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Carros | testes
Audi A6
Março 2001

Audi A6

O motor 4.2 de 40 válvulas apimenta o desempenho e o preço do Audi A6, que agora quer brigar com o Mercedes-Benz Classe E.

Por Adriano Griecco / Fotos: Marcelo Spatafora
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Cobiçado, o Audi A6 sempre foi. tanto que alterna liderança no seleto segmento dos modelos na faixa dos 200 000 reais. Seguro e confortável, idem. Faltava ser rápido: os motores V6 2.4 e 2.8 não estavam sendo páreo para Mercedes-Benz E 430 ou BMW 540i, ambos equipados com oito cilindros. A partir de agora, não dá para reclamar: a versão 4.2, com motor V8 de 40 válvulas, acaba de chegar para andar junto com os rivais. Desde a segunda geração do modelo, lançada em 1998 (veja na página 44), o sedã vem dividindo a liderança de vendas com o Classe E: em 1999, o Audi vendeu 371 modelos, 29 a mais que o Mercedes. No ano passado, revitalizado por uma pequena reestilização, o Classe E superou o A6 (290 contra 222 unidades). Nessa briga, o BMW Série 5 tem ficado para trás em 2000, vendeu 165 carros.

Mas não se deve esperar por grandes pegas nessa classe de veículo, voltada para homens de meia-idade de temperamento comportado, conforme pesquisa da importadora Audi Senna. Para os mais afoitos existem as versões Mercedes E55 (354 cavalos), BMW M5 (400 cavalos) e, a partir deste mês, Audi S6 (340 cavalos). "O 4.2 é o tipo de carro para o executivo que não anda forte, mas quer ter reserva de potência para ultrapassagens e respostas rápidas ao acelerador. Já com o S6, a história é outra: foi feito para acelerar", afirma Jaroslav Sussland, diretor de vendas da Audi Senna.

O motor do 4.2 tem reserva mais do que suficiente de potência como exemplo, cumpriu uma das provas do teste, a retomada de 40 a 100 km/h, em 6 segundos. Ao mesmo tempo, é dócil, apesar do acelerador bastante sensível. O V8 com cinco válvulas por cilindro é a novidade do sedã. Foi lançado em setembro de 1999 e tirou de linha o equipamento com 32 válvulas (quatro por cilindro). No Brasil, esse motor só estava disponível para o A8, que também passa a contar com o 40V. As válvulas extras foram aplicadas para atender às normas de emissões na Europa: com a providência, a queima de combustível na câmara tornou-se mais eficiente e, com isso, a quantidade de gases lançada pelo escapamento foi reduzida. Outro efeito colateral dessa operação foi a ampliação da faixa de torque: no motor antigo, os 40,8 kgfm eram atingidos aos 3300 rpm, e agora surgem a partir dos 3000 e se mantêm até os 4000 giros.

Para abrigar o oito cilindros, bem maior que o V6, a carroceria do A6 foi modificada, mas a reforma concentrou-se apenas na dianteira: a bitola ficou 38 milímetros mais larga e o compartimento do motor, 37 milímetros mais longo. O entre-eixos manteve-se inalterado. O pára-choque recebeu entradas de ar maiores para melhorar a capacidade do sistema de arrefecimento, além de dotar o modelo de aparência mais agressiva. Parece pouco. Mas as alterações transferiram a produção do A6 V8 para uma linha exclusiva na fábrica de Ingolstadt, na Alemanha. Além do 4.2, a versão esportiva S6 é montada nessa linha.

O sedã 4.2 só vem equipado com câmbio automático de cinco marchas com modo Tiptronic seqüencial de cinco velocidades e duas opções para troca de marcha: a convencional, no console, com mudanças por meio de leves toques para a frente ou para trás, e por teclas embutidas no volante, recurso para que o motorista avance ou reduza as marchas sem tirar as mãos da direção. Não chega a ser novidade o Audi A4, para ficar dentro da marca, já oferece o sistema. As teclas tornam a condução bastante divertida. A caixa automática compromete parte da potência do motor nas acelerações mais fortes. Mas cumpre bem a função nas retomadas de velocidade. As trocas sempre são feitas com muita suavidade.

A tradicional tração permanente nas quatro rodas, batizada Quattro, é de grande valia em terrenos escorregadios. Aliada ao controle de estabilidade, ESP, que corrige a trajetória do veículo em curvas, a tração integral torna o A6 um modelo à prova de exageros: sempre que o motorista toma uma curva acima do limite, o ESP anula qualquer possibilidade de perda de domínio da situação. É fácil perceber a atuação do sistema: ao se aproximar do limite de aderência, tem-se a sensação de que o carro é colocado sobre trilhos. A eficiência do ESP alemão pode ser comparada ao controle de tração do Peugeot 607, no qual se pode sentir até qual das rodas está sendo freada eletronicamente. Para quem prefere dispensar o auxílio tecnológico, o ESP do Audi pode ser desativado por uma tecla no console central. A condução se tornará mais excitante, mas a segurança ficará prejudicada. Aí a pilotagem fica por conta e risco do motorista. O sistema ABS de apoio aos freios completa o pacote de segurança da versão.

Ao assinar o cheque de 191 000 reais pelo Audi 4.2 Quattro, o comprador não vai receber apenas um motor mais potente e um pacote eletrônico a serviço do conforto e da segurança. A questão que se coloca é: vale a pena pagar a diferença de quase 52 000 reais que separa o A6 4.2 da versão A6 2.8 V6? Se a preocupação com segurança for suficiente para blindar o carro e querer uma dose extra de potência, a resposta é sim. No ano passado, 15% dos compradores da versão seis cilindros optaram por este tipo de proteção.

Uma exclusividade do modelo 4.2 da linha A6 é o teto solar com fotocélula: quando estacionado sob o sol, o sistema aciona a ventilação forçada, expulsando o ar quente. Quase perfeito. Mas em um modelo dessa categoria, reclamar da ausência do retrovisor interno fotocromático aquele que escurece assim que reflete a luz alta dos faróis e que já foi equipamento de série de modelos menos sedutores, como o Tempra Stile não é um exagero. O A6 ainda conta com o mecanismo "dia e noite", acionado pela prosaica alavanca na base do espelho.

> Avaliação

Ficha técnica

Principais equipamentos de série: airbag frontal duplo, ar-condicionado eletrônico com comandos indep., bancos de couro elétricos, controle de estabilidade (ESP), direção hidráulica, faróis de xenônio, ABS, piloto automático, sistema de som Bose, e vidros elétricos

Motor e câmbio
Motor - diantero longitudinal, 8 cilindros em V, 40 válvulas
Cilindrada - 4172 cm3
Potência - 300cv (6 200rpm)
Torque - 40,8 kgfm (3 000rpm)
Tração - Integral
Câmbio - automático, de cinco marchas "tiptronic"

Suspensão e freios
Suspensão Dianteira - Four-link com molas e amortecedores
Suspensão Traseira - Links trapezoidais com amort. e barra estabilizadora
Freios - Disco vent. nas quatro rodas, com ABS
Pneus - 235/50 R16
Rodas - 8J x 16

Dimensões e capacidades
Peso - 1 750 kg
Porta-malas - 399 litros
Tanque - 82 l

Preço
R$ 191 142






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