Banco traseiro rebatível (60/40): s
Câmbio automático/cruise-control: s / s
Computador de bordo/bancos de couro: s / o
Segurança ABS/BAS/EBD: s / s / s
Controle de tração/estabilidade: s / s
Airbags (frontais/laterais/cabeça): s / s / s
Encosto de cabeça/cinto de 3 pontos para 5º passageiro: s / s
Faróis de xenônio/sensores de estacionamento: o / o

Desempenho
Andou bem. Graças ao motor 2.5 litros de 150 cavalos e também ao câmbio automático de seis marchas. Parou sem sustos para o motorista. Os freios a discos são auxiliados pelo ABS e EBD.
0-100 km/h (s): 10,2
0-1000 m (s): 31,4
D 40 a 80 km/h (s): 4,4
D 60 a 100 km/h (s): 5,7
D 80 a 120 km/h (s): 6,9
Velocidade máxima (km/h): 205
Frenagem 120/80/60 km/h a 0 (m): 60,8 / 26,1 / 15,1
Ruído interno PM/RPM máx (dB): 36,6 /63,9
Ruído interno 80/120 km/h (dB): 60,9 / 64,8
Velocidade real a 100 km/h (km/h): 93,5

Ficha técnica
Motor/posição: dianteiro / transversal
Construção/cilindrada (cm3): 5 cilindros em linha / 2480
Diâmetro/curso (mm): 82,5 / 92,8
Taxa de compressão: 10:1
Potência (cv a rpm): 150 a 5000
Torque (mkgf a rpm): 23,2 a 3750
Câmbio (tipo/marchas/tração): automático / 6 / dianteira
Direção (tipo/nº voltas): elétrica / 3 voltas
Suspensão dianteira: McPherson com barra estabilizadora
Suspensão traseira: Multilink com barra estabilizadora
Freio (tipo/dianteiro/traseiro): hidráulico / disco ventilado / disco sólido
Pneus: 205/55 R16

Dimensões
Comprimento/entreeixos (cm): 455 / 258
Altura/largura (cm): 146 / 178
Porta-malas (litros): 527
Peso (kg): 1469
Peso/potência (kg/cv): 9,8
Peso/torque (kg/mkgf): 63,3
Diâmetro de giro (m) 9,6

O rival -Ford Fusion SEL
Também é importado do México, e tem preço (79990) parelho ao do Jetta. Apesar dos 163 cavalos, seu câmbio de cinco marchas não proporciona o mesmo desempenho do Volks. Em um restaurante, o manobrista vai ficar em dúvida sobre qual dos dois deixar estacionado na porta.

Veredicto
Tem bons predicados para agradar aos fãs da marca. E pode roubar alguns clientes da concorrência também. Ao contrário do Bora, chega com um preço razoavelmente competitivo para o segmento dos sedãs top de linha.
Avaliação final:muito bom.





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